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Paulo José Alves.
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AutorArtigos
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13/12/2011 às 11:58 #230152
Olá Aurélio,
Bem vindo a este mundo da Killifilia e ao convívio da APK. Já tive oportunidade de te responder ao teu pedido de inscrição na APK. Fico agora a aguardar.
A killifilia, como poderás comprovar, não é de todo uma ciência exacta. Antes pelo contrário, é um hobby aliciante que tem por vezes a propensão a dar uma imagem cientifica.
Mas não o é de todo, e o que resulta com um de nós, pode ser um factor de insucesso para outros. Daí eu sempre referir que a melhor técnica é a que melhor resulta connosco.Tudo isto, para justificar alguma afirmações que faço de seguida.
A.- Temperatura.
A questão da temperatura é fundamental. Por vezes não se vêm termostatos, porque se usa um cabo de aquecimento por baixo do aquário, ou mesmo ar condicionado, o que é o meu caso.
No entanto, podemos optar por espécies que se adaptam às temperaturas médias das nossas divisões. Estamos é dependentes da oferta para aquela “janela de temperaturas”. Se queremos concretamente determinada espécie, então temos que adaptar o aquário às condições por ela exigidas.
Mas penso que vivendo na Madeira, irás encontrar muitas espécies que poderão sobreviver sem aquecimento.B.- Aconselho começares pelos não anuais, nomeadamente alguns Aphyosemions. De qualquer modo, todos os sócios que te oferecerem os primeiros killies terão em linha de conta as espécies indicadas para te familiarizares com as técnicas usadas e ganhares experiência.
C.- Alimentação.
A alimentação deve ser o mais variada possível, sempre que possível baseada em comida viva, que possa fazer um bom aporte de proteínas, ácido gordos insaturados e vitaminas. A comida viva tem ainda a grande vantagem de estimular o instinto predador dos nossos killies, levando-os a perseguir a presa para comer. Fundamental para peixes em fase de adaptação.
Também é verdade que muitos bons killiófilos alimentam os seus killies à base de comida congelada, fundamentalmente larva vermelha e artémia adulta. São de facto bons alimentos, mas têm o inconveniente dos restos não consumidos ficarem no fundo do aquários, contribuindo para a degradação da água.
È claro que há killies que se alimentam de tudo o que cai no aquário, seja comida viva, congelada, papas, granulados ou flocos. Mas não são de certeza os mais difíceis de criar e sobretudo levar a reproduzir. Há também o inconveniente de muitas comidas (as papas, por exemplo) contribuírem para a rápida degradação da qualidade da água.
Não é por acaso que hoje em dia na nossa própria alimentação se fala tanto na roda de alimentos e numa alimentação equilibrada e variada…
Um abraço e sempre ao dispor,
Luis Oliveira
14/12/2011 às 13:05 #230153Ola Luis Oliveira,
Muito obrigado pela resposta rápida quanto a inscrição e ao mail que lhe enviei.
14/12/2011 às 13:10 #230154Boas sai mais umas perguntas
1ª Quanto ao tamanho dos peixes são todos assim tao pequenos?
2ª Qual a diferença entre o que chamam anuais e não anuais?(só vivem um ano uns e outros não)
3ª Não há misturas de raças mas ja vi quem tenha comunitários aqui no forum ou são todos da mesma especie?14/12/2011 às 16:11 #2301551ª Quanto ao tamanho dos peixes são todos assim tao pequenos?
Dependendo da espécie, eu diria que os killies poderão variar entre 2 cm e próximo de 20 cm no caso do Fundulus grandis (que eu saiba este peixe nunca apareceu numa convenção… não caberia nos aquários 😮 ).
Os killies mais comuns rondam os 4 a 8 cm, têm portanto um tamanho otimo para a maior parte dos aquários.
Killies maiores, acima dos 10 cm também são comuns no hobby: alguns Fundulopanchax, o Rivulus igneus e mesmo alguns anuais sul-americanos.
2ª Qual a diferença entre o que chamam anuais e não anuais?(só vivem um ano uns e outros não)
A diferença, em termos práticos, é o tipo de ovos: Os ovos de anuais passam sempre por diapausa e precisam de um periodo seco, deves guardar os ovos em turfa (ou outro substrato equivalente) durante o respectivo periodo de incubação, normalmente de meses.
Os ovos dos não anuais incubam em água, levando geralmente duas ou três semanas para eclodir.
Tens ainda semi-anuais, cujos ovos podem ser incubados em água mas, se esta não existir, podem também apresentar diapausa (a diapausa é a suspensão no desenvolvimento do embrião).
Em geral, os puros anuais são peixes de vida muito curta mas existem exceções.
3ª Não há misturas de raças mas ja vi quem tenha comunitários aqui no forum ou são todos da mesma especie?
Se duas espécies ou populações podem cruzar-se nunca devem ser mantidas no mesmo aquário, mesmo que separadas por divisórias: os espermatozoides têm uma elevada mobilidade.
Porém, muitas espécies podem ser mantidas juntas sem haver esse risco, por exemplo, podes ter um comunitário com uma especie de Aphyosemion, uma de Epiplatys, uma de Procatopus, uma de Lacusticula, uma de Rivulus, uma de Fundulus, uma de Aphanius, uma de Lucania, etc.
Escolhendo as espécies certas e com algum espaço até é possivel que se deem razoavelmente bem, porém, tens um problema: distingir os ovos de cada espécie, não o conseguirias…. poderias criar os alevins também todos misturados mas provavelmente teriam requisitos e taxas de crescimento diferentes, seria uma grande complicação. Pelo menos em termos reprodutivos, não é boa ideia fazer este tipo de misturas.
