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DuarteFrade.
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03/05/2012 às 15:32 #233025
Miguel
De facto em termos genéticos é uma grande confusão! Incrível o que a introdução de um macho faz em todo aquele pool genético.
Tiveste a oportunidade de ver como recolhem os ovos? Mops? E a incubação?
Concordo contigo… tem de haver um ou mais factores ambientais que levem ao aparecimento de machos. No entanto há uma questão… serão primários ou secundários?
Imagina que uma determinada característica da água leva a que apareçam machos. Se essa característica influenciar um hermafrodita então teremos um macho secundário. Mas… e para os primários? Influenciará os ovos?? Mas se influenciar os ovos não deveriam nascer todos machos primários nessa zona com água com essas características?
Seria interessante termos a capacidade de experimentar vários parâmetros… mas se nem os americanos com todo o seu conhecimento e tecnologia conseguem saber o que influencia, não seremos nós certamente a conseguir. 🙁
Fico a aguardar os cruzamentos do teu macho com um hermafrodita… vamos ver que coisas interessantes saiem daí! 🙂
Ah… e quando tiveres isso bem estabelecido, sou “cliente” para alguns ovinhos… este (à semelhança dos igneus) é um bicho com o qual tenho uma relação e carinho muito especiais! ;D
Abraço,
Ricardo
03/05/2012 às 15:32 #233026Espectáculo,
Parabéns Miguel, deve ter sido uma expedicao espectácular.
Nao trouxes-te nenhum croco?
Luis
03/05/2012 às 16:15 #233027Ricardo,
A maneira como recolhem os ovos é surpreendente: Colocam uma rede em plástico no fundo! É como se estiveressem a reproduzir danios. Os ovos passam por ela e ficam protegidos de serem comidos. Nada de mops. Regularmente vão com uma pipeta e aspiram os ovos. Deixam-nos então em água (salgada) para eclodir.
Fazem isto há muitos, muitos anos… e com sucesso. Não sei exactamente há quantos mas para terem estirpes com mais de vinte gerações, serão certamente há muitos. Além disso, a uma pergunta do Delfim sobre longevidade, indicaram-nos que os marmoratus podem viver mais de oito anos, embora o normal sejam dois anos.
De qualquer modo, não será assim que vou manter os marmoratus, provavelmente faço mal mas em tempos já os reproduzi e sei que também funciona: Primeiro, não os vou manter em água salgada mas em água com uma colher de sopa de sal para 10 litros de água, é apenas ligeiramente salobra. Segundo, vou alimentá-los mais. Terceiro, vou usar espaços maiores.
Tanto quanto sei, os machos primários e secundários destinguem-se facilmente porque os segundos não são cor-de-laranja vivo.
Fiz agora uma pesquisa na net e encontrei uma receita para “fabricar” machos primários e secundários:
Harrington (1967, 1968, 1975) was able to generate primary males in aquaria by incubating self-fertilized eggs from hermaphrodites at low temperatures and secondary males by exposing immature hermaphrodites to high temperatures or shortened photoperiod.
Miguel
Miguel
De facto em termos genéticos é uma grande confusão! Incrível o que a introdução de um macho faz em todo aquele pool genético.
Tiveste a oportunidade de ver como recolhem os ovos? Mops? E a incubação?
Concordo contigo… tem de haver um ou mais factores ambientais que levem ao aparecimento de machos. No entanto há uma questão… serão primários ou secundários?
Imagina que uma determinada característica da água leva a que apareçam machos. Se essa característica influenciar um hermafrodita então teremos um macho secundário. Mas… e para os primários? Influenciará os ovos?? Mas se influenciar os ovos não deveriam nascer todos machos primários nessa zona com água com essas características?
