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  • #217876

    nelsonfpm
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    Boas,

    Muitas espécies de killies coabitam na natureza com outras do mesmo género. Temos o exemplo das colectas do Vasco Gomes com os N. furzeri, N. orthonotus e N. pienarii, mas também acontece com os Aphyosemion, Austrolebias entre outros. Há hibridação dessas espécies na natureza ou em cativeiro?

    Abraço
    Nelson Meneses

    #236073

    Miguel Figueiredo
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    Há alguma hibridização natural quando zonas de distribuição de espécies muito semelhantes se interceptam. É o caso, por exemplo, do Fundulus notatus e do Fundulus olivaceus: em algumas zonas dos Estados Unidos são frequentes os hibridos naturais.

    Noutras situações, as espécies vivem sistematicamente juntas na natureza e já criaram barreiras para não hibridizar. É provavelmente o caso dos Nothos que referiste, permitindo que sejam mantidas juntas também em aquário: até poderemos recolher os ovos em conjunto porque, se estas estirpes vivem juntas, então também têm periodos de incubação compatíveis.

    Há também situações muito estranhas, por exemplo, dentro dos Chromaphyosemion existem peixes que, embora fisicamente identicos, provêm de zonas distintas e recusam-se a cruzar entre si! Talvez apresentam marcas distintas ao nível químico.

    Miguel

    #236074

    nelsonfpm
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    Isto surgiu-me porque além dos Nothobranchius que falei, li recentemente um texto em que se falava em criar no mesmo aquário sem hibridações A. joergenscheeli e A. ocellatum ou A. citrineipinnis (já não tenho a certeza qual das 2 é) e quando fui pesquisar a origem delas vi que coabitam nos mesmos locais.

    Pode-se dizer então que é “seguro” a manutenção de espécies simpátricas no mesmo aquário sem riscos de hibridação? Tirando casos em que a hibridação seja conhecida como os Fundulus que o Miguel falou.

    Abraço
    Nelson Meneses

    #236075

    Miguel Figueiredo
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    Um bom principio é nunca manter em aquário as espécies que se possam remotamente cruzar.

    Mas é só um bom principio, é sempre algo que se pode tentar, para aprender coisas.

    Sinceramente não faço ideia se essas espécies em particular se cruzam. Lembro-me de ler um velhinho livro de Jorgen Scheel em que ele cruzava sistematicamente diversas espécies de Aphyosemions para tentar perceber o seu grau de parentesco. Muitos desses cruzamentos produziam ovos inférteis, outros produziam hibridos inferteis, outros ainda produziam hibridos de fertilidade reduzida e finalmente havia casos em que a descendencia era fértil.

    Miguel

    #236076
    Luís Oliveira
    Luis Oliveira
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    Olá,

    Na minha opinião é de evitar qualquer possibilidade de hibridação. A não ser que se pretenda fazer alguma pesquiza, como no caso do Jorgen Scheel, referido pelo Miguel.

    Um dos grandes problemas que eu vejo, mesmo que a reprodução se viabilize, tem a ver com a oferta a amigos da descendência. Não nos podemos esquecer que distinguir fêmeas de Aphyosemions por exemplo, é tarefa praticamente impossível.

    Abraço,

    Luis Oliveira

    #236077
    Gonçalo João Barreto Costa
    Gonçalo Costa
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    Estou a colaborar num trabalho q visa caracterizar os barbos do Guadiana, em que 4 spp diferentes de Luciobarbus: L. sclaterii, L. comizo, L. microcephalus e L. steindachnerii coabitam na mesma bacia e estamos a ver se existem hibridos entre estas espécies todas!

    #236078
    João Paulo Dam. Miranda
    paulo miranda
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    Boas,

    Por vezes surge sempre a intenção de pesquisar e muito bem como os nossos peixes vivem, e se esquece-mos um grande promenor que é a parte da hibridação!!!

    Temos X-V-X=Y…………  ???

