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  • #235977

    Miguel Figueiredo
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    O polimorfismo, como o Paulo referiu, é frequente em populações selvagens, por exemplo, no caso de alguns Nothos, como sabemos, encontram-me machos azuis e machos vermelhos na mesma poça, da mesma espécie e, obviamente, à mesma população. Em algumas outras espécies de killies o factor melânico e outros genes externalmente visiveis fazem parte integrante dos fénotipos SELVAGENS, podendo até estar em maioria, dependendo das zonas. Infelizmente, vamos só preservar uma pequena parte dessa variedade natural.

    Quando mantemos espécies coletadas em cativeiro, a diversidade genética irá reduzir-se, mesmo que tenhamos trazido dúzias de peixes.

    A cada geração que passa perdemos genes que deixam de ser transmitidos à geração seguinte.

    Essa perda de diversidade é muito mais acentuada se trouxermos só dois ou três casais.

    Ao fim de algumas gerações (há uma fórmula para o calcular) os peixes são praticamente todos homozigóticos e semelhantes entre si, como se fossem gémeos ou clones.

    Isto é negativo, quer no interesse que a espécie nos desperta, quer, por vezes, na sua manutenção: É que outro efeito preverso da consaguinidade é a acumulação de genes recessivos malignos, debilitando a espécie. Mesmo que não apresente deficiencias visiveis, por vezes a fertilidade vai decrescendo até deixar de existir.

    O aparecimento destes problemas depende do número de genes nefastos recessivos presentes nos nossos peixes, pode até não existir nenhum, na pequena piscina genética que retiramos da natureza. Os Nothos africanos têm geralmente poucos genes recessivos. Curiosamente, as populações de anuais sul americanos parecem ser muito mais afetadas, algumas estirpes desaparecem muito rapidamente do hobby.

    Em geral, as estirpes existentes há bastante tempo (décadas) na killifilia são muito pouco afetadas pelos genes recessivos, outras, infelizmente, produzem muitos peixes deformados.

    Miguel

    #235978
    João Paulo Dam. Miranda
    paulo miranda
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    😉 😉 😉

    #235979
    Paulo Alves
    Paulo José Alves
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    Olá

    Filipe, não me faças corar…Mas podes continuar a elogiar-me…
    Mencionei as convenções porque são o expoente maximo do mundo killiofilo e como tal deveriam ser puros e imaculados no que se refere aos peixes. A realidade é que devem ser raras as convenções em que não aparecem mestiços ou mais raramente paixes mal identificados ou até hibridos. Estes ultimos são raros em convenções mas já vi alguns.
    Por regra quem passa mestiços ou especimes mal identificados fa-lo inocentemente, alguem lhe passou os peixes como sendo x mas vendo bem  aquilo é y ou b+u… Acontece-me ver especimes com alguma frequência que me suscitam duvidas, senão tenho a certeza prefiro não dizer nada. É surpreendente como alguns criadores reajem mal quendo lhes dizemos que o carapau que tem no aquario é um travesti e não aquilo que ele pensa.
    A posição da APK em relação à pureza dos exemplares parece-me ser muito equilibrada, não é purista o que só iria afastar criadores, mas coloca o limite onde ele deve estar.
    Existem relativamente poucas mutações cromaticas de killies embora seja verdade que estão muito dessiminadas, veja-se as formas gold. Porque não? Se alguem gosta delas, não é o meu caso, não vejo o mal. A maldição começa com as mutações morfologicas como os Jordanella floridae “balão”, que já apareceram no mercado português, e que são uma autêntica aberração. Acho que esse sim seria um killi que não tem lugar na APK.

    Abraço
    Paulo José

    #235980
    Filipe Torre
    Allnothos
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    Olá!

    Filipe, não me faças corar…Mas podes continuar a elogiar-me…

    O elogio é merecido, fiz o mesmo com o Oliveira e com o Figueiredo. Por estas bandas elogia-se pouco e muitas vezes mal.

    Mencionei as convenções porque são o expoente maximo do mundo killiofilo e como tal deveriam ser puros e imaculados no que se refere aos peixes. A realidade é que devem ser raras as convenções em que não aparecem mestiços ou mais raramente paixes mal identificados ou até hibridos. Estes ultimos são raros em convenções mas já vi alguns.

    Pois, infelizmente tens razão, aparecem por vezes mestiços e híbridos em convenções. O problema é quando não se consegue descortinar que o são.

    Por regra quem passa mestiços ou especimes mal identificados fa-lo inocentemente, alguem lhe passou os peixes como sendo x mas vendo bem  aquilo é y ou b+u… Acontece-me ver especimes com alguma frequência que me suscitam duvidas, senão tenho a certeza prefiro não dizer nada. É surpreendente como alguns criadores reajem mal quendo lhes dizemos que o carapau que tem no aquario é um travesti e não aquilo que ele pensa.

