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Leo.
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19/02/2009 às 14:59 #215936
Encontrei no site dos Anuais Sul-Americanos (http://www.cynolebias.org) uma lista de programas e/ou grupos que se dedicam a assegurar a manutenção de espécies que estão em risco de desaparecer.
A lista está em: http://www.cynolebias.org/public/care/SpeciesMaintenance/SMP.htmO que eu queria saber é se em Portugal (ou em terras dos nossos novos amigos venezuelanos 😉 ) está em curso algum programa/grupo com as mesmas intenções? Ou pelo menos alguém se dedica a esses mui nobres feitos….
PS: Curiosamente uma das espécies que está lá referida foi mencionada recentemente aqui no fórum: Austrolebias nigripinnis , no caso da população “Sagastome”.
Abraços
19/02/2009 às 15:28 #220907Olá, mais uma pergunta um bocado complicada de responder.
Devo ser o mais habilitado a falar deste assunto já que fui o coordenador do PME ( Programa de Manutenção de Espécies ) da APK.
De facto existiu um Programa semelhante ao da SAA mas já foi “chão que deu uvas”. A razão, e aqui em parte, mea culpa, foi o quase total desinteresse por parte dos associados da APK. Digo mea culpa porque provavelmente não consegui motivar suficientemente as pessoas.
De qualquer modo sempre me pareceu que a maioria dos sócios era completamente avessa aos compromissos necessários para se levar o PME a bom porto ( e nem eram nada de especial ).
Cumprimentos!
Filipe Torre19/02/2009 às 15:51 #220908De qualquer modo sempre me pareceu que a maioria dos sócios era completamente avessa aos compromissos necessários para se levar o PME a bom porto ( e nem eram nada de especial ).
Não percebo ??? havia obrigações burocráticas? (a essas somos sempre avessos… eheh)
Parece-me que manter uma espécie em risco é a mesma coisa que manter qualquer outro killi, à excepção de a motivação ser ainda maior para não a perder….No que me diz respeito, ao manter animais em cativeiro, sinto bastante essa falta de um “bem maior” que não o meu simples gozo pessoal.
Por isso a pergunta (complicada:) ) que coloquei não foi inocente. Gostava de manter pelo menos uma espécie com esse intuito de preservação, nem que seja a título individual ou num grupo informal.Do PME terá então sobrado alguém com esse espírito? 🙁
Abraços,
Luís Salgado19/02/2009 às 16:43 #220909Olá!
As obrigações eram:1. manter a espécie por um período mínimo de 2 anos;
2. apresentar relatórios trimestrais sobre os peixes: nº de adultos, jovens, alevins, peixes e ovos disponíveis para novos interessados no programa.Não era assim tão complicado, penso eu…
Cumprimentos!
Filipe Torre19/02/2009 às 17:05 #220910Realmente, não tem nada de complicado… parece-me bastante triste que um programa destes tenha morrido por tão pouco.
Compreendo que não haja motivação para fazer renascer o PME, mas posso perguntar se havia algum material informativo que ainda possa ser disponibilizado (como listas de espécies, contactos de outros programas similares, sócios que continuam a manter estas espécies mesmo acabado o programa)?
19/02/2009 às 17:23 #220911Não é um problema exclusivo da APK… nem sequer de Portugal. Vários programas de manutenção de espécies na área dos ciclídeos têm caído ao longo dos tempos. Sinceramente não percebo porquê! Se é verdade que existe quem goste de manter em permanente rotação as espécies que mantém, preferindo um conhecimento superficial das mesmas e guardar em foto as memórias de espécies passadas, também há quem, sem abdicar de novas experiências se mantenha fiel a uma quantidade de espécies… parece-me que estes são os aquariofilistas mais permeáveis a uma adesão a um programa desses.
Neste momento e muito sinceramente não me acho em condições de aderir a um programa de manutenção de espécies de killies, o meu conhecimento é praticamente nulo apara assumir tal responsabilidade.
Cumps
19/02/2009 às 17:43 #220912Realmente, não tem nada de complicado… parece-me bastante triste que um programa destes tenha morrido por tão pouco.
Compreendo que não haja motivação para fazer renascer o PME, mas posso perguntar se havia algum material informativo que ainda possa ser disponibilizado (como listas de espécies, contactos de outros programas similares, sócios que continuam a manter estas espécies mesmo acabado o programa)?
O que eu tinha perdeu-se quando o disco do meu computador queimou.
Os intervenientes do programa e a direcção tinham tudo o que eu tinha mas duvido que alguém tenha guardado alguma coisa, já lá vão uns anos.19/02/2009 às 19:12 #220913Quanto à vontade de continuar com o PME, por mim continua, aliás tenho o meu próprio PME. No meu caso tenho as espécies pelo menos 5 anos.
Em relação à entrada de sócios mais inexperientes no programa, eu sempre frisei que seriam bem-vindos, independentemente da experiência, até porque nem todas as espécies do programa eram difíceis.
O importante era participar, apenas com a obrigação de manter a espécie por 2 anos e fazer os relatórios.
Também disse muitas vezes que em caso de perda da espécie esta seria reposta assim que possível ou em opção o sócio poderia sair do programa.
