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  • #217344

    Mainzer
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    Boas,

    Gostaria que me ajudassem na escolha do meu primeiro casal de Killies.

    Já pesquisei sobre killies não-anuais e gostei muito do Aphysemion Australe e do Fundulopanchax Gardneri. Pelo que li são bons para iniciantes na killifilia. Neste momento estou indeciso entre estas duas especies.

    Quais são as condições que preciso para manter estes peixes (Alimentação, condições da água, reprodução, etc…)?

    #231789
    LUIS MIGUEL SANTOS
    Luis Santos
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    Bom dia Marcos,

    Antes de mais as minhas desculpas por não te ter respondido mais cedo.

    Os peixes em causa são excelentes para inicio do hobby, tendo sido o Aphysemion Australe Capez Lopez a primeira especie de killies que mantive. Posteriormente experimentei outras espécies e fiquei pela Especie “Rivulus”.

    Sobre estas especies, aqu vai alguma informação

    Aphysemion Australe

    Origem: África Ocidental e florestas tropicais do Gabão. Habita poças pouco profundas à margem de rios de pouca correnteza em que exista substrato de folhas.

    Temperatura da água: 21 – 25° C.
    pH: 5.5 – 7.0(6.2)
    dH 2-10 (4)

    Tamanho Adulto: até 6 centímetros. Os machos são mais coloridos, com barbatanas mais alongadas, e um pouco maiores.

    Características: Um pouco tímidos, mas com o tempo, aproximam-se para receber comida. Excepcionalmente belos, coloridos.

    Trata-se de uma espécie de fácil manutenção.

    Mais informação: [url=http://ttp://www.peixebom.com.br/KILLI/australe.htm]ttp://www.peixebom.com.br/KILLI/australe.htm[/url]

    [hr]

    Fundulopanchax Gardneri

    Origem: África Ocidental e florestas tropicais do Gabão. Habita poças pouco profundas à margem de rios de pouca correnteza em que exista substrato de folhas.

    Temperatura da água: 21 – 24° C
    pH: 5.5 – 7.0(6.2)
    dH 2-10 (4)

    Tamanho Adulto: até 6 centímetros. Os machos são mais coloridos, com barbatanas mais alongadas, e são um pouco maiores.

    Características: Com o tempo, aproxima-se para receber comida. Excepcionalmente belo, colorido. Como todos os killies, salta.

    Trata-se de uma espécie de fácil manutenção. Exploram todo o aquário sem preferência por superfície, meio ou fundo. Gostam de aquários plantados, com rochas e raízes. Necessita de pouca luz direta..

    Mais informação: http://www.peixebom.com.br/KILLI/lafia.htm

    [hr]

    Espero ter ajudado.

    Um abraço
    Luis Santos

    #231790

    catarina pinheiro
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    Bom dia Marcos

    O Luís já disse quase tudo… Tanto uma espécie como outra são perfeitas para iniciantes, embora e por experiência própria, considere os fundulopanchax nigerianus mais fáceis de manter e reproduzir, até pelo tamanho dos próprios ovos.

    Comecei com um trio de Fundulopanchax nigerianus P82 e, neste momento, tenho vários filhotes e ovos com uma boa taxa de incubação. Mais alguma informação, diz.

    Abraço

    #231791
    Luís Oliveira
    Luis Oliveira
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    • ★★★★

    Olá,

    Começo por te dar os parabéns pela escolha efectuada. São espécies muito bonitas e das mais aconselhadas para quem se inicia na killifilia.

    Em relação aos aquários já te dei a minha opinião noutro tópico e aplica-se às duas espécies.

    Tanto os Aphyosemion australe como a maioria dos Fundulopanchax gardneri existem no nosso hobby há já bastante tempo, ou seja foram desenvolvendo uma capacidade de adaptação aos nossos aquários.
    Mesmo assim, digamos que para os Aphyosemion australe uma temperatura entre 21 e 26 graus será indicada, assim como um ph entre 6 e 6,8.

    Quanto à maioria dos Fundulopanchax gardneri, que eu considero killies de combate, uma temperatura entre os 21 e os 25 graus e um ph entre os 6 e os 7 farão com que sintam muito confortáveis.
    Mas como disse o seu poder de adaptação é enorme e há criadores que obtém bons resultados fora destes parâmetros.

    Quanto à alimentação e a minha posição já é conhecida pela maioria dos sócios e eu sito o que escrevi noutro tópico, assim como em relação à reprodução:

    “A alimentação deve ser o mais variada possível, sempre que possível baseada em comida viva, que possa fazer um bom aporte de proteínas, ácido gordos insaturados e vitaminas. A comida viva tem ainda a grande vantagem de estimular o instinto predador dos nossos killies, levando-os a perseguir a presa para comer. Fundamental para peixes em fase de adaptação.

    Também é verdade que muitos bons killiófilos alimentam os seus killies à base de comida congelada, fundamentalmente larva vermelha e artémia adulta. São de facto bons alimentos, mas têm o inconveniente dos restos não consumidos ficarem no fundo do aquários, contribuindo para a degradação da água.

    È claro que há killies que se alimentam de tudo o que cai no aquário, seja comida viva, congelada, papas, granulados ou flocos. Mas não são de certeza os mais difíceis de criar e sobretudo levar a reproduzir. Há também o inconveniente de muitas comidas (as papas, por exemplo) contribuírem para a rápida degradação da qualidade da água.