Seria interessante termos a capacidade de experimentar vários parâmetros… mas se nem os americanos com todo o seu conhecimento e tecnologia conseguem saber o que influencia, não seremos nós certamente a conseguir. 🙁
Fico a aguardar os cruzamentos do teu macho com um hermafrodita… vamos ver que coisas interessantes saiem daí! 🙂
Ah… e quando tiveres isso bem estabelecido, sou “cliente” para alguns ovinhos… este (à semelhança dos igneus) é um bicho com o qual tenho uma relação e carinho muito especiais! ;D
Abraço,
Ricardo
03/05/2012 às 16:30 #233028Miguel
Era excelente tentar essa “receita”. Eu no meu caso reproduzo os de Belize com mop, 1 colher de sal por cada 5 litros de água e uma pequena coluna de água (5 cm). Normalmente dá bons resultados. Mas sempre bem alimentados.
Lembro-me de reproduzir danios dessa forma… se conseguir arranjar um tempinho ainda experimento com os marmoratus assim.
O que é certo é que continua a ser um bicho que tem muito para nos ensinar! 🙂 Boa sorte com essas jóias!
Abraço,
Ricardo
03/05/2012 às 16:57 #233029Viva.
Miguel parabéns pela viagem, pelos peixes e especialmente por partilhares connosco essas belas fotografias.
Esse video então… 😮
Um muito obrigado tambem por estares a partilhar os teus conhecimentos e aquilo que viste! Realmente surpreendente!E estou a apreciar devera o desenvolvimento deste tópico pois como é sabido tenho algumas kryptolebias marmoratus Dangriga, Belize (que já tive o prazer de distribuir alguns exemplares) e nenhum é um macho ou apresenta diferente coloração.
O que vocês sabem !!!!Raios que ainda vou colocar algumas em boiões de iogurte!!!
Um abraço,
03/05/2012 às 17:12 #233030Ola,
Parabéns pela expedição, peixes fantasticos.
Acho que vou reduzir ao tamanho dos aquas….ab
Luis Pontes03/05/2012 às 18:56 #233031As Jordanellas apresentam duas variações cromáticas
Já agora, só por curiosidade, quais são as diferenças entre as duas?
03/05/2012 às 19:51 #233032Viva
Uma das receitas para reproduzir Rivulus é a baixa coluna de água, muito velha e muito limpa. Foi-me dito há uns anos, penso que por um killiófilo da Argentina (não me recordo quem), que a pouca água significa para o peixe que não há predadores e por isso se pode reproduzir. Muita água significa o oposto. No caso das marmoratus foram encontrados espécimes dentro dos buracos das árvores com alguma água… ou seja, basta alguma humidade para sobreviverem… e uma baixa quantidade de líquido para se reproduzirem. É claro que nós todos, com receio de doenças e de fazer alguma asneira temos sempre a tendência de lhes dar muito espaço… mas não há nada como experimentar novos métodos.
Abraços,
Ricardo
03/05/2012 às 22:58 #233033Miguel parabéns, apanhastes uns peixes giros, cheios de pintas. Tenho de os ver ao vivo.
Um abraço04/05/2012 às 07:51 #233034Miguel,
Parabens, peixes realmente muito giros e informação muito interessante.
Abraço,
João Assunção04/05/2012 às 09:20 #233035Duarte,
Uma das variedades é identica à que conhecemos por cá: os machos têm riscas avermelhadas horizontais. Na segunda variedade os machos apresentam, bastante marcadas, as grandes manchas escuras das fêmeas e as riscas avermelhadas são mais esbatidas ou inexistentes.
Miguel
As Jordanellas apresentam duas variações cromáticas
Já agora, só por curiosidade, quais são as diferenças entre as duas?
04/05/2012 às 09:39 #233036Se o teu nome fosse Miguel Costa já tinhas aí uma nova espécie para descrever :).
04/05/2012 às 21:20 #233037Expedição espetacular! (Como qualquer expedição pela APK).
Obrigado pela partilha da experiência.
Abraços.
08/05/2012 às 13:46 #233038Se o teu nome fosse Miguel Costa já tinhas aí uma nova espécie para descrever :).
Olá!
Vasco, a brincar que o digas, já temos nas nossas fileiras um Wilson, só que este não é Costa… ;D
Cps
A. Castro09/05/2012 às 11:33 #233039Os próprios brasileiros brincam com o Wilson…
Costumam dizer isso:
Se o Wilson Costa fizesse a taxonomia dos seres humanos, Paulistas e Cariocas seriam colocados em géneros diferentes.
Miguel
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