Mais fácil que isto há-de ser difícil…
Cumprimentos!19/02/2009 às 19:20 #220914É assim mesmo, se não há um PME global, fazes o teu PME privativo. E um esforço de 5 anos é de louvar!
Deixa-me então aproveitar a tua experiência e perguntar que espécies aconselhas aos (por enquanto) mais inexperientes, para terem as suas próprias PME?
Cumps
20/02/2009 às 03:41 #220915Ainda mantenho toda a informação original do PME da APK. Está é no computador de casa :-, pelo que só vos posso disponibilizar isso daqui por uns meses.
Os motivos que levaram à criação, curta existência e desaparecimento do PME da APK davam quase para escrever um livro. A simples redacção do regulamento foi um filme.
Naturalmente que o Filipe não teve culpa absolutamente nenhuma no fracasso do programa. O problema é que os sócios daquela altura não estavam preparados para assumir compromissos simples quanto à manutenção dos seus peixes tal como não estavam preparados para assumir compromissos com a associação. Está na natureza das pessoas. Se se sentem obrigadas a qualquer coisa, afastam-se. É como eu, por exemplo: agora já não me caso :). Se me quiserem obrigar a casar, eu fujo ;D.
Há uns tempos falei em reactivar o PME em modo “light”, ou seja, um PME pouco rígido nas regras mas bem definido nos princípios. Assim poderia funcionar. Bem como poderiam funcionar “grupos de trabalho” informais dedicados a géneros. Isso também chegou a existir na APK mas sem grande expressão. Com o desenvolvimento que a associação tem tido nos últimos anos, o aumento da experiência dos sócios e do número de killiófilos activos no nosso país e não só, talvez seja altura de repensar esta situação.
Quanto a PME's particulares, também eu tenho o meu. Mantenho Aphyosemion primigenium GEB 94/21 de forma quase ininterrupta não deve faltar muito para fazer 10 anos. Mesmo agora, que estou longe, ainda guardei em casa uns quantos machos e uma fêmea, à espera que eu regresse (descansem, estão a ser alimentados ;D). Também tenho há muitos anos Aphyosemion herzogi GEMLC 04/9. Deixei um trio à guarda do Alberto para quando eu voltar.
Continuem a deixar aí as vossas ideias sobre este tema.
Abraços
20/02/2009 às 10:07 #220916É bom ver que mesmo sem o PME o espírito mantém-se em algumas pessoas. 10 anos a manter espécies, mesmo quando se vai para fora por vários meses… é uma excelente obra 🙂
Se houver interesse em fazer reviver um PME light, eu mostro-mo desde já disponível não só para participar, como para ajudar a organizar – procurarei compensar as minhas limitações técnicas de (por enquanto) novato como faço sempre: muita pesquisa e muitas perguntas 😀 .
Entretanto encontrei no site da IKCP (http://ikcp.killi.org/apk.html) uma lista das espécies que na altura eram procuradas pelo PME. Cá vai:
* Fp. fallax
* Fp. deltaensis
* Fp. poweli
* Fp. puerzli
* Fp. sjöestedti
* N. kirki
* N. kuhntae
* N. ocellatus
* N. orthonotusNesse site são listados vários projectos de manutenção que também parecem ter morrido há muito, mas tem também algumas listas de espécies em risco. Curiosamente descobri que mantenho uma espécie listada no Emergency Survival Program por estar já extinta fora dos aquários: Fundolopanchax oeseri “Bioko Island”. Esta já está na minha PME pessoal ;D
PS: já mandei um email para os coordenadores desse projecto para saber se continua activo. Depois informo-vos da resposta.
Abraços
20/02/2009 às 10:27 #220917Eu estou disponível para manter uma espécie – não muito difícil – que seja definida como alvo de PME. Não me ofereço para organizar nada porque já tenho coisas suficientes para organizar numa congénere e, sinceramente, está-me a dar algum gozo ser apenas um sócio sem grandes responsabilidades organizativas… nem sabia o que isso era! ;D 8)
20/02/2009 às 11:25 #220918Olá Salgado
O F. oeseri não está extinto, continua a existir na ilha Bioko, antiga Fernando Pó. Aparentemente os insecticidas e outros quimicos estão a ameaça-la mas não a fizeram desaparecer. Eu tenho a especie e bastantes mais criadores a mantêm. A designação Bioko Island naturalmente refere-se à ilha em que a especie existe e não é uma população propriamente dita.
Abraço
Paulo José20/02/2009 às 11:34 #220919Olá Salgado
O F. oeseri não está extinto, continua a existir na ilha Bioko, antiga Fernando Pó. Aparentemente os insecticidas e outros quimicos estão a ameaça-la mas não a fizeram desaparecer. Eu tenho a especie e bastantes mais criadores a mantêm. A designação Bioko Island naturalmente refere-se à ilha em que a especie existe e não é uma população propriamente dita.
Abraço
Paulo JoséFolgo em sabê-lo ;D
Aparentemente a informação no dito site está mesmo desactualizada.20/02/2009 às 12:22 #220920Boas
Eu estou disponível para manter uma espécie….e se for necessário alguma ajuda organizativa.
Cumps
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