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Paulo José Alves.
Home › Forum APK › Killifilia › Killies › e se o Huber resolvesse que a divisão dos Rivulus é treta??
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28/10/2013 às 17:42 #237296
é o pão nosso de cada dia da taxonomia, vem um com um novo trabalho que destroi o edificio taxonomico feito por um anterior e uns anos depois vem outro com uma nova proposta que modifica o anteriormente proposto. É um processo interminavel e nós ficamos a ver a procissão interminavel de mudanças de nomes.
Em termos linguísticos isto é muito pouco satisfatório, é como se pessoas que conhecemos mudassem de nome:
– Então ó Manuel Silva, estás bom?
– Eu já não sou o Manuel Silva, agora chamo-me Alfredo Silva…
– Ok, Alfredo…. mas espera lá, já não tinhas sido Alfredo há uns meses atrás?
– Sim, mas entretanto passei a Manuel, depois a Josué e finalmente fui rebatizado como Alfredo…
– Josué? Mas o Josué não era o Carlos? Aquele que começou por ser Zacarias?
– Estás a confundir tudo, Isidro! Quem tinha sido Zacarias foi o Ligório que agora se chama Paulo.
– Isidro, eu?! Mas afinal há quanto tempo é que não falávamos? Caramba, eu já não sou Isidro desde 2010!Mudar aquilo que deveria ser um identificador único – o nome – é um grande erro.
É um triunfo da burocracia sobre o bom senso. Lineus nunca teria apresentado este sistema se imaginasse que os géneros em alguns grupos mudariam constantemente.
Errar não é errado, é o processo normal de evolução em muitas áreas de conhecimento. Erra-se, verifica-se o erro, corrige-se e passa-se à frente…. mas não foi isto que se passou:
Os taxonomistas sabem há séculos que a nomenclatura binomial é um erro.
Existem basicamente duas formas de se corrigir esta falha: Ou se tornam todos os segundos nomes de espécies únicos e, portanto, só se usa um nome, ou o primeiro nome deixa de estar relacionado com o género.
Na minha opinião, o que faz mais sentido é usar, como segundo nome, o do próprio biólogo que descreveu a espécie: parentemente, nenhum deles se lembrou de chamar nomes iguais a espécies de géneros diferentes… Neste caso teriamos o marmoratus Radda e o marmoratus Poey.
O segundo nome em letra maiúscula evita confusões com subespecies e, quem desejar realçar a filogenia, poderá sempre adicionar, como prefixo, o género, tal como atualmente:
Fundulopanchax marmoratus Radda
Kryptolebias marmoratus PoeyConseguiriamos assim um nome único e imutável, sem sequer perder a explicita referencia ao género, em áreas em que seja relevante. Na prática, porém, há uma diferença ENORME: o nome passa finalmente a ser único e imutável.
Nunca teremos a certeza se, daqui a meses ou anos, o marmoratus Poey será um Rivulus, uma Kryptolebias ou outra coisa qualquer mas saberemos sempre como se chama!
– Então ó Manuel Silva, prazer em ver-te!
– Olá Isidro Fonseca, ouvi dizer que agora és um Anablepsoide!
– Só até terça-feira, na quarta já sai outro paper a colocar-me como Laimosemion!A correção da nomenclatura das espécies faz todo o sentido mas o problema é que muitos dos taxonomistas são velhotes, enterrados numa sala qualquer de um museu bolorento… tornaram-se ainda mais conservadores que os cardeais do Vaticano: É imaginável para eles corrigir uma coisa que sempre conheceram – a nomenclatura de Lineu – independentemente das falhas.
É um processo que terá de partir da sociedade cívil, farta de assistir à alteração dos nomes.
Miguel
28/10/2013 às 20:25 #237297Olá!
Fui rever o tópico e notei que me passou algo ao lado:
Mais prático: chamar as espécies pelo nome reconhecido no momento, em última instância o que se ouvirá será o seu nome anterior pelo que não vejo mal nenhum nestas “trocas e baldrocas” taxonómicas. Só não digo para se chamar pelo nome de espécie não vá alguém falar em “marmoratus” e pensarem que os Fundulopanchax marmoratus também são partenogénicos.
