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Castrokillies.
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01/07/2014 às 10:59 #218251
Bom Dia!
Ao contrário do que sucedeu com a minha espécie de diapteron preferida, os Cyanosticum, para minha total frustração, não consegui sequer coletar ovos viáveis, tendo, entretanto, perdido os reprodutores. Com o casal de Georgiae, que também me foi oferecido no final do verão passado, fui mais bem sucedido, tendo tido a possibilidade de recolher, ao longo dos vários meses de inverno, e com uma temperatura por volta dos 20º, várias dezenas de ovos.
Esses ovos que, entretanto, eclodiram sem quaisquer problemas, resultaram em alevins com um desenvolvimento excecional, bem patente no vigor dos seus movimentos e na textura das suas barbatanas, sempre muito abertas e perfeitas.
Quando já os tinha rotulado de fáceis e, inclusive, comecei por distribuir alguns exemplares a colegas, detetei, num dos aquários onde estavam cerca de 10 jovens, já com um tamanho próximo de 1,50 cm, o aparecimento de alguns peixes com as caudas afuniladas em relação à extremidade (em V) e com sintomas de estarem gravemente doentes (moviam-se com dificuldade e não se alimentavam com a mesma avidez).
Em poucos dias, todos os exemplares presentes no aquário manifestaram os mesmos sintomas e, numa semana, apesar de duas vigorosas mudas de água que implementei, já não restava um único para amostra. O aquário tinha um filtro e várias plantas, a temperatura e os parâmetros da água estavam iguais aos que sempre tive… Na verdade, não percebi o que tinha sucedido. :-
Foi com alguma apreensão que acompanhei a chegada a “fase a jovem” do segundo grupo de alevins. Estes estavam num aquário mais pequeno (tipo aquário de exposição), sem filtro e apenas com algum musgo de java. Para meu espanto, todos os sete chegaram à fase adulta e, excetuando o fato de serem quase todos machos, sem quaisquer problemas.
Voltei a estar confiante nas minhas capacidades de criador e reservei ao terceiro grupo de alevins, cerca de quinze exemplares, um aquário de trinta litros com muito musgo e fetos de Java, plantas flutuantes e um filtro. O chão do aquário encontra-se quase coberto de folhas de castanheiro.
Imaginem a minha deceção 😛 quando, após cerca de dois meses de permanência no aquário, sem apresentarem, até aí, quaisquer problemas e com os peixes já com cerca de 1,50cm, mais uma vez em fase de pré-adultos, voltam a apresentar os mesmos sintomas que ocorreram no primeiro grupo.
Na verdade, esta não foi a única espécie com que me aconteceu algo idêntico. Já me ocorreram os mesmos sintomas em aquários com jovens Nothobranchius, Aphyosemion castaneum, A. plagitaenium, A. campomaanense e até Fundulopanchax gardneri” Lafia Gold “. Mas, em muitos desses casos, consegui, através de consecutivas mudanças de água, reverter os sintomas. Além disso, estou a falar em situações pontuais, entre um leque de muitas situações bem sucedidas.
No caso dos Diapteron georgiae, o que me leva a pedir aqui a vossa opinião é o facto de, em três criações, apenas uma ter sido bem sucedida e as situações que ocorreram terem sido excecionalmente fulminantes. 🙁
Cumprimentos,
Aníbal Coelho01/07/2014 às 12:07 #238213Boas
Verifica com uma lupa se eles não têm odiniun.
Nos nothobranchius acontece muito.
A mim aconteceu-me o mesmo com os abacino.
Nos diapteron isso segundo dizem é frequente.
Qual a temperatura a que estavam.
Um abraço01/07/2014 às 15:24 #238214Olá,
Já tive por várias vezes um problema semelhante. Só que eu tenho identificado a causa. Normalmente distração com os cuidados com a água. Não perdoam. Os últimos foram oito Aph. fulgens. Estranhei não comerem a comida viva. Quando fui ver estavam todos mortos. No vosso caso não sei!
