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Home Forum APK Killifilia Reprodução Porque é que os ovos de killie não secam na natureza?

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  • #217063

    Miguel Figueiredo
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    Há um fenómeno que nunca compreendi nos verdadeiros anuais…

    Os locais de origem destas espécies secam mesmo completamente, na estação seca só se encontra lama gretada e ressequida onde antes havia água e killies.

    Porém, se secarmos completamente um ovo de anual o embrião morre, desidratado (pelo menos é o que me têm garantido).

    Então e não seca na natureza? Porquê? Será que é porque tem a camada de argila à volta?

    Em minha casa tenho barro vermelho usado em olaria (é muito bom para plantas). Já fiz a experiencia de secar uma bola com cerca de 6 cm de diametro. Depois abri-a com um martelo. O interior está seco. Como a argila é porosa, mesmo que não deixe passar a água deixa passar o ar. A água do interior sai então sobre a forma gasosa.

    A minha questão é então: Porque é que os ovos de killie não desidratam na natureza? Alguém faz ideia?

    Sei que os animais que se enterram na estação seca, como os sapos e dipnoicos, geram um muco protector à  sua volta, evitanto assim perdas de água, mas isso não acontece com os ovos, certo?

    Obrigado,

    Miguel

    #229278
    Vasco Manuel de Almeida Ribeiro Gomes
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    Olá Miguel.

    Recomendo-te a leitura completa do artigo sobre Ecologia dos Nothobranchius (Brian Watters) publicado nos Boletins 4 e 5, vol. XII, de 2010. É um artigo de leitura difícil mas fundamental para quem deseja entender a killifilia como deve de ser. Nas páginas 76 e 77 do nº 5 tens a informação que procuras. Transcrevo abaixo a parte que me parece responder directamente à tua dúvida.

    De importância crítica é a maneira como os minerais argilosos do substrato perdem humidade durante a estação seca (figura 31). Depois do desaparecimento da água superficial o substrato irá secando progressivamente. Inicialmente a água intergranular, mantida nessa fase nos espaços entre partículas por acção capilar, será perdida, sobretudo por evaporação. A perda desta água intergranular dará origem a uma diminuição inicial do volume do substrato à medida que este vai ficando mais compacto. Quando toda, ou a maior parte, da água intergranular tiver desaparecido, os minerais argilosos começarão, devagar e progressivamente, a perder a água entre camadas, causando uma redução significativa do volume dos cristais de minerais argilosos e resultando num desenvolvimento mais proeminente das fendas que são típicas dos vertissolos e depósitos tipo vertissolos secos (figuras 25, 26 e 27). Acompanhando a perda progressiva da água entre camadas ocorrerá a libertação de catiões adsorvidos, que formarão depósitos de sais na superfície do substrato à medida em que a água é levada à superfície por acção capilar e se evapora (figura 27).
    A perda de água entre camadas nos minerais argilosos terá lugar ao longo de um período de tempo relativamente extenso. Este processo é extremamente importante para a sobrevivência de ovos de Nothobranchius no substrato ao longo da estação seca. De modo a se manterem viáveis, os ovos necessitam de alguma humidade no meio onde estão envolvidos e é a lenta e progressiva perda da água inter camadas que mantém um nível de humidade adequado no substrato mesmo depois de este aparentar estar completamente seco. A natureza essencialmente fina e compacta do substrato sugere que os ovos estarão em contacto directo com partículas de argila e capazes de beneficiar com a libertação gradual da humidade por essas partículas.

    Abraços.

    #229279

    Miguel Figueiredo
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    Obrigado, Vasco.

    Só mesmo um geólogo para conseguir explicar este fenómeno 🙂

    Em termos práticos, se bem entendi, a água é lentamente trazida superficie, a partir das camadas mais baixas do substrato, por ação capilar. Portanto, embora os ovos estejam, digamos, a um máximo de 6 cm de profundidade, beneficiam da existencia de substratos argilosos mais fundos, porque são essas camadas inferiores que darão aos ovos alguma humidade, ao longo de todo o periodo seco.  Esta interpretação está correta?

    Concluo que: Nunca resultaria colocar os ovos dentro de barro e deixar secar completamente, não haveria a constante humidade vinda das camadas profundas, os ovos secariam.

    Porém, talvez resulte encher um tubo de ensaio com barro molhado e colocar os ovos próximo da superficie.

