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Miguel Figueiredo.
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03/04/2009 às 19:42 #215981
Olá
Mais um estímulo para os que irão participar na Convenção SEK2009.
Este ano vai haver um leilão intercalar, no sábado. Da verba licitada, 25% irá para os cofres da SEK e 75% para os cofres…do criador. Aguardem novas notícias…
Abraços
Alberto03/04/2009 às 20:30 #221185Viva.
Aqui está uma excelente ideia…
… talvez a “copiar” na nossa Convenção!
Talvez assim se conseguisse adquirir algumas espécies mais raras e difíc€is de encontrar sem ter de ir ás convenções estrangeiras…
Abraço,
Vitor Vieira03/04/2009 às 21:51 #221186O leilão da SEK abrange peixes, ovos, turfas,…tudo o que se possa licitar.
Mas é um “presente envenenado” para a associação que o organiza. O pessoal vende e compra muita coisa mas depois no leilão “a sério” (no de domingo) os preços são baixos porque o pessoal já está saciado. Isso acontece na convenção da KCF (França). Em resumo, é bom para os participantes (público em geral) mas mau para os cofres da associação da casa, julgo eu. Mas não sou dogmático e é algo que pode ser estudado. Vamos ver o balanço da Convenção SEK2009…Outra hipótese é ser realizado um leilão intercalar em outra época do ano. Por exemplo, na primavera, no Espaço Monsanto. Aproveitando alguma reunião do Núcleo de Lisboa. Pelo menos fazer uma experiência para ver o que isso dá…
Abraços
Alberto04/04/2009 às 07:42 #221187…Outra hipótese é ser realizado um leilão intercalar em outra época do ano. Por exemplo, na primavera, no Espaço Monsanto. Aproveitando alguma reunião do Núcleo de Lisboa. Pelo menos fazer uma experiência para ver o que isso dá…
Eu até propunha que, sendo a convenção em Lisboa, o leilão intercalar fosse realizado no Porto… para dar hipótese ao pessoal cá do norte, carago!
;D ;DAbraços,
Luís Salgado04/04/2009 às 09:20 #221188Olá
Esse tipo de leilões extra é feito sempre para a associação organizativa amealhar mais verba. Nos paises em que vi isso ser feito não só resulta como não afecta o leilão geral. Mas estamos a falar de convenções com bastante gente com bom poder aquisitivo e de varias regiões, na nossa convenção um leilão desse tipo iria ter só más consequências. Se feito noutra altura, na Primavera como foi proposto não afectará naturalmente a convenção mas irá afectar sem duvida o espirito fraterno e generoso que nos inspira e que está presente em todas as reuniões. Nenhum de nós pensaria ir para uma reunião da APK vender peixes e ovos, nós damos o que temos quando temos,e é assim que deve ser. Os peixes para o tal leilão extra seriam claro dos socios, o que quer dizer que não se disponibilizariam especies mais desejadas para serem dados mas guardados para o leilão para o criador ganhar algum dinheiro. Claro que não seria só assim no absoluto mas era o suficiente para estragar o espirito que nos rege. Não esquecer tambem que nos outros paises a dimensão territorial é muito maior que a nossa e esses leilões são tambem uma forma de se ter acesso a peixes, turfas, etc, que de outra maneira não haveria, ora nós no Espaço Monsanto nas reuniões temos por regra 80 ou 90% dos socios activos devido a que a maioria é da zona de Lisboa e vale do Tejo. Somos demasiado poucos, e concentrados geograficamente, para fazer um leilão desses, no que concerne a peixes e ovos, para não lixar o que temos em termos de interacção. Se se conseguisse outra coisa para leiloar, sei lá, comidas, remedios, filtros, plantas etc, oferecidas por patrocinadores, talvez fosse interessante. Mas não esquecer que os patrocinios andam escassos e não podemos desperdiçar os patrocinios, que necessitamos para a convenção e que vem antes de tudo.
Abraços
Paulo José04/04/2009 às 10:03 #221189Concordo em absoluto com as palavras do Paulo.
Também compreendo a idéia do Vitor mas tenho receio que o espirito que norteou as palavras do Vitor acabasse por ficar deturpado.
