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Leo.
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20/02/2009 às 12:46 #220921
Pessoalmente, parece-me uma boa ideia dentro das minhas (ainda grandes) limitações. Estaria disponivel a manter uma espécie, por isso não muito exigente…
Abraço.20/02/2009 às 15:45 #220922Olá, estou bastante receptivo à implementação do novo PME. Penso que princípios bem definidos são importantes mas também penso ser importante alguma obrigatoriedade, ao menos quanto ao tempo mínimo de manutenção das espécies.
Os grupos de trabalho são uma excelente ideia e como o Vasco disse já existiram em tempos na APK.
Neste momento o que acho importante é reactivar o PME generalista com algumas espécies, umas 10-12, e ver o que dá nos tempos mais próximos. Se funcionar passar-se-ia então para os tais grupos de trabalho mas específicos.
20/02/2009 às 16:08 #220923Podería-mos começar, se a direcção assim o entender, com umas 12 espécies de vários géneros. Deixo aqui apenas os representantes dos géneros Fundulopanchax e Nothobranchius, que são aqueles que mais me entusiasmam:
Fp. amieti – há vários sócios da APK que o mantêm, não é raro mas é fácil e poderia ser uma boa espécie de entrada no PME
Fp. avichang – há apenas uma população no hobby
Fp. deltaensis – já não é capturado há imensos anos
Fp. gularis – já não é capturado há imensos anos
Fp. kandemi – existe apenas uma população no hobby
Fp. krybianus ou fallax – algo difíceis de manter e cm poucas populações no hobby
Fp. ndianus – já não é capturado há imensos anos
Fp. oeseri – como o Paulo já disse, na natureza andam sempre na “corda bamba”
Fp. puerzli – são capturados de vez em quando mas continuam a ser raros no hobby
Fp. robertsoni – já não é capturado há imensos anos
Fp. rubrolabialis – penso que existe apenas uma população no hobby
Fp. scheeli – outrora muito comuns no hobby são agora raros
Fp. spoorembergi – são comuns mas nunca foram capturados por nenhum killiófilo no meio natural
Fp. walkeri “Kutunse, GH 2/74” e “Abidjan” – os primeiros estão extintos na natureza, os segundos são muito raros no hobbyN. furzeri – todas as populações desse gajo que a esta hora já só fala espanhol e a Gona Re Zhou
N. mallassei – apenas uma população no hobby e muito raros
N. orthonotus – do tal gajo que já só fala espanhol
P. kyawensis – sempre raros e algo difíceisProponham mais espécies caros sócios, destes ou doutros géneros.
20/02/2009 às 16:21 #220924Das minhas últimas leituras sobre killies tomei conhecimento que há várias espécies sul-americanas ameaçadas por causa do avanço das plantações de soja. Como o meu conhecimento ainda é relativamente curto, talvez não fosse má ideia alguém espreitar a situação destas espécies.
20/02/2009 às 20:36 #220925Viva,
Embora não seja uma das minhas espécies preferidas vou mantendo a Simpsonichthys constanciae Barra S. João. É uma espécie altamente ameaçada pela destruição do seu habitat natural.
Circulam ainda entre os killiofilos e não é uma espécie dificil.
Eu prometo tirar ovos se houver interessados.Um abraço,
Luis Oliveira
20/02/2009 às 21:08 #220926Viva,
Embora não seja uma das minhas espécies preferidas vou mantendo a Simpsonichthys constanciae Barra S. João. É uma espécie altamente ameaçada pela destruição do seu habitat natural.
Circulam ainda entre os killiofilos e não é uma espécie dificil.
Eu prometo tirar ovos se houver interessados.Um abraço,
Luis Oliveira
Boas Luís
posso me candidatar a uns ovos 🙂
Abraço
20/02/2009 às 23:54 #220927Boas!
Eu posso contar a minha experiência que tive com os killis, e que durante estes primeiros anos em que tive killis, confesso que a manutenção de alguma espécie em particular nunca foi uma das minhas prioridades.
Sempre gostei de ir rodando os killis, ou seja de receber ovos, de conseguir um casal adulto dos mesmos, de retirar ovos dos mesmos e depois ou de oferecê-los ou de ficar com os mesmos até que morressem.