    Atenção!!
    Quem entra neste hobby, têm por obrigação ler todos os dados e objectivos de interesse que associação tem demostrado ao longo dos anos…..

    Quero dizer, que por norma, quem tem killies em reprodução ou por bem parecer, deve sempre ter em conta a sua qualidade de vida, que consta em sua manuntenção e por fim a sua peservação da mesma….

    O que acontece em certos bioptos de apy. nothob. e por fim simp. (em que este passou a
    Hypsolebias) ao viverem em comum têm a particulariedade de ter um “nível químico” muito elevado, já citado aqui… O que faz que as espécies em casa com enorme “stress” possam deixar esse “tipo” de lado para trás…. E vejamos “machos desesperados por fêmes” etc……….

    No meu caso:

    Já tive em tempos 15 populações simp. (Hypsolebias)
    12 de aphy bualanum
    20 de fundulopanchax
    7 de nothobranchius, etc….

    Imagina! Pois tive baixas de muitas… O que acontece em cativeiro se fosse-mos misturar….? Hibridação absoluta!…

    Finalizo com estas palavras………..

    A NATUREZA NOS DÁ VIRGINDADE, NÓS…. É QUE DA-MOS CABO DELA  ???…!!!

    Abraço,

    #236079

    nelsonfpm
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    Boas,

    Eu tenho evitado ter mais do que uma população por espécie já para evitar enganos e sempre que tenho um peixe que não tenho a certeza de onde veio, principalmente fêmeas, vai logo para um comunitário que tenho. E nesse comunitário já nasceram híbridos de um macho de F. mirabilis traudeae e de uma fêmea F. nigerianus, por sei que a hibridação é possível.

    Agora pergunto, se fêmeas de Aphyosemion são tão difíceis de distinguir, como é que o fazem quando acabam uma viajem de colecta com os peixes stressados e com as cores pouco definidas? Pelo que vejo, uma população que teve origem em um só casal capturado, e onde existem mais espécies do mesmo genero, ser constituído por espécies diferentes e sendo assim todos os descendentes serem híbridos é bem possível de acontecer.

    Abraço
    Nelson Meneses

    #236080
    Alberto Reis
    Alberto Reis
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    Em 2005 capturei na mesma poça (Castillos) do Uruguai 5 espécies de killies (e já foram lá descritas 6…). Nunca hibridaram nem na Natureza nem em cativeiro. Já fiz a experiência de manter no mesmo aquário killies simpátricos e recolher os ovos todos. Tive nascimentos de todas as espécies recolhidas e consegui vários ciclos sem problemas.
    A arte é saber distinguir fêmeas do mesmo género, mas no caso das Austrolebias isso não me causou problemas…
    Abraços
    AR

    #236081

    nelsonfpm
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    Alberto, apenas por curiosidade, ainda te lembras que espécies eram?

    Abraço,
    Nelson Meneses

    #236082

    Marco Nelson
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    boas!

    este tópico interessa-me porque tambem estou interessado em fazer um comunitario, era porreiro ter umas quantas especies que desovassem da mesma maneira, que tivessem o mesmo tempo de incubaçao e nao se corra o risco de nascerem hibridos,  quem tem mais conhecimento podia fornecer 2 ou 3 listas de killis que possam coexistir no mesmo aquario com as mesmas condiçoes sem correr riscos…..

    tenho aqui 1 livro de aquariofilia  em que tem umas paginas de killies e nas fotos do comunitario que estavam a montar no livro eles tinham em conjunto o Aphyosemion australe e Epiplatys dagety,  cerca de 3cm de turfa no fundo e bastante Mirofilio vermelho palntado.
    concerteza haverá mais peixes a poder coexistir!

    abraço
    Marco

    #236083
    Paulo Alves
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    Olá