    E qual seria o interesse disso? Para já nenhum… mas sinto curiosidade em entender a coisa.

    Estou a pensar na seguinte experiencia:

    Material:

      Dois tubos de ensaio, com uns 26 cm
      Barro de moldar
      Solo comum de jardim
      Turfa e saco de plástico
      54 ovos recentes de um Notho tipico, por exemplo, o rachovii

    Preparação:

    Tubo de ensaio 1:
      É cheio de barro molhado
      6 ovos são colocados a 8 cm de profundidade
      6 ovos são colocados a 16 cm de profundidade
      6 ovos são colocados a 24 cm de profundidade

    Tubo de ensaio 2:
      É cheio com solo molhado
      6 ovos são colocados a 8 cm de profundidade
      6 ovos são colocados a 16 cm de profundidade
      6 ovos são colocados a 24 cm de profundidade

    Saco de plástico (para controlo):
      Turfa com 18 ovos
     
    Experiencia:

    Manter no mesmo local (portanto com a mesma temperatura) durante 3 meses, e taxa de humidade deverá ser a que se faz sentir no exterior ou, no caso de ser controlada, deverá situar-se abaixo dos 70%, para permitir que o substrato seque.

    Semanalmente, a altura da fronteira entre humido e seco, visivel nos tubos de ensaio, é registada.

    Ao fim de 3 meses:

    Partir os tubos de ensaio. Dividir o substrato em porções, uma para cada grupo de ovos.
    Molhar, separadamente, essas porções e molhar a turfa.
    Contar os nascimentos.

    Não faço ideia que resultados poderá esta experiencia produzir mas é possível que sejam interessantes.

    Por mim, só terei temperaturas suficientes para “chocar” ovos de notho lá para Junho. Portanto, se alguém quiser experimentar, eu arranjo barro, solo e turfa. Faltam tubos de ensaio e ovos.

    Miguel

    #229280
    Vasco Manuel de Almeida Ribeiro Gomes
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    Olá outra vez.

    Em termos práticos, se bem entendi, a água é lentamente trazida superficie, a partir das camadas mais baixas do substrato, por ação capilar. Portanto, embora os ovos estejam, digamos, a um máximo de 6 cm de profundidade, beneficiam da existencia de substratos argilosos mais fundos, porque são essas camadas inferiores que darão aos ovos alguma humidade, ao longo de todo o periodo seco.

    Não é bem assim. Relê o parágrafo abaixo:

    De modo a se manterem viáveis, os ovos necessitam de alguma humidade no meio onde estão envolvidos e é a lenta e progressiva perda da água inter camadas que mantém um nível de humidade adequado no substrato mesmo depois de este aparentar estar completamente seco. A natureza essencialmente fina e compacta do substrato sugere que os ovos estarão em contacto directo com partículas de argila e capazes de beneficiar com a libertação gradual da humidade por essas partículas.

    Ou seja, os ovos sobrevivem graças à humidade entre camadas libertada gradualmente pelos minerais argilosos com os quais os ovos estão em contacto directo. No artigo tens figuras com a estrutura dos minerais argilosos expansivos que ajudam a compreender esse fenómeno.

    Avança com a experiência. Vou aguardar com expectativa pelos resultados.

    Abraços.

    #229281

    Josep Franch
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    Un tópico muy interesante!!

    #229282

    Miguel Figueiredo
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    Ok, acho que percebi… estes tais “minerais argilosos”, em certa medida, comportam-se como a leca, absorvem água e depois libertam-na, muito muito lentamente. Neste caso, a profundidade do substrato pode não ser assim tão importante.

    Também encontrei isto na net:

    Notho’s require very specific conditions in order to survive and especially to reproduce in nature.  Specifically the substrate/soil of a Notho pond needs to consist of a very specific clay.  The Notho’s deposit their eggs in this clay which forms a protective casing around the eggs, sealing in moisture, when the ponds dry out in winter.  If the substrate of a pond is sandy or if the size of the mud particles comprising the soil is too large this protective casing can not be formed, the eggs dry completely and the Notho’s will not survive.

    Em http://www.apsa.co.za/board/index.php?action=printpage;topic=53.0

    Esta explicação, baseada numa cápsula protectora criada por um tipo especial de argila, não exclui necessariamente a justificação de Brian Waters.

