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  • #217775
    Duarte Gonçalves Frade
    DuarteFrade
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    Descobri este conceito ontem na Internet ao pesquisar sobre Fundulus e decidi partilhar, até porque o Fundulus pelos vistos saem bem por esta técnica nos EUA. Na prática consiste na pesca, normalmente com posterior devolução ao rio, de peixes com menos de 15 cm, usando para isso material especializado, com anzóis e isco muito pequenos. Pelos vistos é um hobby vulgar e bastante popular no Japão e tem ganho popularidade noutros sítios. Chegam a sair Gambusias, pelos vistos. Não sendo provavelmente o método ideal para a maioria dos killies, poderá, quiçá, ser usado em situações em que outros métodos de colecta não sejam aplicáveis. Eu, por mim, hei-de experimentar para tirar umas fotos.
    Aqui ficam uns sites com mais informação. Os dois últimos têm fotos porreiras de Fundulus:
    http://www.examiner.com/article/micro-fishing-is-hitting-georgia
    http://microfishingintheuk.wordpress.com/
    http://www.micro-sportfishing.com/pages/about-micro-sport-fishing
    http://thoseotherfish.wordpress.com/
    http://micro-fishing.com/
    Apropriado para a colecta de killies ou não, fica a sugestão.

    Cumps,

    Duarte Frade

    #235020
    José Cristiano
    José Cristiano
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    • ★★

    Boas

    Sim, os últimos 2 sites têm mesmo boas fotos.

    O site micro-fishing.com também mostra um tanque (photo-tank) em forma de V, que feito a uma escala mais pequena
    poderá ser útil para as nossas fotos caseiras…

    Obrigado pela partilha

    #235021
    Vítor Vieira
    Vitor Vieira
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    Viva.

    Lembro-me de há perto de 40 anos os meus primos de Aveiro usarem este tipo de equipamentos para pescarem ruivacos nas valas de água na zona da Pateira de Fermentelos. (nesse tempo havia peixes de todos os tamanhos e com fartura em todos os riachos ou valas e numa tarde enchia-se um balde de peixes com 3 a 10 cm de comprimento)
    Os anzóis com cerca de 5 mm de comprimento e dois ou 3 mm de largura eram iscados com pequenos pedaços de minhoca de terra. A sediela (como era conhecida na altura) ou linha de pesca era muito fina, cerca de 0.07 o que se dava origem a se não houvesse muito cuidado a partir-se muito facilmente ou pior a ficar toda ensarilhada.
    Agora imaginem o que eram empatar anzóis desses com este tipo de linha…

    Não sei se servirá para pescar killis mas fica o meu obrigado ao Duarte Frade por pelo menos me fazer relembrar os meus tempos de meninice.

    Abraço.

    #235022
    Duarte Gonçalves Frade
    DuarteFrade
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    Na pateira de Fermentelos agora há mais jacintos-de-água que ruivacos. Tiveram mesmo de mandar vir uma ceifeira aquática do Canadá para impedir que eles cobrissem toda a superfície da lagoa.

    #235023
    José Cristiano
    José Cristiano
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    • ★★

    Ainda hoje guardo anzóis e sediela que usava para pescar no poços, barreiros e mesmo na pateira de fermentelos.
    Não querendo exagerar mas penso que os anzóis eram metade do tamanho que o Vítor relatou.

    Ruivacos, pimpões, carpas, esgana-gatas, tudo o que vinha ia para aquário…

    Ainda hei-de tentar empatar esses anzóis, mas certamente com a ajuda de uma lupa 😀

    Abraço

    #235024
    Luís Oliveira
    Luis Oliveira
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    • ★★★★

    Olá,

    Há já alguns anos dediquei-me à pesca de competição. Era normal usar o anzol n.º 26 e fio 0,06 para pescar bocas com medida legal.
    Na barragem da Aguieira pescava-se na altura uns bordalos minusculos e era uma pesca de velocidade. Os peixes não eram retirados do anzol, perdia-se tempo, eram sacudidos para dentro de uma manga de rede. Bons tempos…

    Mais tarde foi a moda da pesca à perca-sol, com recordes de 30 kg em três horas de pesca e com a ponta dos dedos a ficar em sangue, picados pelas barbatanas. Tou mesmo velho…

    Agora, este tipo de pesca não me entusiasma minimamente, a não ser para fins muito especificos. Até porque nos rios os peixes têm uma medida minima legal para captura. Há que garantir que cheguem a adultos e se reproduzam.