Confesso que se tratou de um egoísmo, mas a vontade de ter em minha casa dos mais variados killis sempre foi o que me fascinou. De ver as mais variadas formas, cores e características inerentes a cada killi, desde comida, temperatura, substrato de desova, qualidade da água, etc.
Posso dizer que estes primeiros anos serviram para isso mesmo, para conhecer um pouco dos killis mais comuns no hobby, de descobrir quais aqueles que mais se adaptam à nossa maneira de ser. Sinto que só quem tenha passado por esta fase de descoberta, se possa lançar seriamente num projecto de manutenção de espécies.
21/02/2009 às 00:24 #220928O Luis Oliveira não o referiu (por esquecimento ou modéstia) mas há por aí mais duas espécies que faziam parte do PME original e que têm sido mantidas e distribuídas por ele há muitos anos: Aphyosemion bualanum Nganga Eboko e Aphyosemion striatum LEC 93/29. Vamos falando pelo lado da Direcção mas este é um assunto que deve ser tratado em conjunto com os sócios, um pouco na linha do que se fazia nos primeiros anos da APK, quando eramos poucos.
Parece-me bem o reinício informal (para já) do PME com 12 espécies/populações, tal como proposto pelo Filipe. Faço a sugestão de que se recuperem as 3 de que já falei e que por aí se mantêm desde o PME original:
– Aphyosemion primigenium GEB 94/21
– Aphyosemion bualanum Nganga Eboko
– Aphyosemion striatum LEC 93/29Creio que se justifica a inclusão de espécies com larga distribuição em Portugal, de preferência algumas já mantidas há muito tempo. Por exemplo os Nothobranchius que o Filipe tem mantido. Idealmente deveríamos incluir espécies em maior risco na natureza mas não o deveremos fazer se não estiverem já bem implementados na APK.
Se se justificar até se pode criar um grupo à parte aqui no fórum para o PME.
Continuem a colocar aqui as vossas opiniões e sugestões. São importantes.
Abraços.
21/02/2009 às 00:53 #220929Eu ando por ali às voltas com esses Aphyosemion bualanum Nganga Eboko, eles poêm, conseguir que os alevins sobrevivam é que não está facil, agora estou a ver com a terminalia a ver o que dá.
Um abraço amigos.
Zé AzevedoPaulo os teus Tai já estão a por ovos.
um abraço21/02/2009 às 10:18 #220930Zé
És um homem das Arabias ( ou é dos Açores?!…), contigo tudo poem. Mas toda a comida viva que os Tai comem tem concerteza um efeito afrodidiaco. Comparativamente com os teus é como se os meus estivessem a comer pão seco…
As folhas de Terminalia são uma moda que nunca mais acaba. O unico efeito valido é serem um pouco antisepticas e acidificarem um pouco a agua, mas nada de muito impressionante e que outras folhas não façam tão bem ou melhor. Melhor ainda, há productos que fazem muito melhor o que as folhas fazem e sem as suas desvantagens.Abraços
Paulo José21/02/2009 às 12:33 #220931Viva.
As folhas de Terminalia são uma moda que nunca mais acaba. O unico efeito valido é serem um pouco antisepticas e acidificarem um pouco a agua, mas nada de muito impressionante e que outras folhas não façam tão bem ou melhor. Melhor ainda, há productos que fazem muito melhor o que as folhas fazem e sem as suas desvantagens.
Abraços
Paulo JoséPois é Paulo provavelmente tens toda a razão mas tú que és um Homem cheio de conhecimentos e andas nisto há muito tempo, (até escreves “posts” em castelhano!!! ) bem que podias criar um novo item e partilhar connosco o nome dessas folhas e produtos e os resultados a que chegas-te. 😀 (não queremos saber todos os teus “segredos” mas só alguns… 😉 )
Para quem a sua paixão são os Aphyosemion, particularmente Bualanuns, obter naturalmente água de pH baixos quando a água da torneira tem um pH por vezes superior a 8 é dificil e dispendioso! (estou farto de carregar garrafões de água :-[ )
Paulo fica aqui este meu pedido de ajuda. Quem sabe se assim as minhas dores nas costas não melhoram rápidamente? 😀
Um abraço
Vitor Vieira21/02/2009 às 19:46 #220932… o que eu fui provocar com a minha perguntazinha inocente ::) ::) ::) ;D ;D
Obviamente não vou intervir na escolha das espécies a englobar na PME, deixo esse trabalho para os mais conhecedores, mas não resisto a dar aqui uma humilde opinião:
Como diz o Vasco e muito bem, não faria sentido deixar de fora espécies só porque estão já bastante difundidas em Portugal, afinal:
– a sua proliferação por cá não significa necessáriamente que estão livres de perigo,
– como também, estas serão talvez as que terão mais possibilidades de sucesso em número de killiófilosPor outro lado acho que não devemos deixar de lado espécies por serem difíceis de encontrar ou de manter… afinal este é o objectivo último deste projecto, a preservação. E estas espécies são as que mais carecem da nossa ajuda.
