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Home Forum APK Killifilia Reprodução Aphanius no lago de jardim II: O regresso

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    Miguel Figueiredo
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    Viva,

    Tudo começou com um macho e três fêmeas de Aphanius em Outubro de 2010.

    Em 2011 dizia eu aqui no forum:

    Viva,

    Como já tinha referido num tópico, este ano resolvi experimentar os Aphanius mento “Bor” no meu lago grande: coloquei um macho e três fêmeas em Outubro. Em Abril comecei a ver peixinhos e agora, no final de Maio, tenho o lago cheio de peixes, muitos dos machos jovens já têm cores reprodutivas. Quando aos pais… estão uns GIGANTES. Bom, têm talvez uns 6 cm, o que é considerável para um Aphanius 🙂

    Um video, filmado de cima:

    [youtube]gfrt-spRoic[/youtube]

    E um mergulho no lago:

    [youtube]rmWn-L4bkbE[/youtube]

    Quando esvaziei o lago em Outubro do ano passado (esvazio sempre o lago antes do inverno para retirar as espécies que não aguentam o frio) praticamente só tinha reproduções de Aphanius, outros peixes, incluindo viviparos selvagens, como os espadas  X. birchmani, tinham muito poucos descendentes.

    Os Aphanius tinham-se tornado uma PRAGA, nada mais conseguia reproduzir-se!

    Tinha que acabar com eles no lago e restringí-los a espaços mais pequenos.

    Retirei talvez uns 600 Aphanius, algumas centenas foram distribuidas a interessados, os restantes ficaram num pequeno tanque exterior de 400 litros onde, no inverno, existiram muitas baixas, talvez graças à contaminação com pulverizações de isolante de telhado. Os meus Aphanius mento “bor” ficaram assim reduzidos a uma aceitável população de duas ou três duzias.

    Nesta primavera, como é costume, os machos tornaram-se incrivelmente bonitos, negros e azuis, e os alevins não tadaram a aparecer no tal tanque de 400 litros.

    O problema é que apareceram também no lago! Não vi lá Aphanius este inverno. Em Outubro retirei cada grama de lama para tentar acabar com a praga. As plantas, infelizmente, tiveram de voltar ao lago. Porém, logo de seguida, enchi-o com 12 000 litros de água com cloro e, num dia depois, coloquei os peixes de inverno: os ciclideos Gymnogeophagus meridionalis e Cichlassoma pussilum. Achava eu que, mesmo podendo houver ainda ovos de Aphanius nas plantas, já estaria muito frio para os alevins se desenvolverem e, em ultimo caso, os ciclideos fariam o trabalho deles.

    O facto é que, neste momento, tenho algumas dezenas de alevins de Aphanius no lago… não vieram certamente a voar. Resta portanto a hipotese dos ovos nas plantas: os alevins terão nascido e crescido de inverno, o suficiente para já se reproduzirem na primavera.

    A praga continua. Para tentar combatê-la o fim de semana passado iniciei o povoamento de verão. Este ano resolvi priveligiar os ciclideos: inseri um casal de Australoheros kaaygua “Rio Iguaçu” que, como Australoheros que são, adoram devorar peixinhos pequenos, alguns Herichthys labridens “Media Luna” Yellow e mais um grupo de Cichlassoma urophotalmus “Playa de Carmen”. Coloquei ainda alguns viviparos que certamente mordiscam um ou outro alevim de Aphanius.

    Porém, mesmo com peixes oportunisticamente predadores ou até, em alguns casos, entusiasticamente predadores, eu aposto que vou chegar a Outubro com um montão de Aphanius 🙁

    Vou ter talvez de tomar medidas radicais em Outubro, não sei exatamente quais.

    E se eu não consigo acabar com a praga num misero chaco de doze mil litros, imaginem o que seria na natureza.

    Os Aphanius mento são piores que o Alien.

    Miguel

    #233405
    Ricardo Araújo Fonseca
    Ricardo Fonseca
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    Experimenta barbos… acredito que com barbos consigas erradicar os Aphanius… no ano em que introduzi Puntius padamaya no lago, não tive praticamente reproduções de mais nada…

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