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José Azevedo.
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27/10/2016 às 11:30 #218804
Boas a todos
Sei que este e um tema que ja foi debatido, e ao que li nao se encontra uma conclusão(espero não me ter escapado nada) mas aqui fica a minha pergunta/observacao no meu caso visto eu não incubar os ovos em agua mas sim em turfa eu acho que tem mais a ver com a temperatura da incubação e passo a explicar o porquê.
No fim do ano passado por Dezembro tive cerca de 30 Alevins de Fundulopanchax nigeriannus P82 que quando se começou a notar so tinha machos so me sairam 3 femeas e em outros alevins esses ja nascidos em Maio deste ano ou seja ja incubados com temperaturas mais altas devido a temperatura ambiente de casa ja tive um sex ratio mais equilibrado mas desta vez mais femeas do que macho cerca de 15 femeas para 12 machos sera que alguem ja teve uma experiência parecida?28/10/2016 às 08:56 #241323Bom dia Tiago,
A minha experiencia com Fundulopanchax nigerianus Innidere e similar… embora não consiga dizer se no inverno tiro machos (ou fêmeas) e no verão o contrario verifico que a diferença de temperatura influencia o sex-ratio. No meu caso, e com esta espécie, faço criação natural, com um aquário plantado e aonde não retiro ovos (salvo raras exceções).
Com outras espécies não consigo dizer pois embora por vezes tenha desequilíbrios penso que são mais o resultado de outros parâmetros tais como espaço por peixe (machos são por norma mais competitivos), etc.
Aproveito a oportunidade para lançar mais uma questão sobre o tema. Na nossa convenção deste ano, em conversa com o Wolfgang Eberl sobre o tema, ele falou-me da hipótese fazer uma experiencia engraçada que consiste em colocar 2 ovos por aquário (frasco/balde/etc) e validar os resultados. Aparentemente, experiencias feitas anteriormente mostram que o sex-ratio nestas condições e bastante equilibrado sendo uma das explicações o próprio instinto de sobrevivência da espécie ou outra mais cientifica.
Alguém que tenha realizado experiencia similar que possa partilhar os resultados?
Um abraço,
28/10/2016 às 14:12 #241324Olá
Literalmente no século passado fiz a experiência de pôr alevins recem nascidos de varios killis anuais e não anuais dois a dois. De facto obtive sempre um casal em todos os casos. Já vi killiofilos a negarem peremptoriamente isso mas a minha experiência e de vários outros é que a regra é essa. Talvez outros tenham outra experiência, o que o causa eu não sei mas será sem duvida algo emitido pelos dois peixes que faz com que se diferenciem, provavelmente algo de caracter quimico. É sabido que muitos peixes enquanto estão a crescer emitem substâncias que fazerm com que os irmãos não cresçam tanto. Há ainda muito a saber.
28/10/2016 às 14:51 #241325Olá!
A minha experiência é diametralmente oposta à do Paulo Alves, das muitas vezes que realizei o procedimento de separar alevins dois a dois, e mesmo eclodir os ovos dois a dois, (para a amostragem ser relevante tive que o fazer muitas vezes) raras foram as vezes em que obtive casais. De referir que só fiz estas experiências com espécies que me davam “dores de cabeça” em termos de sex-ratio, todas anuais (Fundulopanchax, Pronothobranchius, Nothobranchius, Callopanchax e alguns anuais Sul-americanos).Algo que não faço é “negar peremptoriamente” que o oposto possa acontecer, o que referi aplica-se apenas e só no meu caso particular, nada mais.
O espaço vital de crescimento para cada peixe, a produção hormonal de cada espécie, temperatura da água, ph e dureza são algumas das variáveis que influem no sex-ratio dos peixes. Basta mudar uma para que tudo mude.
Abraço!
28/10/2016 às 18:05 #241326Olá
A teoria é que a mera presença de um alevim perante o outro faz com que o desfecho seja um casal. Sem duvida que a secreção de substãncias por cada um dos espécimes é percepcionado pelo outro de forma que desconheço mas que fará com que um seja do sexo oposto ao do outro, é a teoria. Há um bom numero de killiofilos que obteve resultados equivocos, uns confirmam outros negam. Teria que haver uma grande experiência para se tomarem conclusões definitivas, agora que há motivo para investigar há.
Abraço
Paulo José29/10/2016 às 10:53 #241327E que este ano calhou me mesmo mal ate nas Austrolebias em cerca de 40 alevins so tive 3 femeas e nos nothobranchius sairam me 2 femeas para 6 machos so tive um caso que foi nos aphyosemion jeanhubberi em que tive 4 alevins e sairam 2 casais
29/10/2016 às 16:15 #241328Tiago, nas Austrolebias alexandri, pelo menos nos peixes que sexaram, tive 5 fêmeas e cerca de uns 25 machos . Foi um bocadinho melhor que o que tu tiveste mas mesmo assim fica tudo desemparelhado. Em relação a Rivulus cylindraceus e pelo que tenho ouvido por parte de quem recebeu alguns alevins, parece que ainda foi pior mas para o lado da fêmeas. Neste momento tenho um grupo com cerca de 15 fêmeas e um macho e como ia enviar os adultos para a convenção tirei mais uns ovos que deram 10 fêmeas e zero machos. Todos os ovos dos Rivulus foram incubados em cima de turfa húmida.
Abraço
Cristiano31/10/2016 às 06:22 #241329Boas
Cristiano foram incubados em turfa a que temperatura?31/10/2016 às 15:57 #241330Olá
Pediram-me destes rivulus e como não tinha muitos comecei por sacar uns ovos no início de junho, as temperaturas do ar no interior da casa variava na altura entre os 23 e 25° (tenho tudo apontado…). Com estas temperaturas os ovos eclodem em 16/17 dias. Como não foi havendo hipótese de entregar os alevins fui sacando mais uns ovos, ao todo por 6 vezes, até meados de julho. As temperaturas chegaram por vezes serem superiores a 30°. Com temperaturas acima dos 25° os ovos eclodiam em 12 dias.
Tenho agora no inverno que sacar mais uns ovos para ver se arranjo mais machos, isto se o único macho que tenho colaborar.
Abraço
Cristiano31/10/2016 às 20:52 #241331Pois nesse caso vai de encontro a “minha” teoria que quanto maior for a temperatura de incubação mais femeas se a temperatura for baixa surgem mais machos
01/11/2016 às 16:19 #241332Para se chegar a uma conclusão teria que se repetir os processos muitas vezes e só depois poderíamos tirar uma conclusão. Quantas vezes sacamos ovos de uma determinada espécie por ano e por quantos anos mantemos essa espécie? Depois quem tem tempo ou paciência para apontar os dados que podem influenciar o sex ratio tais como o método de incubação, características da água, temperaturas ar/água, caracteristicas da turfa e outros que certamente eu nem faço ideia…?
No caso dos Rivulus cylindraceus apontei muita coisa. Fiquei pelo menos com uma ideia de quantos ovos uma fêmea de um determinado tamanho e idade pôe em 24 horas, tempos de eclosão e a ver vamos se descobrimos que com temperaturas elevadas e pousados em turfa húmida nascem 99% de fêmeas (o meu palpite é que não).
E com tanto azar que a malta teve este ano com o sex ratio também começo a ficar nervoso com o sex ratio dos Laimosemion xiphidius, começo a pensar que tenho 100% fêmeas 🙁
Abraço
Cristiano
01/11/2016 às 19:30 #241333Pois eu com esses últimos é 100% machos.
Abraço -
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