O espirito com que a APK foi criada foi a de nunca se venderem peixes, ovos, turfas ou até comida a sócios.
Mesmo as trocas nunca foram insentivadas. Dou-te, e um dia tu também me darás ou então darás a outro sócio da Associação.
Durante dez anos este foi o espirito existente e sempre se procurou que uma determinada espécie mais rara se propagasse entre os sócios para que a killifilia nacional e a APK ficassem mais ricas.
Com a adesão de novos sócios infelizmente há alguns que não compreendem este espirito. Guardam sigilosamente algumas espécies, escondem a lista na área de sócios e acabam por a divulgar noutros foruns.
Fico triste, muito triste e tenho pena que o espirito que norteou a APK se possa perder.
Como fundador, espero nunca ter de desistir desta Associação…Luis Oliveira
APK 0604/04/2009 às 10:22 #221190Bom dia.
Mesmo sendo socio á pouco mais de um ano,tenho direito a opinião…E só tenho a dizer que concordo a 100% com o que disse o Luis Oliveira e mais não digo…Um abraço,
Luis Passeiro
APK25004/04/2009 às 12:49 #221191Viva
Parece-me que aquilo que escrevi não foi percebido … e isto de interpretarem as minhas palavras á maneira de cada um…Talvez assim se conseguisse adquirir algumas espécies mais raras e difíc€is de encontrar sem ter de ir às convenções estrangeiras…
Não falei em vender espécies a outros sócios para ganhar dinheiro…
Não falei em deixar de oferecer, nem a modificar ou alterar o espírito que norteia esta Associação…
Falei isso sim na oportunidade de aparecerem espécies que raramente aparecem na nossa convenção mas que são comuns em convenções estrangeiras…
Falei na possibilidade de as comprar sem ter de ir às convenções estrangeiras e ter de licitar “contra “ aqueles que tem muito mais poder económico que nós… na “casa” deles!
Como diz o Paulo :
… Não esquecer tambem que nos outros paises a dimensão territorial é muito maior que a nossa e esses leilões são tambem uma forma de se ter acesso a peixes, turfas, etc, que de outra maneira não haveria, …
Então sendo nós um país pequeno esses beneficios não seriam maiores?
Quantos criadores estrangeiros não enviariam peixes (para além dos que mandam para a própria exposição) que raramente se vêm nas nossas Convenções com o intuito de puderem ganhar algum dinheiro extra?
Até parece que ninguem vai ao Aquabid ver a enorme quantidade de espécies que todos os dias se vendem…
Até parece que durante as nossas convenções nunca viram peixes ou turfas a serem vendidos…
Até acredito que alguns de nós levariamos uns casalinhos que temos a mais em casa e que ninguem quer… revertendo o dinheiro totalmente para a APK!
Se algum dinheiro puder entrar nos cofres da APK porque não fazê-lo???
Até parece que a APK nada em dinheiro!Luis Oliveira:
O “espírito da APK” não se vai perder assim tão depressa!
Não enquanto tú e mais uma dúzia de pessoas aparecerem nas reuniões e o mantiverem vivo!Os sócios novos mais cedo ou mais tarde entram “no espirito da coisa”.
Ou entram ou …E mais não digo para não ser outra vez mal interpretado!
Vitor Vieira
04/04/2009 às 19:24 #221192Olá.
Este é um assunto interessante sobretudo pela oportunidade que nos dá de passarmos a escrito o que é o “espírito da APK”. Antes disso também quero dar a minha opinião sobre o tema do leilão adicional.
Já por diversas vezes dei a conhecer a minha total oposição a transacções comerciais de killies, sobretudo entre sócios da APK. Adicionalmente é também conhecida a minha profunda aversão aos sites leiloeiros e aos “negócios” que aí se fazem (respeitando, naturalmente, quem pensa o contrário). Apenas admito troca de killies por dinheiro no estrito âmbito das associações – nos moldes em que funcionam os nossos leilões tradicionais – sabendo muito bem que estas para desempenharem o seu papel divulgador da killifilia precisam absolutamente desse dinheiro. Nesse sentido, nunca daria o meu aval a um leilão patrocinado pela APK em que 75% do valor da venda fosse para o criador (nem que fosse só 1%). Independentemente de isso prejudicar (como diz o Alberto) ou não (como acha o Paulo) as receitas finais de uma convenção. É uma questão de princípio, não de dinheiro.