As Kryptolebias (não me lembro se o taxon é masculino ou feminino) marmoratus ( suponho que te referes a elas) são hermafroditas e não partenogénicas. No caso concreto existe fertilização interna.
Alguns documentos interessantes acerca do assunto:
http://www.sicb.org/meetings/2012/symposia/killifish.php
http://www3.uakron.edu/biology/science06.pdf
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1634907/
Há muito mais acerca deste killie na net, é só fazerem uma busca rápida.
Cumprimentos!
Filipe Torre28/10/2013 às 21:59 #237298Desculpa o erro Felipe, mas percebeste o que quis dizer com o exemplo 😉
De facto as Kryptolebias marmoratus são muito interessantes, sobretudo quando se consegue ter algum controlo com o surgimento de machos pelas condições ambientais entre outros aspectos 🙂
29/10/2013 às 13:37 #237299Olá.
Um tópico interessante como já há algum tempo não se via aqui pelo fórum. Fazia falta.
Não sendo ictiólogo – nem sequer entendido no Género – não me sinto habilitado a dar opinião sobre a divisão dos Rivulus. Mas fico feliz por ver diversos sócios da APK envolvidos em trocas de argumentos interessantes, por vezes muito criativos, a mostrar um elevado nível de conhecimentos. A pretensão de substituir a nomenclatura binomial através de um movimento da sociedade civil é … original :). Enfim, estes assuntos tornam o nosso hobby muito mais atractivo e enriquecem a nossa associação, esse sim, um assunto que me interessa.
Relativamente ao tema do tópico propriamente dito, habituei-me a desconfiar das divisões do WC por me “cheirar” que há ali sempre envolvido algum gosto excessivo por protagonismo académico e eventual benefício financeiro. Mas até posso estar a ser injusto pois não conheço o senhor de parte nenhuma, nem pessoalmente nem por e-mail. Por outro lado, habituei-me a confiar na organização e partilha de conhecimentos de JH, sobretudo sendo esta partilha feita por valores quase simbólicos e transparentes, aparentando algum desinteresse material que, na minha opinião, confere maior seriedade às análises efectuadas. Mas posso estar a ser ingénuo, apesar de diversos contactos por e-mail que tive com este autor.
O que escrevi acima indicia para que lado vão as minhas simpatias mas é irrelevante para o que realmente quero enfatizar. Só serviu para mostrar que o entendimento desta problemática não é guiado só pela competência, ou ganância académica, ou interesse material, ou entusiasmo amador, também pode ser influenciado por simples simpatias pessoais.
O que acho verdadeiramente importante é percebermos que a nomenclatura das espécies não é um assunto consensual nem entre os verdadeiros especialistas. E que as nossas opiniões pessoais, por muito legítimas e válidas que sejam, não alteram minimamente a ordem das coisas nem o modo como funciona o mundo da taxonomia e nomenclatura das espécies.
Assim, como é que uma associação como a nossa pode evitar cair numa trapalhada de nomes, numa confusão interminável ao sabor de caprichos académicos, profissionais e económicos dos especialistas ou ao sabor de opiniões mais ou menos fundamentadas de amadores? A resposta é muito simples e foi dada pela APK praticamente desde o seu início: temos de adoptar uma referência. Até há pouco mais de um ano a nossa foi o KilliData de Jean Huber, na versão em papel com as actualizações introduzidas nas versões on-line. Na minha opinião – que tive oportunidade de transmitir nas alturas próprias a quem de direito – a decisão de revogar em parte essa referência para acomodar os trabalhos não unanimemente aceites de Wilson Costa foi um erro. Essa decisão sujeita-nos a todo o tipo de confusões já descritas noutras intervenções neste tópico e, pior que tudo, abriu um precedente gravíssimo. Se um dia destes algum académico decidir dividir a espécie Aphyosemion bualanum (ou elberti, quem é que decide?) em 10 espécies diferentes porque uns são mais azuis e outros mais vermelhos? Aceitamos? Amiet concorda, Wildekamp também, Seegers franze o sobrolho, Scheel dá duas voltas na campa e Ahl escangalha-se a rir no além. DKG, KCF e KFN aceitam porque os seus autores preferidos gostaram da ideia. SKS, AKA e SEK não vão nisso. Agora imaginem que em relação aos Rivulus as posições dessas associações se baralham e que SKS + KCF + SEK + DKG gostam de WC e KFN + AKA não gostam. Como ficamos? Feitos ao bife, é como ficamos!