Já me morreram por mudas de água, por mexer nos aquários e nos mops. Por isso nunca os tenho garantidos. Tenho um casal que o macho quando mexo no mop, fica de barriga para cima, com os opérculos bem abertos e a respiração acelerada. Até agora tem recuperado. Já pensei em dar-lhe um tranquilizante. O gajo ou é muito medricas ou muito nervoso.
Agora a sério, normalmente as mortes são em cadeia e muito rápidas. Como o Zé diz, tenta um produto contra o Oodinium. Talvez resulte, mas duvido.
Abraço,
Luis Oliveira
01/07/2014 às 23:45 #238215Sô Presidente
Se calhar amansou-o e ele quer que lhe dê festas na barriga ;D03/07/2014 às 14:54 #238216Viva!
Desde já, obrigado pelas vossas respostas!
Em relação ao Oodinium, tenho a ideia que nunca é “uma causa”, mas sim “ uma consequência”, isto é, o Oodinium não é um problema por si, é algo que só se manifesta se os peixes estiverem, de alguma forma, debilitados por ação de outros fatores, como, por exemplo, a má qualidade da água. Em tempos conheci um aquariófilo, muito pouco ortodoxo, diga-se, que só resolvia fazer mudas de água no seu aquário de grandes ciclídeos, quando os peixes começavam a apresentar “pontos brancos” :D.
A temperatura do aquário ronda os 24º, o que, embora seja um pouco elevado para diapteron, penso que também não será por aí.
Sendo assim, resta o suspeito do costume, 8) as más condições da água. Embora me custe a acreditar, porque tenho feito as devidas mudanças de água, o aquário tem filtro, imensas plantas e os peixes são alimentados praticamente só com comida viva. No fim-de-semana vou ver se consigo medir os parâmetros.
Cumprimentos,
Aníbal Coelho03/07/2014 às 17:54 #238217Vivam.
Anibal, essa comida viva é artémia?
Cps
A. Castro03/07/2014 às 18:13 #238218Anibal boas
Pois eu acho que é mesmo pela temperatura, muitos dias seguidos a 24º, pelo menos aqui por baixo.
Eu enquanto não tiver ar condicionado na divisão não me meto mais com esses bichos.
Um abraço Amigo03/07/2014 às 19:32 #238219Olá mais uma vez,
Já mantive Diapterons a essa temperatura e até um pouco mais elevada.
Só que mantinha-os às escuras e praticamente não comiam. A ideia era baixar o metabolismo ao máximo, pois acho que um dos problemas dos diapetons, com temperaturas elevadas, tem a ver com a dificuldade em fazerem as digestões.Depois do verão estavam muitíssimo magros, mas vivos. No entanto, não aconselho esta opção de modo nenhum.
Aníbal, não creio que no teu caso tenha a ver com a qualidade da água 😉
Um abraço,
Luis Oliveira
04/07/2014 às 09:56 #238220Viva!
Eu penso que não será da temperatura, porque um outro grupo de Georgiae de menor idade (com cerca de 1cm) e os adultos que mantenho, embora estes desde meados da primavera tenham deixado de depositar ovos, mantêm-se aparentemente saudáveis.
Castro, o grupo de Georgiae que teve este problema ( eu disse “teve”, porque entretanto já só restam 2 ou 3 ) 🙁 alimentava-se de artémia eclodida, enguias do vinagre, grindal e enquitréias juvenis. Estava agora a inicia-los na alimentação de artémia congelada ( mas ainda colocava no aquário quantidades ínfimas deste alimento).
Cumprimentos,
Aníbal Coelho04/07/2014 às 17:53 #238221Vivam.