    A ser verdade, isto permite que um geólogo experimentado possa olhar para a composição do terreno e saiba imediatamente se há killies na zona – a ti dava-te um jeitão…  

    Se isso tem a ver com o reduzido tamanho das partículas de argila, não haverá nada melhor que o barro de moldar: Estas particulas de argila são extremamente pequenas.

    O que eu gostaria de conseguir era o seguinte: apanhar ovos via mop de fundo e colocá-los em barro molhado. Depois fazer uma bola com barro e gravar a espécie e data de coleta. Finalmente deixar secar e usar como vulgar pisa-papeis, na secretária. Poderia haver mesmo vários “pisa-papeis”, com diferentes formatos. Na altura certa colocaria um pisa-papeis dentro de água para os peixes nascerem.

    Isto é, é claro, pura ficção cientifica em killifilia mas a verdade é que eu tenho tradição na família em moldar o barro, o meu avô era oleiro nas Caldas da Raínha. Digamos que eu estou altamente receptivo tudo o que me permita mudar a temática tradicional, nesta arte familiar de moldar o barro…

    Miguel

    #229283
    Vasco Manuel de Almeida Ribeiro Gomes
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    estes tais “minerais argilosos”, em certa medida, comportam-se como a leca

    É natural porque “Leca” não passa de argila expandida cozida num forno.

    Sim, essa explicação não exclui a do Brian Watters sendo que a deste é mais científica e bem elaborada. Esse “tipo especial de argilas” são as argilas expansíveis referidas no artigo que publicámos.

    A ser verdade, isto permite que um geólogo experimentado possa olhar para a composição do terreno e saiba imediatamente se há killies na zona – a ti dava-te um jeitão… 

    E é verdade. Apesar de não ser possível distinguir a olhos nú argilas expansíveis de argilas não expansíveis – isso só em laboratório – o que diz o artigo do Brian Watters é que nos solos com maior percentagem de argila (anegrados) os minerais argilosos predominantes são os do tipo expansível (grupo da Smectite), e é onde se encontram ovos de Nothobranchius. Nos solos com menor percentagem de argila (avermelhados), portanto com mais areia e silte, os minerais argilosos presentes são maioritariamente do tipo não expansível (grupo do Caulino) e aí não se encontram ovos de Nothobranchius.
    Ou seja, já sei que charcos em terrenos pouco argilosos e avermelhados não são habitats de Nothobranchius (comprovado por mim no campo) e charcos em terrenos argilosos e anegrados têm possibilidades de serem habitats de Nothobranchius. Nem sempre o são por outros factores, como a presença de predadores por exemplo, mas a existirem é só mesmo nesses.

    Se isso tem a ver com o reduzido tamanho das partículas de argila, não haverá nada melhor que o barro de moldar: Estas particulas de argila são extremamente pequenas.

    As partículas de argila são todas de reduzido tamanho (inferiores a 0,002 mm de diâmetro). O que diferencia argilas expansíveis das não expansíveis é a estrutura das moléculas, não o tamanho.

    Para teu azar o barro utilizado em olaria é constituído por argilas não expansíveis (se o fossem acontecia-lhes como a leca ao serem cozidos, expandiriam para ficar estilo pedra pomes o que estragaria os car…, perdão, os potes). O que é uma pena, pois teria uma certa piada ver os ovos de Nothobranchius incubados em loiça das Caldas  ;D.

    Abraços.

    #229284

    Miguel Figueiredo
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    Ora bolas, pois tá claro, o barro é vermelho 🙁

    E onde é que eu arranjo argilas expansíveis aqui pela terra? Isso é usado para quê?

    Haverá algum departamento de quimica ou de geologia numa faculdade qualquer onde eu possa cravar argila expansível?

    Miguel

    #229285
    Maria João Mourato
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    Olá,
    Numa carta de solos procuras Barros, na classificação portuguesa, ou Vertissolos, na  classificação da FAO. Encontras por ex. Barros Castanho-Avermelhados em Monsanto e no Monte da Caparica (foi uma das polémicas quando foi construida a FCT) e Barros Pretos em Beja. Ambos têm grande quantidade de minerais do grupo smectite (ou montmorilonite) na fracção argilosa, e têm muita argila. Se calhar seria preciso algum trabalho de limpeza ou concentração da parte mais fina.
    Na forma pura tem várias smectites/montmorilonites à venda, por ex no ebay. O pessoal usa disso há muito tempo para tratamentos de pele e agora está na moda ingerir argilas. O Vitrilab também tem uma argila mas no site não diz qual é o mineral dominante, pode ser que telefonando se consiga saber.