Sobre a possibilidade referida pelo Vitor de assim se ter acesso a espécies mais raras e difíceis enviadas por criadores estrangeiros, acho que consigo perceber a ideia que ele transmite mas tenho dúvidas que o resultado fosse esse. Não estou a ver muita gente a enviar por correio meia dúzia de casais para ser vendidos em leilão por uns quantos euros que, adicionalmente, dariam uma trabalheira à organização remeter ao vendedor. Em relação aos que pessoalmente trazem os seus peixes para a convenção, o mais provável seria que alguns menos altruistas desviassem exemplares até agora destinados ao concurso para esse leilão mais lucrativo. Para além de que ao longo dos anos dificilmente nos podemos queixar da disponibilidade de espécies raras e difíceis (com ou sem €) nas nossas convenções. Mas, repito, não é isso que está em causa. O argumento do Vitor pode ser bom e eu estar enganado mas o que verdadeiramente está em causa é a tal questão de princípio: a APK não pode, na minha opinião, servir como intermediária em negócios de killies.
E isso leva-nos à tal questão do “espírito da APK”. Nos últimos tempos, também por causa da ruptura com a administração do fórum com que colaborávamos, tem-se falado bastante dos “valores da APK” que conduzem ao “espírito da APK”. O “espírito” que felizmente nos tem servido bem e que ocasionalmente é elogiado pelos nossos novos sócios (o que me deixa contente, confesso). Na minha opinião esse “espírito”, consolidado ao longo dos nossos quase onze anos, consiste no seguinte:
– Total liberdade de opinião dos sócios;
– Total liberdade de expressão dos sócios;
– Total igualdade de direitos e deveres dos sócios respeitando os Estatutos e o Regulamento Interno;
– Total transparência dos actos das Direcções, muitas vezes objecto de debates alargados e sujeitos quando possível à votação de muitos sócios não integrantes das mesmas (isto era quase uma regra quando a APK tinha poucos sócios e os activos se concentravam nas reuniões na Av. de Berna; agora é mais difícil de implementar mas ainda se faz ocasionalmente);
– Total democraticidade quer no âmbito das Direcções, das Assembleias Gerais ou dos simples debates entre sócios: toda a gente pode e deve opinar mas quem ganha é sempre a maioria; isto apesar de alguns pensarem o contrário (a Vascocracia 😀 só existe quando mais ninguém está interessado em participar ou ajudar, algo que acontece com muito mais frequência do que se julga);
– Total transparência das contas, reflectida na apresentação anual das mesmas nas AG's (nunca ninguém se aproveitou indevidamente de um cêntimo dos dinheiros da APK e toda a gente o pode fiscalizar);
– Absoluto respeito pelo trabalho e contribuição de cada um em prol da associação independentemente do valor ou quantidade desse trabalho;
– Absoluto respeito pelos Direitos de Autor;E agora a mais importante:
– Ajuda desinteressada dos sócios aos sócios (e até aos não sócios, simples interessados em killifilia).
Isto é muito raro numa sociedade como a nossa e só tem sido possível devido ao quase escrupuloso cumprimento de uma regra não escrita no nosso Regulamento Interno: os killies não são objecto de transacção. Qualquer tipo de transacção, venda ou troca. Com os killies vêm as plantas, o material DIY, as dicas, os conhecimentos, a amizade. É isto que tem sido fundamental, é isto que nos tem tornado no que somos. Felizmente que a maior parte dos novos sócios rápidamente absorve esta “doutrina” (possivelmente porque é um procedimento que nos faz “sentir bem”). Os que não a têm conseguido absorver, é como diz o Vitor, ou absorvem ou … ;D.
Até parece que durante as nossas convenções nunca viram peixes ou turfas a serem vendidos…
Relativamente a esta observação do Vitor tenho a dizer o seguinte: já vi! Isso acontece desde a nossa primeira convenção e nunca parou. Nunca concordei. Mas não é feito com o patrocínio, ajuda ou incentivo da APK e a APK não lucra um cêntimo com isso. A minha objecção, para além de me impedir a mim pessoalmente de transaccionar killies, é que a APK esteja envolvida nisso também. Isso não significa que a APK se torne num organismo repressivo e que proíba as pessoas de o fazer a título pessoal tal como, obviamente, não impede ninguém de participar nos sites leiloeiros. Não podemos ter a pretensão de mandar na consciência das pessoas.
