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Home Forum APK Killifilia Reprodução Reprodução Natural: os meus três métodos

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    Miguel Figueiredo
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    Viva,

    Por mim, sempre fui um grande adepto da reprodução natural, não apenas porque os peixes resultantes têm MUITO MAIS VITALIDADE mas também porque a reprodução natural requer POUCO TEMPO e o tempo é algo que me escasseia sempre. Estes métodos apenas se podem utilizar, é claro, em não anuais e semi-anuais.

    Recorro, basicamente, a três diferentes técnicas de Reprodução Natural:

    • Bosques
    • Infantários
    • Praias

    OS meus Bosques são simplesmente aquários com mais de 80 litros e mais de 50% do espaço ocupado por plantas. É preciso escolher as plantas certas: densas e onde os pequenos se consigam esquivar bem.

    Se o Bosque pode ser usado em aquários mais pequenos? Certamente que sim mas… não é a mesma coisa. Quanto mais pequeno o espaço menos peixinhos haverá.

    Em espaços mais pequenos os “Infantários” têm mais sucesso que os Bosques. Os Infantários são espaços separados por uma rede. Os alevins passam mas os adultos não. Tornam-se assim refúgios seguros, protegidos das bocas dos adultos.

    Como sabemos, dependendo da espécie, os principais inimigos dos alevins são frequentemente os irmãos mais velhos. Quando começamos a ver um ou outro peixinho de 5mm já sabemos não vão aparecer outros peixes mais pequenos… estes serão devorados. Resta-nos ir tirando os peixes pequenos mas… isso exige tempo, precisamente aquilo que queremos poupar.

    As “praias” são uma forma de evitar, um pouco, a predação entre irmãos. Uma praia é uma zona sucessivamente mais baixa, incluindo muitas reentranças e pequenos fundões. Os alevins distribuiem-se, consoante o tamanho, por esses locais. A diversidade de profundidades e as irregularidades permitem que alguns alevins se escapem aos irmãos.

    Eu faço praias com rampas em vidro ou acrilico nas quais colo, ao acaso, um pouco de areão relativamente grosso. Essa praia é colocada à tona de água, ligeiramente inclinada. Crio assim um labirinto com grãos de areão e onde a água tem poucos milimetros de profundidade, aí diferentes gerações de alevins irão coexistir sem se comerem tanto uns aos outros.

    Quem quiser aprofundar o tema encontrará, na edição da Bioaquária deste mês, um artigo sobre estas técnicas respectiva sua aplicação, a killies e outras familias de peixes.

    Miguel

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