    Mas gostei de rever alguns peixes já pescados por mim e talvez possa ser considerada uma hipotese de abordagem em Castro Marim. Se a guarda não vir…

    Um abraço,

    Luis Oliveira

    #235025

    nelsonfpm
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    Boas,

    Quando vou à pesca uso anzóis desse tamanho, mas tenho que usar fio mais grosso, isto porque por vezes ainda aparecem uns peixes de tamanho razoável, mas é normal apanhar góbios de 3/4 cm.

    Em Castro Marim, basta um fio agarrado ao dedo. Não dá nas vistas e é fácil de esconder…

    Abraço,
    Nelson Meneses

    #235026
    Ricardo Nuno Silva Cardoso Santos
    Ricardo Santos
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    Eu apanhava há uns anos nos molhes da Figueira da Foz petinga e uns peixitos chamados camarão de Aveiro. Aquilo era só mergulhar o aparelhito com uns 6 ou 8 anzóis, mexer para cima e para baixo umas poucas de vezes e recolher! Comi muita petinga em pasta à pala desta técnica!

    Ricardo

    #235027

    Miguel Figueiredo
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    Onde apanhavas os Esgana-Gatas?

    Ainda existem?

    Miguel

    Ainda hoje guardo anzóis e sediela que usava para pescar no poços, barreiros e mesmo na pateira de fermentelos.
    Não querendo exagerar mas penso que os anzóis eram metade do tamanho que o Vítor relatou.

    Ruivacos, pimpões, carpas, esgana-gatas, tudo o que vinha ia para aquário…

    Ainda hei-de tentar empatar esses anzóis, mas certamente com a ajuda de uma lupa 😀

    Abraço

    #235028
    Pedro Miguel Santos Pereira Rodrigues
    Pedro Pereira
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    Olá. Estive a ver os sites que puseste e alguns vídeos e fiquei ainda com uma questão. Os peixes recuperam a 100% depois da captura?
    Já agora vou pôr um vídeo da lista de reprodução do youtube do site micro-fishing.com que é a captura de um Fundulus notatus (Segundo o título do vídeo, mas como nunca vi a espécie não posso ter a certeza):

    [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=L1AYKVl3-qs[/youtube]

    #235029
    Duarte Gonçalves Frade
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    Pedro,
    Em geral, creio que sim, que os peixes recuperam bem. É verdade que podem ocorrer alguns danos à boca, ou mesmo de outras partes do corpo, dependendo do anzol e da forma como o peixe é retirado da água e manuseado. Mas posso-te dizer por experiência própria que aqui há uns anos cheguei a manter em aquário durante uns meses umas percas-sol que pesquei no Mondego com anzol e não tive problemas. Mas também é verdade que há alguns peixes que são mais sensíveis que as percas-sol.

    Miguel,
    Num livro editado pela Câmara de Aveiro e escrito por investigadores da UA chamado “Peixes da Ria de Aveiro”, o esgana-gata está classificado como espécie residente lagunar, se não estou em erro (não tenho aqui o meu), e têm algumas indicações específicas sobre o o habitat preferencial da espécie na Ria. Não é grande informação, eu sei, e posso-te dizer que nunca apanhei o bicho. Já agora, por curiosidade, já vi referências a duas espécies de esgana-gata em Portugal, o Gasterosteus aculeatus e o Gasterosteus gymnurus, e sabe-se que há bacias hidrográficas na Europa onde ocorrem as 2 espécies, ainda que em habitats diferentes. Eu sei que a pergunta não foi para mim, mas não resisti.
    Cumps,