Assim, independentemente das espécies escolhidas, parece-me que devia haver um equilíbrio entre estes dois extremos.
Mas, como disse: é apenas a minha humilde opinião. Os nossos veneráveis especialistas é que se devem continuar a pronunciar 😉Abraços
25/02/2009 às 11:19 #220933Vieira!
Não quero que te aconteça nada portanto aqui vão algumas informações. Para baixar o PH de forma rapida tens o acido cloridrico, vais à drogaria ou a um sitio que o tenha e compras acido muriatico, que é à base de acido cloridrico.Pões uma gota por litro, por exemplo num aquario de 25 litros são 25 gotas que pões ao longo de três dias, 8 gotas por dia ficando a faltar uma. Em aquarios com menos de 25 litros é uma gota por litro e meio e pôem-se a quantidade devida em quatro dias. Isto para aguas alcalinas acima de 7,5, abaixo a regra de uma gota por litro em aquarios de 25 litros ou mais baixa para uma gota por litro e meio. Atenção ao GH, um muito baixo faz com que o PH abaixe imenso podendo matar os peixes por acidose, um GH alto faz com que o PH volte rapidamente ao seu valor normal. O ideal é ter um gh à volta dos 4-10.
O metodo natural para baixar o PH é ter o fruto maduro do amieiro (Alnus glutinosa),especie de arvore portuguesa que se encontra nas margens de cursos de agua. Usar um destes frutos por litro, em aguas não muito duras o resultado é garantido. A agua fica um bocadinho acastanhada.
As folhas das arvores do genero Quercus, os carvalhos, têm um efeito ligeiramente acidificante e antiseptico. As folhas dos sobreiros e das azinheiras servem mas aparentemente as melhores são as do carvalho alvarinho (Quercus robur). Usar folhas mortas claro. É uma especie comum no Minho e algumas areas atlânticas da Beira e de Tras os Montes. Cá para baixo só plantados e são pouco comuns. Existiam no Marquês de Pombal. Em Monsanto há o carvalho cerquinho( Quercus faginea) e perto de Portalegre há o carvalho negral (Quercus pyrenaica)…
Se precisares de mais informação diz.Abraço
Paulo José25/02/2009 às 11:49 #220934Depois do que o Paulo disse, um alerta… cuidado com os locais de recolha de folhas. Marquês de Pombal, p.ex., é off-limits já que as folhas estariam, certamente, impregnadas de chumbo e outros metais pesados, já para não falar de partículas de borracha das travagens e acelerações.
O meu sistema… tenho um aquário de 60 litros velho com um tronco de sobro e algumas folhas (uso hoje folhas de Cattapa porque neste momento não tenho onde apanhar de carvalho, sobreiro ou azinheira) onde preparo o chá (com água de rede normal), que depois misturo com água de osmose. Nos Apistogrammas atiro mesmo com folhas para dentro dos aquários pois elas contribuem para formação do habitat deles, nos killies talvez não seja o mais aconselhado, pelo que a preparação do chá talvez seja melhor.
Nunca usei ácidos porque tenho algum receio de sobredosagens ou efeitos contra-producentes sobre parâmetros de água anormais (não ando sempre a medir).
Cumps.
25/02/2009 às 12:30 #220935Viva.
Vieira!
Não quero que te aconteça nada portanto aqui vão algumas informações…
Abraço
Paulo JoséDepois do que o Paulo disse, um alerta…
Cumps.O que esta rapaziada sabe!!! 😮 😮 😮
Obrigado pela vossa ajuda.
Estou certo de que estas informações serão muito úteis para todos.Um abraço,
Vitor Vieira -
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