E pronto, é a minha opinião. Lamento a seca mas também só leu quem quis (ou quiz?) :D.
Abraços
04/04/2009 às 21:11 #221193Amigos,
Desde já, gostaria de dizer que é com alegria que vejo este Forum nacional de killis activo, ainda por cima por motivos agradáveis relacionados com a nossa associação.
Vasco, podes pensar que não, mas tenho quase a certeza que muitos daqueles que apoiaram a decisão deste leilão na SEK têm exactamente a mesma maneira de pensar que tu, e isto sem qualquer tipo de juízo de valor da minha parte. E passo a explicar:
Esta é a solução mais inteligente para a própria associação que promove a convenção. É até bem elucidativa com a representação gráfica da situação (mas que atendendo às limitações técnicas não poderei expor aqui).
Vamo-nos então cingir aos factos:
Todos os anos, os promotores da SEK assistem de “mão atadas” ao florescimento do comércio paralelo nas vésperas do leilão, onde hipotéticas receitas que seriam para os cofres da SEK acabavam nos bolsos dos particulares. Digo hipotéticas porque ninguém pode garantir a 100% que seria efectivamente esse o destino dessas mesmas verbas.
O que a SEK fez, talvez seja aquilo a que uma pessoa possa denominar de imposto “ad valorem” sobre receitas de particulares, que até à data nunca lhes passaria pelas mãos.
Proibir esse comércio, nunca seria aceite por 2 motivos: a associação não tem poderes para tal, e talvez mais importante, os frequentadores da convenção não aceitariam de bom grado pois poderia dar aso a muitas complicações.
Por outro lado, a liberalização e até promoção deste tipo do comércio, penso eu que seja unânime, daria origem a uma fuga de receitas para os bolsos de particulares de hipotéticas receitas que seriam para a associação.
Considero que não seja justo que, após 1 semana onde geralmente poucos andaram a “alombar” com materiais, tempo e dinheiro na montagem da convenção, assistam de ânimo leve a que cheguem criadores e se aproveitem de toda uma infraestrutura erguida por outros e conduzam harmoniosamente os seus negócios.
Por isso considero que a SEK tenha adoptado a melhor solução possível, senão vejamos:
1º- A associação passa a ter acesso a uma pequena parte das receitas geradas por particulares que outrora não tinham.
2º- Os criadores possam conduzir os seus negócios sem um clima “pidesco” e de consciência completamente tranquila.
3º- Os frequentadores dessa mesma convenção passam a ter acesso a uma maior oferta de killis.Convém não esquecer inclusivamente de que muitos dos peixes que são vendidos neste denominado “comércio paralelo”, e remetendo-me unicamente à realidade da APK pois é aquela que melhor conheço, tratam-se de espécimes extremamente jovens, e até aparecem alguns “solteiros” pelo meio. As turfas, essas nem podem entrar no leilão.
Penso que seja uma solução que, a médio e longo prazo, deveria ser estudada pela APK. Não direi no curto prazo porque levantam-se ainda muitas questões que deveriam ser cuidadosamente estudadas:
1º- Como garantir o controlo efectivo de todo o comércio paralelo?
2º- Como e quando taxar essa percentagem ao criador?
3º- Como discernir de um modo eficaz trocas/comércio?
4º- Estarão só os criadores que cheguem do estrangeiro habilitados a vender?A ideia, para mim, é extremamente boa, contudo apresenta algumas limitações de inúmera ordem que necessitam de ser bem esclarecidas para que não venha criar novos problemas, sem que os antigos tenham sido devidamente debelados.
Abraço!
05/04/2009 às 08:01 #221194
AnónimoConvidado- Topicos: 20
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Meus senhores, sabem o que nos torna realmente diferentes é o espirito e foi realmente o espirito que me fez gostar dos killis, preguei uma seca ao Eduardo, acho que na FIL.