Simplesmente para manteres os peixes e de vez em quando separes um casal para tirares ovos, tudo bem.
Os anuais, por outro lado, como vivem pouco tempo, o foco é sempre na reprodução, portanto normalmente estarão sempre separados, a não ser que já estejam velhotes, então aí sim, podem gozar a reforma num aquário comunitário de exibição.
Miguel
14/12/2011 às 21:29 #230156Dependendo da espécie, eu diria que os killies poderão variar entre 2 cm e próximo de 20 cm no caso do Fundulus grandis (que eu saiba este peixe nunca apareceu numa convenção… não caberia nos aquários 😮 ).
Boas miguel
Não cabe num de 1 metro e meio ou de um metro?
Existe alguem cá no forum que os tenha?14/12/2011 às 21:57 #230157boas
eu acho que o Miguel queria dizer era que não caberiam nos aquarios normalmente usados nas convenções ;D
cump
15/12/2011 às 10:36 #230158Não cabe num de 1 metro e meio ou de um metro?
Existe alguem cá no forum que os tenha?Com que então queres manter um Fundulus grandis, ah? Olha que o peixe, pelo menos nas fotos, é feio que se farta. Ao vivo, nunca o vi.
Penso que ninguem mantém esta especie em particular na Europa mas sim, um aquário de metro e meio seria suficiente, o “não caberia” era referente aos pequenos aquários usados nas convenções.
Mas se os monster fish te entusiasmam particularmente os killies não serão talvez a melhor opção, os killies são mais do género “pequenas, raras e sofisticadas joias”. De qualquer modo há no hobby uns quantos Australofundulus com cara de mau que ficam ENORMES assim como Austrolebias piscivoras (“megalebias”) que se tornam GRANDES. Há mesmo uma especie chamada de “Austrolebias monstrosus” que chega facilmente aos 15 cm.
Em Portugal encontra-se a espécie Fundulus heteoclitus que também atinge um comprimento máximo de 15 cm.
Miguel
15/12/2011 às 11:27 #230159Olá
O maior killi que se conhece é o Fundulus catenatus que teoricamente vai aos 20 cm. Com as cores de reprodução, que só ocorrem na Primavera, o peixe é muito bonito. Vi-o uma vez há muitos anos numa convenção. Só muito ocasionalmente é que há alguns kiliofilos norte americanos é que o têm , na Europa é muito raro.
O Fundulus grandis é muito proximo do F. heteroclitus se é que não é a mesma especie, as diferenças são invisiveis a olho nu. Um exemplar excepcionalmente grande vai aos 15-18 cm mas estes tamanhos estão longe da media.Abraço
Paulo José15/12/2011 às 12:03 #230160Boas, nao é isso por enquanto é só curiosidade.
Abraços
15/12/2011 às 12:53 #230161O Fundulus grandis é muito proximo do F. heteroclitus se é que não é a mesma especie
Sim, o grandis é um heteroclitus a esteroides: pode ficar proximo dos 20 cm, o que nunca acontece com o heteroclitus.
Há consenso que sejam espécies distintas (incluindo Hubber) embora reconhecidamente próximas.
O complexo heteroclitus, além das duas subespécies (heteroclitus e macrolepidotus), inclui outras espécies como o bermudae e o grandis. O próximo grandis é por vezes referido como tendo subespécies.
Como curiosidade, existe uma “besta” encontrada no Yucatan e Guatemala que dá pelo nome de Fundulus grandissimus: é um peixe que atinge os 20 cm, tem pelo menos do mesmo tamanho que o catenatus mas é mais robusto.
Enfim, qualquer dia encontram um Fundulus ainda maior e vão ter que lhe chamar talvez:
Fundulus grandessissimusgrandissimus — Neste caso, além do peixe não caber no aquário, também não haveria espaço para escrever o nome na etiqueta.
Miguel
15/12/2011 às 14:53 #230162sendo o meu género de eleição os Austrolebias não podia deixar de chamar a atenção para o facto de as Austrolebias elongatus chegarem aos 22cm…. já vi umas com mais de 20cm de certeza…
Abraço
15/12/2011 às 15:27 #230163Viva,
sendo o meu género de eleição os Austrolebias não podia deixar de chamar a atenção para o facto de as Austrolebias elongatus chegarem aos 22cm…. já vi umas com mais de 20cm de certeza…
Neste instante, a Austrolebias elongatus recebe o título de MAIOR KILLIFISH DO MUNDO, com 22 cm!
Mas se calhar não ficamos por aqui…
Miguel
15/12/2011 às 16:10 #230164Viva,
sendo o meu género de eleição os Austrolebias não podia deixar de chamar a atenção para o facto de as Austrolebias elongatus chegarem aos 22cm…. já vi umas com mais de 20cm de certeza…
Neste instante, a Austrolebias elongatus recebe o título de MAIOR KILLIFISH DO MUNDO, com 22 cm!
Mas se calhar não ficamos por aqui…
Miguel
Maior Killie, queres tu dizer! ;D
15/12/2011 às 17:03 #230165Viva,
Depois de umas pesquisas na net, parece que afinal o MAIOR KILLIE foi o:
Orestias cuvieri, com 27 cm
Digo “foi” porque esta espécie está dada como extinta em 2004.
Portanto, por enquanto, a A. elongatus continua à frente ;D
Miguel
16/12/2011 às 00:37 #230166Boas,
tenho que estudar bem isto e onde vou arranjar mais espaço para os aquários que estão vazios.
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