Sugiro, portanto, que a Direcção volte a analisar a situação e reponha uma referência à qual a APK se possa agarrar. Não se considera Huber suficientemente credível na actualidade ou não se simpatiza com ele (já vimos que isso também pode ser relevante)? Arranje-se outro. Mas arranje-se.
P.S. Este é um assunto que já abordei com o Luís Oliveira e sei que ele é sensível à questão. Com este post pretendo apenas envolver os restantes sócios interessados na discussão da questão, não pressionar o presidente da Direcção pois sei que é um tema que tem entre mãos.
29/10/2013 às 18:38 #237300Olá,
Tenho-me mantido à parte desta agradável discussão por sentir nitidamente que estarei a meter a foice em seara alheia e eu gosto de me manter em áreas que domino perfeitamente.
Resolvi aparecer apenas para esclarecer um ponto que considero importante.
Citando o Vasco quando refere “…Na minha opinião – que tive oportunidade de transmitir nas alturas próprias a quem de direito – a decisão de revogar em parte essa referência para acomodar os trabalhos não unanimemente aceites de Wilson Costa foi um erro…”, de facto é apenas a opinião do Vasco.
Esta Direcção decidiu de forma contrária a sua opinião e por isso mesmo é que é uma Direcção eleita pelos sócios. Para poder optar e decidir. Neste caso não decidiu de ânimo leve, mas sim de uma forma ponderada e depois de várias análises efectuadas. E este caminho irá continuar a ser traçado.Quanto a esta situação em concreto, sou a favor, de facto e daí o Vasco referir que sou sensível à questão, da existência de um autor de referência. Agora se não existir um autor de referência que nos agrade acho preferível não o ter. Mas essa é a minha opinião…
Luis Oliveira
30/10/2013 às 00:46 #237301Olá!
Olá.
Um tópico interessante como já há algum tempo não se via aqui pelo fórum. Fazia falta.
Não sendo ictiólogo – nem sequer entendido no Género – não me sinto habilitado a dar opinião sobre a divisão dos Rivulus. Mas fico feliz por ver diversos sócios da APK envolvidos em trocas de argumentos interessantes, por vezes muito criativos, a mostrar um elevado nível de conhecimentos. A pretensão de substituir a nomenclatura binomial através de um movimento da sociedade civil é … original :). Enfim, estes assuntos tornam o nosso hobby muito mais atractivo e enriquecem a nossa associação, esse sim, um assunto que me interessa.
Relativamente ao tema do tópico propriamente dito, habituei-me a desconfiar das divisões do WC por me “cheirar” que há ali sempre envolvido algum gosto excessivo por protagonismo académico e eventual benefício financeiro. Mas até posso estar a ser injusto pois não conheço o senhor de parte nenhuma, nem pessoalmente nem por e-mail. Por outro lado, habituei-me a confiar na organização e partilha de conhecimentos de JH, sobretudo sendo esta partilha feita por valores quase simbólicos e transparentes, aparentando algum desinteresse material que, na minha opinião, confere maior seriedade às análises efectuadas. Mas posso estar a ser ingénuo, apesar de diversos contactos por e-mail que tive com este autor.
O que escrevi acima indicia para que lado vão as minhas simpatias mas é irrelevante para o que realmente quero enfatizar. Só serviu para mostrar que o entendimento desta problemática não é guiado só pela competência, ou ganância académica, ou interesse material, ou entusiasmo amador, também pode ser influenciado por simples simpatias pessoais.
O que acho verdadeiramente importante é percebermos que a nomenclatura das espécies não é um assunto consensual nem entre os verdadeiros especialistas. E que as nossas opiniões pessoais, por muito legítimas e válidas que sejam, não alteram minimamente a ordem das coisas nem o modo como funciona o mundo da taxonomia e nomenclatura das espécies.