    A existência de hibridos nas condições artificiais de aquario não é de admirar, na natureza são raros e trata-se muitas vezes de “especies” que na realidade são uma mas que em areas geograficas diferentes são consideradas como sendo diferentes mas quando em contacto vê-se que são muito proximas e na realidade são a continuação da outra. Enquadra-se aí o exemplo dado pelo Miguel Figueiredo.
    Quanto mais diferentes forem as especies menor será a possibilidade de cruzamento, se tivermos Epiplatys e Aphyosemion, por exemplo, a possibilidade de hibridação é praticamente nula. Para menorizar as possibilidades evitar ter especies do mesmo genero juntas embora um exemplo de ter no mesmo aquario a reproduzirem-se duas especies, sem problema, com a vantagem de só usar um aquario e terem o mesmo tempo de incubação, é o caso dos A. nigripinnis e A. belloti. É uma situação classica, na Natureza são simpatricos, e evita-se algum trabalho. Isto para anuais sul americanos mas existem imensas outras possibilidades, tantas que não vou pôr lista, seria interminavel.

    Abraço
    Paulo José

    #236084
    Luís Oliveira
    Luis Oliveira
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    Olá a todos,

    Concordo com a grande maioria das afirmações aqui feitas. São na maioria pontos de vista com que me identifico.

    Mas não são as informações que quero contestar ou reafirmar. O que quero lembrar é que as informações aqui colocadas servem muitas vezes como princípios orientadores a quem se inicia na killifilia.
    Há membros da APK com renome killiófilo internacional que funcionam com líderes de opinião. O que lhes trás uma responsabilidade acrescida, sobretudo se entendermos o fórum como um meio de formação para os killiófilos mais novos.

    O quero transmitir é que uma verdade que é possível  aplicar por um killiófilo experiente, pode-se tornar muito perigosa para quem se está a iniciar. Sobretudo quando se apontam soluções aparentemente muito fáceis de aplicar…

    Concretamente estou a falar da utilização de mais de uma espécie por aquário. É possível, é verdade que é possível, mas as consequências? Até tremo só de pensar na sua banalização.

    Outra situação preocupante é o perigo da banalização dos nomes, esquecendo-se populações e códigos de coleta e até mesmo do nome da espécie. É fácil esquecer/perder os dados recebidos e é fácil entregar um casal dizendo simplesmente que é um striatum, por exemplo. Quantas vezes não encontrei esta realidade!

    É por isso que eu peço a todos os que escrevem que não se esqueçam de aplicar uma atitude pedagógica. Ok, eu faço assim, existe esta vantagem, mas também existe este risco e este perigo!

    Mais uma vez saliento que esta é a minha opinião pessoal e não representa a posição da APK.

    Um abraço,

    Luis Oliveira

    #236085
    António Castro
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    Vivam.
    Só gostaria de acrescentar que quando se aplica a técnica de duas ou mais espécies por aquário, se torna dificil, para não dizer impossível, distinguir/separar os ovos desses peixes… o que se tornaria pouco agradável quando se troca/dá uma turfa de ovos misturados.
    Cps
    A. Castro

    #236086

    Marco Nelson
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    boas  novamente!

    eu sei que o maior medo na killifilia é criar hibridos e estragar as linhagens originais, mas pelo  que estou a perceber se trabalhar-mos com especies de familias diferentes nao corremos esse risco, no caso dos Aphyosemion australe e Epiplatys dagety (vou falar destes porque é os que tenho conhecimento) imaginem ter 1 casal de cada especie num aquario apenas, o tempo de ecolosao dos ovos é muito semelhante por isso da para trabalhar com as 2 especies sem stresses, depois da recolha dos ovos e de os ovos ecolodirem é so esperar que eles cresçam o suficiente para poder distinguir as especies, as femeas dos dagety e as femeas dos australe sao completamente diferentes uma  da outra, logo nao seria dificil separar ambas as especies, e os codigos de colecta continuariam a manter-se…
    como é obvio nao se vai poder trocar ovos ou alevins  do comunitario so msm peixes mais grandinhos….

    certo?!

    abraço

    Marco

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