    Reagem muito mal mesmo, já vi algumas situações bastante “chatas”.

    A posição da APK em relação à pureza dos exemplares parece-me ser muito equilibrada, não é purista o que só iria afastar criadores, mas coloca o limite onde ele deve estar.
    Existem relativamente poucas mutações cromaticas de killies embora seja verdade que estão muito dessiminadas, veja-se as formas gold. Porque não? Se alguem gosta delas, não é o meu caso, não vejo o mal. A maldição começa com as mutações morfologicas como os Jordanella floridae “balão”, que já apareceram no mercado português, e que são uma autêntica aberração. Acho que esse sim seria um killi que não tem lugar na APK.

    Para mim todos os que referes são aberrações, respeito a vontade e gosto dos outros mas são aberrações.

    Abraço
    Paulo José

    #235981

    nelsonfpm
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    Boas

    Por regra quem passa mestiços ou especimes mal identificados fa-lo inocentemente, alguem lhe passou os peixes como sendo x mas vendo bem  aquilo é y ou b+u… Acontece-me ver especimes com alguma frequência que me suscitam duvidas, senão tenho a certeza prefiro não dizer nada. É surpreendente como alguns criadores reajem mal quendo lhes dizemos que o carapau que tem no aquario é um travesti e não aquilo que ele pensa.

    Reagem muito mal mesmo, já vi algumas situações bastante “chatas”.

    Se eu enviasse uma espécie mal identificada ou mestiça (julgo que ninguém o ia fazer de propósito) para uma convenção ou para alguém eu gostava que me avisassem, só temos a ganhar com isso e não podemos levar a mal.Não é difícil um peixe saltar para outro aquário ou adquirirmos espécies já mal identificadas.

    Abraço
    Nelson Meneses

    #235982
    Paulo Alves
    Paulo José Alves
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    Nelson

    É de facto muito facil adquirir especies mal identificadas e não deve haver nenhuma altura na APK em que não haja um socio, ou mais, que não tenha killies que não sejam o que são suposto ser. Ainda à dias estive a ver uns em casa dum nosso amigo que não eram definitivamente o que deveriam ser. Na nossa convenção tembem aparecem. Creio que é mais ou menos inevitavel. Descobrir a origem do equivoco não é facil e por regra não há má intenção.

    Abraço
    Paulo José

    #235983

    RubinhoOLD
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    Por regra quem passa mestiços ou especimes mal identificados fa-lo inocentemente, alguem lhe passou os peixes como sendo x mas vendo bem  aquilo é y ou b+u… Acontece-me ver especimes com alguma frequência que me suscitam duvidas, senão tenho a certeza prefiro não dizer nada. É surpreendente como alguns criadores reajem mal

    Olá amigos,

    Tópico interessante. Fazia tempo que não tirava uns minutos para vir ao Forum e foi bom ler esta troca de mensagens. Referindo-me agora às sempre sábias palavras do Paulo e para dar casos concretos para hipoteticidades avançadas, deixo-vos algo que passou comigo.

    Em 2005 comprei um lote de notholebias (antes leptolebias) fractifasciatus “Anapua, Rio de Janeiro” durante a convenção da SEK. Dias mais tarde, um amigo meu brasileiro questionou-me sobre a autenticidade dessa população visto manter vários géneros (campellolebias, cynopecilus, leptolebias e notholebias) e nunca ter tido conhecimento desta em questão.

    Ora bem, atendendo ao meu parco conhecimento na matéria, tentei contactar o criador na tentativa de obter uma resposta plausível. Nunca consegui entrar em contacto com o criador para apurar seja o que for (ele não tinha e-mail). Quando passei ovos a colegas destas notholebias fractifasciatus, fiz sempre o reparo de que não poderia garantir a autenticidade da população. Recordo-me que 1 ou 2 anos depois, surgiu um alerta sobre o caso informando aqueles que possuíam as notholebias fractifasciatus “Anapua, Rio de Janeiro” de que, na realidade, se tratava de um erro de categorização.

    De facto, tratar-se-iam de notholebias fractifasciatus “Inoã” e não “Anapua, Rio de Janeiro”. Claro que podemos agora especular sobre o que poderá ter acontecido mas não me admiraria nada que a razão do erro se prendesse com questões linguisticas.

    Afinal de contas, há 2 anos atrás comprei uns killis com a seguinte população na etiqueta: “Chapado do Cu”. É o que ocorre quando alguém não familiarizado com a língua portuguesa não digita correctamente o “ã” e o “é”…

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