    Cumps,
    João

    #229286
    Vasco Manuel de Almeida Ribeiro Gomes
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    No meu trabalho – para execução de sondagens, estacas e paredes moldadas – utilizamos muito Bentonite, que é um material constituído em grande parte por Montmorillonite, uma das argilas expansíveis. Vende-se como um pó em sacos de 50kg (agora em Portugal talvez já se vendam em sacos mais pequenos mas aqui só mesmo de 50kg), tipo sacas de cimento. Normalmente é comercializada já activada com soda (não sei se isso pode fazer mal a ovos de peixes mas bem não deve fazer) e não faço ideia se se consegue comprar em lojas de materiais de construção. Nós compramos várias toneladas de cada vez.

    Abraços.

    #229287

    Miguel Figueiredo
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    Obrigado, João e Vasco

    Estou a ver que não será fácil encontrar ou identificar argila expandida. Ainda me arriscaria a fazer uma experiencia de meses com o solo errado…

    Porém, quem não tem cão caça com gato.

    Ora existem pelo menos três “gatos” que podem (ou não) caçar alguma coisa:

    1- A tal argila expandida cozida, vulgo, leca.

    Só é uma pena estar cozida e o processo não ser facilmente reversivel.

    Por voltas de dê à cabeça não encontro nenhuma forma simples e gira de utilizar a leca na eclosão de killies…

    2- Os geis que se usam como substrato das plantas, sem terra

    Será que podem ser úteis para manter ovos de killies? Provavelmente haverá humidade excessiva.

    Também não faço ideia se serão tóxicos, alguns parecem devem ter corantes esquisitos.

    Há uma experiencia que se pode fazer com os ovos dos não anuais: é armazenar esses ovos no gel. Haverá um isolamento completo contra fungos e, graças à elevada húmidade, os embriões acabarão por se desenvolver. Podem ser verificados à transparencia e, quando o olho estiver bem nitido, colocamos em água, o gel dissolve-se e os peixes nascem. Isto é, mais uma vez, Ficção Cientifica, não faço ideia com é o oxigenio e co2 no gel, o mais provável é que nada acontela. Porém, é a experiencia fácil e conto fazê-la já este fim de semana.

    3- O material dos sacos respiráveis

    Esta é mais uma tentativa desesperada e atávica de trabalhar com o barro de moldar:

    Este barro não é o ideal mas podemos dar-lhe uma ajuda: arranjamos um pedacinho de kordon bag e em cima colocamos os ovos. Depois metemos outro pedacinho por cima. os ovos ficam assim entre duas tiras de kordon e relativamente isolados. Finalmente rodeamos tudo com barro e damos o formato pretendido. Não, sobre o comprido não, façam antes uma florzinha.

    Deixamos secar, et voila: Poderemos usar como biblot durante meses ou, quem sabe, anos. Quando nos fartarmos metemos em água, o barro de moldar re-hidrata completamente em horas (disto percebo eu, para variar), a água irá penetrar mesmo entre as duas camadas de kordon e os ovos vão pensar em nascer… espero. Como em qualquer killie que se preze, os alevins estarão preparados para, com uma forte agitação, se desembaraçarem do substrato.

    Acredito que esta última possiblidade tem algumas hipoteses… Tudo depende do nivel de humidade que colocarmos entre as tiras de kordon porque essa humidade vai manter-se ad infinitum: se for a mais os ovos não se desenvolvem, se for a menos podem desidratar.

    De resto, esta é capaz de ser uma maneira interessante de manter ovos de anuais e não anuais: sem água, em lamelas, com kordon. Bastará levantá-las à luz para ir observando o estado de desenvolvimento dos ovos… mais uma experiencia a fazer.

    Miguel

    #229288

    Miguel Figueiredo
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    E depois de uma pesquisa na net, isto parece demasiado bom para ser verdade:

    Não-tóxico, excelente areação, mantem a humidade melhor que a argila, bla, bla, bla.

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    E ainda não se lembram eles dos ovos de killies.

    Miguel

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