    Duarte Frade

    #235030

    Miguel Figueiredo
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    Duarte:

    O esgana-gata é um peixe antigo e que residirá há vários milhões de anos na península. As populações portuguesas podem apresentar (ou não) uma variação genética considerável. Uma futura análise talvez reserve surpresas. Recordo que foi apenas graças a testes genéticos que se descreveu a nova espécie de ruivaco – o Ruivaco do Oeste (Achondrostoma occidentale) há quatro anos atrás e que atualmente está limitado à Ribeira de Alcabrichel e ao Rio Sizandro.

    O esgana-gata identificado como existindo em Portugal é o Gasterosteus gymnurus, em princípio ocorre nestas regiões: http://exsitu.quercusancn.pt/images/stories/conteudo/2008_11/122806843166601.jpeg

    Eu só o encontrei na bacia do Rio Mira mas, até há poucas décadas, existia aqui mesmo na margem sul, na Ribeira de Coina. Extingiu-se, talvez devido à poluição ou à competição com a gambusia.

    Tenho curiosidade em encontrar outras populações de esgana-gata, para saber se, visualmente, são diferentes.

    De qualquer modo uma análise genética exaustiva de tudo o quanto é peixe de água doce de Portugal é certamente algo que será feito em poucos anos e que, possivelmente, permitirá identificar mais umas quantas espécies. Ainda há poucos meses foram identificadas mais três espécies de lampreias portuguesas, todas “critically endangered”.

    Aqui não se trata de uma abordagem à Wilson Costa: não há um “splitter” compulsivo mas a constatação genética de que estes peixes são muitíssimo distintos: embora possam ser visualmente parecidos, a sua diferenciação genética chega a ser superior áquela que separa o homem do chipanzé.

    Miguel

    #235031
    Duarte Gonçalves Frade
    DuarteFrade
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    Miguel, se tiver a sorte de encontrar o bicho eu aviso. Pode-se sempre perguntar aqui no laboratório de Hidrobiologia do ICBAS.

    #235032

    Miguel Figueiredo
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    Obrigado, e se perguntares… pergunta-lhes também onde encontrar vallisnerias, ando há mais de 10 anos à procura delas, em teoria deveriam existir em Portugal. Já as encontrei em África e na América do Norte, aqui pelo nosso país, após uns 15 anos de buscas… nem uma folhazinha! 🙁

    Bom, expectuando uma vez que encontrei uma V. gigantea… Houve um tal aquariofilista de Portalegre que a levou expressamente do aquário, numa expedição a Montalegre, para me pregar uma partida…

    Miguel

    Miguel, se tiver a sorte de encontrar o bicho eu aviso. Pode-se sempre perguntar aqui no laboratório de Hidrobiologia do ICBAS.

    #235033
    Paulo Alves
    Paulo José Alves
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    Miguel

    Eu vi Vallisneria na ribeira de Coina há uns 15 anos, não faço ideia se ainda lá existe, é uma ribeira que muda muito de coberto vegetal de ano para ano.
    A Vallisneria que se denomina de “gigantea” é na realidade a V. americana.
    A questão da variabilidade genetica é controversa,o ponto é quando passa a ser uma especie distinta, qual é a distinção genetica que justifica o “salto” de variação local para o status de especie de forma justificada. Estamos numa epoca em que tudo justifica o status de nova especie, o “SuperSplitismo”! Na minha modesta opinião levou-se esta tendência a um extremo ridiculo, há imensas novas especies que o não são de facto. Se analisarmos geneticamente um português e um bulgaro vamos inevitavelmente achar diferenças geneticas mas será isso suficiente para descrevermos especies diferentes? Só como piada, no entanto é isso que se passa na descrição da fauna nomeadamente na ictiologica.

    Abraço
    Paulo José 

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