    Não é por acaso que hoje em dia na nossa própria alimentação se fala tanto na roda de alimentos e numa alimentação equilibrada e variada…”

    Nos aquários de reprodução não uso substracto. Apenas um tronco, um feto de Java e é claro um ou dois mops.

    Quanto aos ovos tens várias hipóteses de procedimentos.

    Uma delas é seguir o método natural. Os ovos têm o seu desenvolvimento no aquário dos pais e os alevins vão aparecendo. Isto resulta se o aquário for muito bem plantado e se não houver outros predadores para além dos pais. Mas a taxa de sucesso é sempre muito baixa. Eu considero que é a melhor maneira de se perder uma espécie. Basta ficarmos à espera que o primeiro alevim apareça e entretanto morre um dos pais.

    Depois há o método da recolha dos ovos, seja utilizando um mop ( feitos com fios de lã acrílica) ou mesmo as plantas que existem no aquário. Só que nas plantas a visualização dos ovos é mais difícil.

    Normalmente usa-se um mop, recolhe-se os ovos com as mãos (não há o perigo de os esmagar, são resistentes) e coloca-se num recipiente onde se vai dar o desenvolvimento embrionário.

    Também aqui há mais do que uma opção. Ou se coloca os ovos sobre turfa húmida colocada numa caixa de Petri, ou se colocam directamente num recipiente com água.No primeiro caso há quem utilize algodão (que as senhoras usam para retirar a maquilhagem) sobre a turfa e os ovos sobre o algodão. Vêm-se melhor os ovos, tem-se na mesma as propriedades antifungicas da turfa, mas para quem não tem experiência é difícil calcular quando molhar os ovos.

    Outro método é usar um pequeno recipiente com água de garrafão com Ph baixo e um pouco de água envelhecida com folhas de Terminala. Vê-se bem o desenvolvimento embrionário, retiram-se os ovos fungados com facilidade e é só retirar os alevins para outro recipiente à medida que forem nascendo.

    Este recipiente não necessita de ser muito grande. Aqui, eu coloco os alevins recem eclodidos com um pouco de musgo de Java. Fornece-lhes naturalmente infusórios que eu vou reforçando com uma gotas de água verde e um grão de arroz com casca.

    Ao segundo dia estão a comer artémia recem ecodida.

    Na caixa onde coloco os alevins a limpeza é fundamental e um ou dois caracóis ajufam bastante.

    Para que as coisas não corram mal eu mudo a água, aspirando o fundo e reponho com um tubo para administração de soro. Ou seja, gota a gota.

    De qualquer modo, o melhor método é aquele que resulta melhor com quem o aplica. Também aqui não há verdades absolutas.”

    Espero ter ajudado.

    Um abraço,

    Luis Oliveira

    #231792
    Vasco Manuel de Almeida Ribeiro Gomes
    Vasco Gomes
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    Olá Marcos.

    Há uns anos escrevi um texto sobre o género Aphyosemion que tem algumas informações que te podem ser úteis, particularmente no caso dos Aphyosemion australe. Está no site da APK em http://www.apk.pt/?scat_id=15&tipo=news&detail=113.

    Abraços.

    #231793

    Mainzer
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    Olá,

    Obrigado pelas respostas.

    Em relação ao alimento vivo como fazem? Têm 2 a 3 tipos de alimento diferentes para variar, por exemplo 1 dia artemia dia seguinte vermes de grindal, etc…? Ou simplesmente artemia e de vez em quando outra coisa?

    Qual o melhor alimento vivo para criar em casa (ou num quintal) além da artemia?

    Vi alguns tutoriais e pareceu-me bastante simples criar vermes de grindal e “whiteworms” (não sei o termo português) mas onde arranjo estas culturas? Aqui nas lojas da zona não têm nada vivo.

    Neste momento tenho um PH de 6 no meu aquario de 20 litros, era bom subir mais um pouco até aos 6,5. O dh não sei porque não tenho teste para isso. O filtro uso um feito por mim (http://apk.pt/forum/index.php?topic=2090.msg15551#msg15551) mas já estou a estudar uma versão 2.0  ;D

    #231794
    Luís Oliveira
    Luis Oliveira
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    Olá,

    Não sei se tens previsto deslocar-te a Monsanto no próximo sabado. Caso o faças poderei levar-te o inicio de algumas culturas.

    Um abraço,

    Luis Oliveira

    #231795

    Mainzer
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    Sim, vou eu e o Marcel Também.

    Agradeço se poderes levar algumas  🙂

    PS: Ainda vou a tempo de pedir o meu primeiro casal até ao encontro em monsanto?

    #231796
    Luís Oliveira
    Luis Oliveira
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    Olá,

    Penso que sim. Coloca um post em classificados, referindo que é o primeiro casal.

    Um abraço,

    Luis Oliveira

    #231797
    Vítor Vieira
    Vitor Vieira
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    Olá Marcos.

    Conta com uma cultura de dáfnias para cada um.

    São fáceis de manter e vais ver que os teus peixes agradecem.

    Um abraço.

    #231798

    Mainzer
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    Obrigado Vitor  🙂

    Um abraço.

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