Como é sabido, os Diapteron são um grupo nada fácil de manter e
não aceitam deslizes na manutenção…
Ao introduzir comidas vivas no aquário, deve-se ter em atenção que as
mesmas, não sendo ingeridas, ficam no aquário a contaminar a água se
não se tiver o cuidado de efectuar mudas de água mais frequentes…
Também se deve ter cuidado com as temperaturas da água de muda; esta
não deve estar mais quente nem mais fria do que a que está no aquário…
Não se esqueçam que mudas de água de 10%, num aquário de 17 a 20 litros,
significa 1,7 a 2,0 litros.
Cps
A. Castro04/07/2014 às 21:34 #238222Olá,
Como sempre tenho dito “a melhor técnica é aquela que resulta melhor, quando aplicada por nós”.
Isto tem a ver com a mudança de água. Quando em alevins faço-o diariamente, com o sistema de gota a gota, usando um fio de lã. Aproveito sempre para aspirar o fundo e eventuais impurezas que vejo em suspensão.
Depois altero para 50% de troca de água, usando um tubo fininho, usado para aplicação do soro. Quando um pouco maiores a água vem directa do depósito, mas com a torneira praticamente fechada. Continuo sempre com mudas de 50%.
Como sabem, uso água de osmose ou da chuva. Atualmente estou a usar muito as pinhas de amieiro. Tudo a olhómetro.
Praticamente só uso comida viva. Nos alevins, a artémia recém nascida e que não é consumida é terrível. Daí eu usar uns bons caracóis.
Com que me dou muito mal é com os microvermes. Faço a diluição do que recolho e volto a diluir. Procuro dar poucos de cada vez, mas já tive vários desastre depois de os usar. Eu evito e uso e abuso da artémia recém eclodida. A morta é aspirada no dia seguinte. Quando não o faço, pago as favas…Abraço,
Luis Oliveira
09/07/2014 às 18:12 #238223Viva!
É com algum embaraço :-[ que coloco aqui o valor dos nitritos que o teste à água do aquário revelou: “NO2 – 0,5 mg/L” .
Penso que está mais que justificada a hecatombe no aquário dos infelizes Georgiae e peço, desde já, desculpa a todos, porque, na verdade, não teria aberto este tópico se, previamente, tivesse analisado a água e detetado o problema atempadamente. Não o fiz porque estava realmente convencido que estaria a ter uma prática de manutenção do aquário correta e, pensava eu, o problema nunca poderia vir por aí. O excesso de confiança foi, neste caso, inimigo do sucesso e, daqui para a frente, terei de ser muito mais cuidadoso.
No entanto, ainda não desmontei o aquário. Vou querer verificar como é que ele se comporta sem quaisquer resíduos alimentares. Resta-me ainda a desconfiança de que o manto de folhas de castanheiro que cobre o fundo e o tronco com fetos de java, que faz parte da paisagem do aquário, possam, eventualmente, estar na origem do problema. Note-se que a existência destes elementos no aquário, não me impediam de regularmente aspirar os detritos que se acumulavam no fundo.
Cumprimentos,
Aníbal Coelho09/07/2014 às 21:22 #238224Olá Aníbal,
Mal para os teus Georgiae, mas ainda bem que abriste o tópico. Deu para ler várias opiniões e eu considero o tópico bastante pedagógico, até pela tua conclusão.
Como eu disse, tenho também desastres com eles. Só que eu já tinha identificado, nos meus casos concretos, a causa do problema.
Obrigado pelo tópico,
Luis Oliveira
10/07/2014 às 17:53 #238225Vivam.
A partir deste tópico, na minha opinião, pode-se aferir que não há espécies
mais ou menos difíceis, mais ou menos complicadas. O que há são espécies que permitem
mais ou menos rigor, nas manutenções dos aquários em que se encontram. É por esse motivo
que é recomendado aos iniciantes da killifilia começarem por espécies que aceitem menos
rigor na manutenção.
Mais admirados ficamos quando ouvimos relatos das condições em que os killies se
encontram na natureza, em poças frequentados por animais onde se banham, defecam, bebem…
e os peixes continuam lá, ano após ano!…
Cps
A. Castro -
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