É um facto que já comprei turfas,a estrangeiros.
Vender nunca vendi, prefiro oferecer.
O que este ramo da aquariofilia tem de realmente importante é a amizade que se cria sem interesses, que não o dos killis, e pelos killis, só mesmo pela companhia nem que seja como no meu caso agora poder discutir convosco estas palavras a resmas de km de distancia, minimizando a distancia.
Pode ser algo a estudar como diz o Ruben, mas não sei se não ia estragar o tal espirito desinteressado como tem funcionado e bem até agora.
Um abraço
Zé Azevedo05/04/2009 às 16:01 #221195Boas Zé!
Concordo plenamente contigo!
Lembro-me da 1ª vez que abordaste a APK, no decorrer da Petfil em Lisboa. Ajudei o saudoso Pedro Castelo a montar o stand juntamente com o Eduardo e partilhámos esse espaço juntamente com a APG, e com uma publicação nacional sobre aquariofilia.
Lembro-me como se fosse ontem, lá apareceste primeiro tu e depois mais tarde chamaste quem te acompanhava… Quem diria que estava ali um futuro GRANDE criador de nothobranchius… Lembro-me de após o Edu ter falado contigo, de que nos espantámos por agentes da autoridade se interessarem por aquariofilia! ;D
Esta simples partilha de espaço com associações congéneres e com outros membros do “ramo”, foi de salutar e justamente ao encontro daquilo que a APK pretendia: promoção dos killis dum modo desinteressado! Os denominados “clusters” de Paul Krugman que só acarretam benefícios quando entidades da mesma área congregam esforços.
Eu não considero que o espírito se perca, pois quem fomenta o espírito são as pessoas. Essas pessoas, tu, eu e os outros que realmente gostam de killis. acredita que sempre nos vamos conhecer… Acredita que no dia em que esse espírito diminuir, não assistirás a uma Convenção que seja.
No que diz respeito a peixes e turfas, também nunca venderia a um amigo ou conhecido meu, contudo cada um fala por si.
Posso deixar aqui uma experiência que tive no ano passado quando resolvi, a título particular, fazer uma importação de killis da Alemanha. Os motivos eram básicos: poder deitar as mãos a killis que na nossa Convenção tinham ficado por uma exorbitância – fundulopanchax sjoestedti! Obviamente que quem tem o trabalhão de criar inúmeras espécies e os custos que acarreta, também mereça ser ressarcido, ainda por cima quando nem conhece os interlocutores que estão do outro lado dos computadores. Aproveitando as economias de escala, dividiu-se os portes por todos (EMS) e cada um pôde pedir os killis que tanto desejava a preços muito apelativos.
Hoje em dia, esse mesmo casal que levou a que realizasse aquela importação conjunta, nada em águas do Montijo e come alevins de “blue moscow”, dado que deixei de ter tempo para lhes dar as melhores condições que bem merecem.
O importante é não cair-se no radicalismo. Quer seja de quem defende a completa abolição do comércio de killis, o que é uma utopia, pois há pessoas que estão-se pura e simplesmente a borrifar para associações e comunidades de amantes de killis. Basicamente desenvolvem a máxima do: tenho dinheiro logo posso, quero e mando!
Por outro lado, penso que tratar este hobby dos killis puramente numa vertente comercial, é perder-se muito do espírito que nos uniu! Lembro-me da 1ª reunião a que assisti onde o Vasco perdeu imenso tempo a falar comigo sobre killis. Um explicador particular com a categoria do Vasco, se fosse a pagar, tinha-me ficado por uma pipa de massa e vi nele que estava a ter muito gosto em introduzir-me ao mundo dos killis e isso jamais esquecerei.
Por outro lado, lembro-me de ter saído daquela reunião com 1 turfa enorme de nematolebias que o Alberto me ofereceu, e que religiosamente transportei para casa! Para mim, aquilo era ouro. Estas acções desinteressadas nunca esquecerei, e foram as bases do meu interesse por este hobby! Não há dinheiro no mundo que compre isto!
Abraço!
05/04/2009 às 17:12 #221196Na sequência dos últimos posts do Azevedo e, sobretudo, do Ruben, parece-me necessário clarificar uma coisa que talvez esteja diluída no meu texto demasiado longo.