Assim, como é que uma associação como a nossa pode evitar cair numa trapalhada de nomes, numa confusão interminável ao sabor de caprichos académicos, profissionais e económicos dos especialistas ou ao sabor de opiniões mais ou menos fundamentadas de amadores? A resposta é muito simples e foi dada pela APK praticamente desde o seu início: temos de adoptar uma referência. Até há pouco mais de um ano a nossa foi o KilliData de Jean Huber, na versão em papel com as actualizações introduzidas nas versões on-line. Na minha opinião – que tive oportunidade de transmitir nas alturas próprias a quem de direito – a decisão de revogar em parte essa referência para acomodar os trabalhos não unanimemente aceites de Wilson Costa foi um erro. Essa decisão sujeita-nos a todo o tipo de confusões já descritas noutras intervenções neste tópico e, pior que tudo, abriu um precedente gravíssimo. Se um dia destes algum académico decidir dividir a espécie Aphyosemion bualanum (ou elberti, quem é que decide?) em 10 espécies diferentes porque uns são mais azuis e outros mais vermelhos? Aceitamos? Amiet concorda, Wildekamp também, Seegers franze o sobrolho, Scheel dá duas voltas na campa e Ahl escangalha-se a rir no além. DKG, KCF e KFN aceitam porque os seus autores preferidos gostaram da ideia. SKS, AKA e SEK não vão nisso. Agora imaginem que em relação aos Rivulus as posições dessas associações se baralham e que SKS + KCF + SEK + DKG gostam de WC e KFN + AKA não gostam. Como ficamos? Feitos ao bife, é como ficamos!
Sugiro, portanto, que a Direcção volte a analisar a situação e reponha uma referência à qual a APK se possa agarrar. Não se considera Huber suficientemente credível na actualidade ou não se simpatiza com ele (já vimos que isso também pode ser relevante)? Arranje-se outro. Mas arranje-se.
P.S. Este é um assunto que já abordei com o Luís Oliveira e sei que ele é sensível à questão. Com este post pretendo apenas envolver os restantes sócios interessados na discussão da questão, não pressionar o presidente da Direcção pois sei que é um tema que tem entre mãos.
O protagonismo académico e/ou científico é um grande impulsionar (senão o grande impulsionador) nas questões taxonómicas. Não acredito que haja autores que não gostem de ver o seu nome associado ao seu próprio trabalho nem o reconhecimento daí resultante. Quanto à parte económica, acho que acabam todos por beneficiar, quer directa quer indirectamente.
Quanto aos dois autores em questão, não vou tecer qualquer juízo até porque nem os conheço.
A consensualidade nunca reinou no mundo da taxonomia sendo que as nossas opiniões pessoais valem principalmente para nós enquanto killiófilos, não penso que o intuito seja mudar algo. Valem como opiniões apenas e só, quer a pessoa em causa de chame Miguel Figueiredo, Filipe Torre ou Vasco Gomes.
Nenhuma associação killiófila pode evitar cair nas tais situações que descreves acima. Ainda menos quando o autor de referência desaparece por uns anos, deixa de ter a base de dados online e não dá cavaco a ninguém, neste caso é que é mesmo impossível deixar de cair em “trapalhadas”.
A APK sempre adoptou referências taxonómicas (no caso o Killi-Data), o que a APK não adopta são guerras pessoais entre autores, ou não achas estranho que o Jean Huber tenha voltado apenas e só quando o Wilson Costa publicou a divisão do género Rivulus?
O “erro” de adoptar a nova taxonomia do Wilson Costa foi cometido pelas seguintes associações:
APK
AKA
AKFB
AIK
BKA
BKV
CZKA
DKG
KCF
KFN
SKS
SKLIKTodas estas associações, quer tenham por referência taxonómica o Killi-Data, Catalog of Fishes, Fishbase, DKG Lexikon ou KMI aceitaram a divisão de Costa.
