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Nuno Janardo.
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03/06/2013 às 23:32 #217963
Boas,
Após uma longa ausencia minha do mundo da killifília (e dos aquários por arrasto) devido a assuntos relacionados com saúde e estudos, retomei este meu querido hobby nos inícios de Setembro de 2012 ao experimentar criar uns ovos de Aphyosemion australe Cap Estérias BSWG 97/24 que adquiri online. Dado o meu sucesso com essa espécie, decidi voltar-me para uma espécie que há muito procurava e, finalmente, consegui obter: Aphanius baeticus “Lebrija”.
Posto isto, hoje chegaram-me os 25 ovos que adquiri de um criador polaco: 2 deles fungados, 2 crias já eclodidas e os demais conseguem-se observar os seus olhos.
A questão que aqui vos venho perguntar é: o que devo dar como primeiro alimento a estas 2 crias recém-eclodidas já que a artémia foi posta hoje para eclodir? E caso alguém tenha mantido e criado esta espécie, ou a sua parente próxima A. iberus, que conselhos tem para me dar relativamente à sua manutenção?Desde já quero expressar o meu interesse em me reinscrever na associação e peço desculpa a todos por ter partido sem uma palavra de despedida.
04/06/2013 às 08:07 #236435Bom dia Nuno.
Se bem vindo e que os problemas de saúde tenham acabado.
Em relação aos aphanius e tratando-se de uma população em risco poderás ver algumas informações aqui:
http://www.iucnredlist.org/details/61235/0
Águas duras a muito duras, com adição de um pouco de sal marinho, alguma vegetação como elódeas ou musgo de java são um possível habitat para esta espécie. Um fundo de areia fina da praia e casca de ostra moída pode ser usado como substrato.
No início poderás alimentar os alevins apenas com os infusórios provenientes do musgo de java e microvermes. Se tiveres água verde algumas gotas serão o suficiente para alimentá-los nos primeiros dias.
Mais tarde alguns caracóis podem ser úteis para limpar os restos de comida.
Aceitam bem comidas secas em granulado desde que lhes caiba na boca…Espero que estas indicações te sejam úteis.
Abraço.
04/06/2013 às 10:33 #236436Bom dia Nuno,
Espero que os problemas de saude estejam ultrapassados e façam já parte do passado.
Pessoalmente e em nome da APK aceita os votos de bom regresso à killifilia e espero que também à APK.
Como referes o teu interesse em regressar à APK poderás optar por uma de duas situações:
1.ª- Fazendo o pagamento de todas as quotas em atrazo e recebendo todos os boletins editados e correspondendo a esse período.
2.ª- Fazendo o pagamento da quota referente a 2013, indo receber apenas os boletins referentes a 2013.
Em qualquer das situações nós mantemos o mesmo numero de sócio.
Caso se venha a confirmar o teu regresso e eu desejo que sim, agradeço apenas que me confirmes o pagamento e se os teus dados se mantêm os mesmos.
Quanto aos aphanius o Vitor já te deu as onformações necessárias e de aphanius a minha experiência é zero.
Abraço,
Luis Oliveira
04/06/2013 às 14:15 #236437Ola Nuno,
Não precisarias de os ter mandado vir da Polónia, facilmente te arranjaria iberus, distribui alguns na última reunião.
A questão que aqui vos venho perguntar é: o que devo dar como primeiro alimento a estas 2 crias recém-eclodidas já que a artémia foi posta hoje para eclodir? E caso alguém tenha mantido e criado esta espécie, ou a sua parente próxima A. iberus, que conselhos tem para me dar relativamente à sua manutenção?
Uma opção simples é aspirares um ou dois litros de água do fundo de um dos teus aquários. Se tiveres algum musgo de java que possas colocar nos alevins também será bom. De qualquer modo, os Aphanius comem tudo, podes também misturar com água 1 mm de gema cozida de ovo dentro de uma seringa e colocares depois, gota a gota, na zona dos alevins. Finalmente, também poderás esmagar comida seca entre os dedos até ficar em poeira fina e pôr na água – mas muito pouco!
Uma boa forma de manutenção de Aphanius é colocá-los num recipiente de 70 litros numa varanda, com muitas plantas e deixá-los reproduzir naturalmente. Os Aphanius vão adorar o frio de inverno e o calor de verão – mas evita sol direto, Podes ir simplesmente repondo a água que evapora, fazendo uma grande mudança de água só duas ou três vezes por ano. Com bastantes plantas a água conservará a qualidade e irá ficando mais dura, o que é bom para Aphanius, embora muitas especies tolerem também água neutra.