Eu não tenho a pretensão de abolir o comércio de killies, era o que faltava! A minha opinião é absolutamente contra isso mas sei que não é partilhada por muita gente. Eu não o faço mas, como disse antes, não sou dono da consciência (nem da carteira) dos outros. O que eu defendo (com unhas e dentes) é que a APK não pode de modo algum apoiar ou patrocinar esses actos sob pena de se perder o tal “espírito” que nos tem caracterizado. E isso para mim é uma certeza: no dia em que a APK der o sinal de que os killies são bens transaccionáveis entre sócios da APK (e não só – vocês algumas vez viram a APK proceder a importações conjuntas de killies fora do âmbito das convenções?) acaba-se o “espírito da APK”. É verdade que são as pessoas que fazem o “espírito” mas serão essas mesmas pessoas que o alterarão quando dinheiro começar a estar envolvido. Esta minha conclusão, assim tão peremptória, não é só resultado de casmurrice, é resultado de muitas observações do que se passa em associações, sites e fóruns nacionais e estrangeiros.
o saudoso Pedro Castelo
Safa, até parece que o homem bateu as botas :-X. Anda um bocado desaparecido mas, que se saiba, ainda tem muito killi para criar até se tornar no “saudoso Pedro Castelo” ;D.
Abraços.
P.S. Talvez este debate (interessante e para o qual era importante saber mais opiniões) deva ser movido para um tópico próprio. O que acham os outros moderadores desta coisa?
05/04/2009 às 18:25 #221197Eu não tenho a pretensão de abolir o comércio de killies, era o que faltava! A minha opinião é absolutamente contra isso mas sei que não é partilhada por muita gente.
Boas Vasco!
Agora sou eu a pedir desculpa por talvez não ter sido claro no que disse. Há muita informação que se perde no texto, e tanto mais para dizer.
A “prova provada” de que tu nunca tiveste pretensões de abolir o comércio de killis, é o facto de ele se ter realizado pelo menos nos últimos 5 anos durante a nossa convenção, e nunca colocaste a hipótese de se acabar com isso.
Sinceramente, penso que tenhas procedido bem até porque nesse capítulo, quer os estatutos quer os regulamentos da Convenção são omissos.
Resumindo e concluindo, o que queria sobretudo dizer nos últimos posts é de que a APK deve ponderar muito bem os prós e contras, antes de adoptar uma posição oficial sobre o assunto. O que expus anteriormente foi um conjunto de situações extremas passíveis de ocorrer.
Abraço
05/04/2009 às 18:56 #221198Boa tarde,
Aqui vai a minha opnião.
Acho que termos este leilão no sabado da nossa convenção não iria terminar com o “espirito da APK”, estamos a falar de um evento 1 vez por ano com os seguintes 2 objectivos:
1. Tentar conseguir especies raras para um leilão especial – Em todos os eventos internacionais que estive verifiquei que não trouxe redução de receitas para as associações , mas sim um aumento de participações nos eventos – Vejam como reagimos quando o Alberto alertou-nos que iria ocorrer o leilão em espanha.
2. -Aumentar as especies raras em portugal – Certamente que como portugueses que somos e tendo em atenção os nossos leilões, estas especies vão ser compradas por nós a preços exagerados. e posteriormente teremos nos proximos leilões especies raras em participação.
Não estamos a falar de fazer um leilão todos os meses ou trimestres como os ingleses fazem, mas sim uma sessão adicional de leilão de produtos que poderá fazer com que os proprios socios da APK começem a criar outras especies e manter algumas das especies raras que temos visto desaparecer.
Sobre a venda paralela de peixes ou turfas, acho um erro tentar impedi-las dado que caso não seja no espaço da convenção poderá ser em qualquer lado á volta da convenção. Por exemplo na convenção belga os peixes eram vendidos nos quartos do hotel e no café não tendo tido impacto na convenção. Porque não criar um espaço para a venda?
Se falarmos de ofertas de excedentes é claro que ninguem comprará os peixes das mesmas especies que estejam no leilão, mas isto é outro assunto.
A minha opnião, caso façam um referendo entre os sócios é que deveriamos ter este tipo de leilão mas só na convenção.
Luis
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