Apenas e só a SEK não adoptou a nova taxonomia, penso que pela razão de a sua fonte taxonómica ser exclusivamente o Killi-Data. Estranho, atendendo ao facto de ainda este ano na sua listagem da convenção aparecerem peixes do género Scriptaphyosemion classificados em clara contradição com o Killi-Data. O Killi-Data atribui ao taxon Scriptaphyosemion a dignidade de género, a SEK coloca-o como género Aphyosemion e subgénero Scriptaphyosemion. Clara ambiguidade de critérios, afinal parece que nem a SEK acredita no Killi-Data por inteiro.
Voltando ao erro da adopção da divisão do Wilson Costa, se é bem verdade que na APK não militam nem ictiólogos nem autores de reconhecida categoria o mesmo não é verdade em várias outras associações de killifilia. Refira-se apenas a título de exemplo (há muito mais autores conceituados sócios de associações de killifilia) Heinz Otto Berkenkamp, Vollrad Etzel, Ken Lazara, Lothar Seegers, Wim Suijker, Frans Vermeulen e Ruud Wildekamp. Todos são sócios de associações de killifilia que adoptaram o “spliting” de Costa. Anda toda a gente errada e só o Killi-Data é que tem razão?
A divisão dos Rivulus por parte do Wilson Costa foi aceite pela ICZN e portanto é considerada válida cientificamente.
E atenção a algo importante, o Killi-Data é uma compilação de autores, não é um autor em si. O que o Killi-Data faz é escolher os autores que lhe interessam.
Todos os autores reconhecidos pela comunidade científica têm validade independentemente do Killi-Data gostar ou não, era só o que faltava sermos enquanto associação escravos de uma compilação e não podermos ser nós próprios a escolher as nossas referências.
E mais, neste momento o Killi-Data nem sequer é apenas trabalho do Jean Huber, faz parte duma associação chamada Killi-Data International. Dizem que o “pivot” continua a ser o Jean Huber mas o facto é que já não é só ele que “manda”.Estou bastante curioso para ver o que acontece no ano que vem, se a divisão dos Rivulus continua a ser aplicada ou se as associações vão fazer marcha-a-ré. De qualquer das formas abriu-se um precedente e penso que as compilações nunca mais serão vistas da mesma forma que o eram há uns anos atrás.
Para concluir deixo a minha opinião, penso que o mais correcto é escolher autores de referência para cada género e aplicar a sua taxonomia. As compilações são bastante importantes e úteis e sempre que se possa devem ser usadas, não penso é que devam ser usadas como “bíblias”, devem ser usadas como base de trabalho mas nunca desprezando outros autores que por uma ou outra razão são deixados “de fora”. Acho absolutamente incorrecto e mesmo degradante deixar de aplicar a taxonomia dum autor que comprovadamente é o melhor na área apenas e só porque o compilador não gosta.
Sou um bocado alérgico a fundamentalismos e mais ainda a simpatias pessoais em tudo o que se prenda com a instituição APK, estou na associação para servir o melhor que puder e souber.
Não sendo eu parte da direcção, penso que este assunto foi analisado e a opção foi a mais correcta. Penso que não seja questão de se considerar esta ou aquela compilação mais ou menos credível, trata-se apenas de poder escolher, em determinado momento, a opção mais correcta para a APK.
Obviamente que tudo o que escrevi reflecte a minha posição pessoal e sincera, nada tem a ver com simpatias ou antipatias em relação a autores ou compiladores.
Cumprimentos!
Filipe Torre30/10/2013 às 10:52 #237302Olá
A controversia sobre as classificações do Costa fazem parte do folclore da killifilia, são mais abundantes as opiniões contrarias ao que ele propõe que criadores principiantes com gardneris. A questão é uma de uniformidade entre as varias associações que por sua vez estará baseada na credibilidade maior ou menor de quem propõe a mudança. O Costa é a referência da taxonomia dos killis da America do Sul, goste-se ou não, devido a isso seguiu-se a nova nomenclatura por ele proposta, as associações seguiram-na, a APK seguiu-a tambem por motivos já explicados pelo Luis Oliveira depois de analisado o assunto, estranho seria que não o fizessemos. Este tipo de controversia só desaparecerá quando o sistema Linneano for substituido por outro mais evoluido, não vai ser tão cedo. Temos que arranjar paciência e aguentar as mudanças regulares de nomes.
Abraço
Paulo José -
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