De facto, não tenho preocupações com a água dos Aphanius iberus, anatoliae ou mento. pH de 7 para cima estará bem. Eventualmente algumas espécies, como o fasciatus ou o dispar, necessitarão de águas mesmo duras e com algum sal… mas a minha experiencia é que a generalidade dos Aphanius vive perfeitamente em água neutra (é a que me sai da torneira).
Por outro lado, são peixes capazes de viver em hiper-alcalinidade, não só toleram como até gostam de pHs de 11 (!), algo que até é acima do pH normal para uma Alcolapia alcalicus.
Além disso, se tiveres um aquário de água salgada, poderás colocar lá teus baeticus, irão dar-se bem, embora eu não garanta que sejam reef safe. Os baeticus e os iberus, tal como alguns outros Aphanus, podem mesmo tolerar niveis de sal que matariam um peixe de água salgada.
No que toca a dureza, a pHs elevados, a salinidade e a temperaturas frias ou elevadas, os Aphanus são INCRIVELMENTE RESISTENTES, talvez só alguns Fundulus tenham capacidades semelhantes.
Miguel
04/06/2013 às 16:45 #236438Obrigado a todos pela excelente recepção 😀
Vitor, obrigado pela sugestão do musgo de java tinha-me esquecido por completo de que é sempre uma fonte contínua de infusórios para os alevins. Água verde já tive enquato criei os australe, e ainda estive reticente em deita-la complentamente fora, de futuro não o voltarei a fazer de modo a ter sempre uma reservazinha de fitoplancton para os alevins de Aphanius 😉 Já agora, quando falas em caracóis, achas que os Melanoides tuberculata farão mal às crias?
Luís, esse assunto gostaria de tratar pessoalmente contigo na próxima reunião da APK em Monsanto se possível assim tratava-se de tudo no ato 🙂 E já que aqui estás gostaria te perguntar se os ovos de artémia que se vendem na APK têm de ser pedidos com antecedência ou se dá para adquiri-los logo lá?
Miguel, como disse anteriormente aproveitei o musgo de java e coloquei no recepiente onde tenho os alevins e se vir que a artémia demora a eclodir passarei então para a gema de ovo cozida (não sabia que eles também a comiam).
De momento tenho os A. australe num tanque de 90 litros que tenciono converter num tanque absolutamente dedicado aos Aphanius baeticus (por isso se alguém estiver interessado num casalinho ou trio de A. australe da população que referi é só dizer) e num futuro próximo tenciono adquirir um tanque na casa dos 150-200l para que a população de A. baeticus possa florescer e adquirir comportamentos mais próximos dos que teria em ambiente selvagem, contudo não estarão no exterior mas sim no meu quarto à temperatura ambiente.
Presentemente tenho as crias e os ovos em água da torneira (ph >7) com 2 colheres e meia de chá de sal por litro para prevenir a proliferação de fungos nos demais ovos e permitir que os nauplios, quando eclodirem, durem um pouco mais na água das crias de modo a poluir o mínimo possível a água.04/06/2013 às 21:12 #236439Olá de novo,
Convém pedires com antecedência para o Vitor (é o responsável pela cooperativa) através do mail cooperativa@apk.pt
Eu não devo ir à próxima reunião. Se o desejares podes tratar por mp através do mail lfg.oliveira@mail.telepac.pt
Abraço,
Luis Oliveira
05/06/2013 às 14:32 #236440Ok Luís, obrigado pelas indicações 🙂
14/06/2013 às 18:08 #236441Bem-vindo de novo Nuno.
Espero que os problemas de saúde tenham sido apenas teres crescido até aos 3 metros e teres que aprender a baixar-te para passares nas portas ;D
Um abraço e boa sorte com os Aphanius.
16/06/2013 às 01:02 #236442Bem-vindo de novo Nuno.
Espero que os problemas de saúde tenham sido apenas teres crescido até aos 3 metros e teres que aprender a baixar-te para passares nas portas ;D
Um abraço e boa sorte com os Aphanius.
