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NGE.
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04/09/2017 às 01:23 #218986
Olá, companheiros de vicio.
Tenho umas duvidas de como cuidar de uns killifish que adquiri.
São simples dúvidas, acredito que possam ajudar facilmente.
Tenho alguns Notholebias fractifasciatus, após a eclosão coloquei-os num outro recipiente e adicionei agua verde e paramécium.
Vejo que eles tem crescido, mas parece-me pouco de semana para semana. (estão em cima de um aquário, estimo um temperatura nocturna de 19/20cº, de dia é superior)Neste momento estão num recipiente com uns caracóis e 1,5/2cm de agua.
Após ter “feito” os paramecium, adicionei no recipiente com os alevins. Mas, agora não consigo ver os paramecium e não sei se a água dos paramecium que coloco nos alevins, vai poluir a água (pois aquilo cheira mal que se farta) ou se tem comida.Que outras comidas posso fazer para alimentar os alevins. Para terem uma ideia, artémia recém eclodida tem quase o mesmo tamanho do que a cabeça e a metade do corpo dos alevins.
Deixo o link do video dos paramecium que fiz.
cumprimentos
04/09/2017 às 09:11 #242476Olá
Isso devia estar a comer nauplios ou pelo menos microvermes desde o terceiro dia no minimo, como todos os anuais eles precisam de comida a sério e em quantidade desde o principio. Fala de “semana para semana”, isso quer dizer que eles estão há semanas com agua verde?! Os desgraçados estão definitivamente raquiticos.
Abraço
Paulo José04/09/2017 às 10:08 #242477São uns sobreviventes.
Sim, eles tem estado em agua verde. A razão é a seguinte.
Como escasseia a experiência com este tipo de espécies, coloquei a eclodir 3 ovos. Assim que estes nasceram, coloquei mais 3 ovos para eclodir.
Como resultado tenho pelo menos 3 tamanhos no mesmo recipiente.
Os mais desenvolvidos, tem recebido micro vermes e vermes de vinagre e agora artémia.
O que me tem preocupado, são os mais recentes. Se não acompanham o passo dos irmãos mais velhos e atendendo ao facto de eles já comerem artémia, podem vir a ser canibalizados. A este factor, acresce o facto de eu não encontrar os paramecium.
Eu acho estranho, porque havia uma boa quantidade e eu não os tirei todos. E agora não os vejo. Também é verdade o frasco destes seres, esteve dentro de casa, mas exposto ao sol directo, não sei se os raios uv possam ter influenciado no desaparecimento.
A água verde tem vários “bichos”, que penso que sejam Ostracóides.Paulo José, o que aconselha? Devo procurar outra cultura?
Deixo o link do video dos paramecium que fiz e da cultura de vinagre.
cumprimentos
04/09/2017 às 10:28 #242478Olá
O mais prático é uma coisa chamada Protogen, são uns granulados que produzem infusórios, outra maneira é pegar num bom bocado de musgo e pô-lo com os alevins, é geralmente suficiente para os alimentar durante os primeiros 2 ou 3 dias, nenhum killi necessita de infusórios por mais tempo que isso. Os Notholebias que criei, minimus e cruzi, era nauplios logo desde o nascimento.Os ostracodes adultos são um bocado grandes para alevins e muitas espécies não os comem, talvez os recem nascidos sejam comidos pelos alevins, ignoro, eles costumam desaparecer rápidamente.
Ver se os alevins já comem nauplios é simples, é observar se eles conseguem mordê-los e absorvê-los, o ventre torna-se alaranjado. É vital que eles comam os nauplios o mais cedo possivel. Um criador com experiência consegue criar alevins de várias maneiras mas não aconselho essas maneiras se não se sabe bem o que esperar.
A água verde é inutil, as paramecias talvez para o primeiro dia mas elas dão-se bem é em agua a cheirar mesmo mal, com um alto nivel de matéria orgânica a apodrecer.
Os alevins de idades diferenciadas não devem ser misturados a não ser em idade já subadulta quando há tamanhos compativeis.Abraço
Paulo José04/09/2017 às 11:46 #242479Agradeço as indicações.
Vou ver como corre, vou também estar atento quantos alevins comem a artémia.Cumprimentos
José04/09/2017 às 11:48 #242480Outra duvida. Diria que o nivel de dificuldade deste peixe é alto ou apenas médio?
04/09/2017 às 13:06 #242481Se não vê os ovos deveria molhar a turfa de imediato, pois podem estar escuros e difíceis de observar.
Cump.04/09/2017 às 15:31 #242482Olá
Dentro dos parâmetros de dificuldade dos killies anuais o N. fractifasciatus está num grau de dificuldade entre o fácil e o médio mas mais para o fácil. Mais fáceis nos Notholebias tem-se o minimus e nos anuais Sul americanos os mais fáceis de todos são os Nematolebias whitei e papiliferus que aliás são da mesma área biogeográfica geral. O N. fractifasciatus não se vê muito porque tem muita concorrência de outras espécies mais vistosas mas deve sem dúvida continuar a ser mantido.
Abraço
Paulo José04/09/2017 às 18:04 #242483Olá, José Azevedo.
Eu consigo identificar os ovos na turfa. Com uma lupa, mas consigo.Paulo José, eu vou querer subir na dificuldade. Não tenho ideia quais serão mais difíceis.
Mas com calma chego lá.
Não sei o que vou conseguir fazer crescer, mas se existir interessados digam.05/09/2017 às 15:52 #242484Olá
Não se preocupe em ir para espécies mais dificeis, goze as que tem e as que virá a ter, sempre com o critério de adquirir o que o atrai. Só deverá ter em conta a dificuldade em espécies para a qual não terá ainda experiência suficiente. Não há espécies invenciveis mas há bastantes que são dificeis de roer. Eu gosto de algumas que são consideradas fáceis e de outras que são realmente dificeis, temos que adquirir experiência, conhecimento e de preferência tambem sorte. As condições que podemos oferecer são tambem cruciais, não vale a pena desperdiçarmos a vida de espécimes com condições que não são adequadas, por exemplo para mim é dificil manter todos os anos espécies de floresta porque onde tenho os aquarios aquece bastante no verão, assim Diapteron, Aphyosemion em geral, é dificil, espécies de Aphyosemion de montanha então nem pensar,se se tem rocha liquida como agua para os peixes não se deve tentar manter espécies que vivem práticamente em agua destilada, etc.
Abraço
Paulo José05/09/2017 às 21:20 #242485Obrigado Paulo José, pelo incentivo e indicações.
Não é muito fácil para mim saber quais as espécies difíceis, por lacunas de conhecimento que eventualmente vão pouco a pouco passar com a experiência e com o que conseguir ler sobre o tema.
De momento as espécies que escolho é pela dimensão dos ovos, pois achei que seria um desafio.06/09/2017 às 14:43 #242486Olá
Esse critério de escolher as espécies pelo tamanho dos ovos é a primeira vez que o ouço, é original e porque não? Cada um é naturalmente atraido mais para este ou aquele grupo baseado em razões sobretudo de carácter estético, no inicio é-se mais ou menos atraido por tudo. Verdadeiros especialistas existem um bom número mas a maior parte dos killiófilos é ecléctico.
Abraço
Paulo José06/09/2017 às 17:13 #242487Compreendo que seja uma ideia diferente, mas tem o propósito de explorar e ganhar experiência com pequenos alevins e sua alimentação.
Poderia ter iniciado com um killifish mais garrido com cores do arco íris. Mas, ia dar no mesmo, os killifish são fascinantes. -
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