Obrigado Tiago ;D
Ahahahahah Eu fiquei-me pelos quase 2… e já dão trabalho que chegue 😛
Abraço
22/06/2013 às 22:27 #236443Só mais uma pergunta: que plantas posso pôr no aquário das crias? É que o musgo de java já ficou todo queimado (amarelecido) presumivelmente pela salinidade da água, e como me deram no último encontro da APK um tufo de Najas não sei bem se toleram a salinidade em que tenho as minhas crias, por isso tenho esta dúvida.
Tenho também acesso a plantas/algas de estuário bem como camarões, contuduo tenho alguns receios quanto ao seu uso pois não sei se trarão parasitas indesejados para o aquário 🙁24/06/2013 às 10:10 #236444Nuno,
Tens água desnecessariamente salina, para matares o musgo precisas de doses elevadas de sal e que geralmente só se utilizam para tratamentos radicais, na ordem de uma colher de sopa de sal para 5 litros. Uma colher de sopa rasa para cada 20 litros é perfeitamente suficiente para os baeticus, de facto, o sal nem sequer é essencial, os peixes irão dar-se bem em águas neutras ou alcalinas. Aliás, suspeito que nem sequer teriam problemas em águas ligeiramente ácidas: são do género de peixes que não se importam muito com o tipo de água mas gostam de uma carga organica baixa, portanto eu diria que, nas condições de aquário, até é preferivel mantê-los em águas neutras e medianamente mineralizadas, onde os compostos amoniacais não sejam tão tóxicos.
Miguel
É que o musgo de java já ficou todo queimado (amarelecido) presumivelmente pela salinidade da água,
24/06/2013 às 21:34 #236445Obrigadissimo Miguel!
Eu apenas tenho-os em água salgada/salobra para que os náuplios de artémia se mantenham vivos durante mais tempo de modo a reduzir a poluição do aquário (um pouco como o que li que se faz com os fasciatus ou os dispar dispar). Mas assim sendo irei reduzir paulatinamente a salinidade da água até encontrar o ponto onde a artémia se mantem viva e o musgo possa prosperar. Já agora tens alguma ideia da salinidade minima necessaria para que tal aconteça bem como se a Najas spp. tolera bem esses meios?25/06/2013 às 12:43 #236446Penso que uma colher de sal para cada 10 litros muitas plantas aguentam, incluindo o musgo de java e provavelmente a najas. Eu apenas mantenho este nível de sal em peixes originalmente apanhados em água salgada, como o Cyprinodon variegatus, o Fundulus confluentus ou o heteroclitus, mais tarde acabo por reduzir para uma colher de sopa para 20 litros que uso em todos os aquários.
Normalmente os alevins são mantidos em pequenos espaços o que DIFICULTA manter a qualidade da água. Com maior salinidade manter a qualidade da água é ainda mais dificil, porque os compostos amoniacais tornam-se mais toxicos mas, por outro lado, proteges os peixinhos do odinium e outras doenças.
Geralmente, quando me dou ao trabalho de criar muitos alevins, tenho um aquário bem plantado com mudas semanais. em cima mantenho os recipientes dos alevins e diariamente mudo 100% da água, substituindo pela água desse aquário.
Miguel
29/06/2013 às 15:22 #236447Obrigadissimo Miguel!
Já baixei a salinidade, presumivelmente está na colher de sal por cada 20 litros, as Najas estão optimas a esta salinidade bem como a artémia se aguenta bastante bem cerca de 1 dia ou 2.
Realmente a salinidade trás beneficios e complicações no que toca à criação dos alevins contudo acho que é no meio termo que está a virtude, e ainda bem que abordaste a questão dos compostos amoniacais e a correlação com a alcalinidade pois era algo que me havia esquecido há muito.P.S.: tens fotos dos teus F. heteroclitus e C. variegatus e que sub-espécie são?
Cumprimentos
01/07/2013 às 12:00 #236448Fundulus heteroclitus macropodus – a população portuguesa, estou a desfazer-me deles, já não tenho espaço.
Cyprinodon variegatus variegatus – não é tão bonito como, por exemplo, o Cyprinodon variegatus hubbsi mas, apesar disso, sinto uma afinidade especial por ele: é uma espécie muito diferente do habitual, de aspeto roliço e pouco elegante mas compensando com um comportamento mexido e bem disposto. O macho consegue até ser bonito, graças às suas duas manchas néon no dorso. sempre a brillhar pelo aquário.
Tenho que colocar um video online, quando tiver tempo.
Miguel
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