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Home Forum APK Killifilia Killies Nova espécie do género Valencia descrita

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  • #218217

    Nuno Janardo
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    Boas a todos!

    É com grande felicidade que venho aqui divulgar a recém descrita Valencia robertae, a nova espécie pertencente ao género Valencia o qual era até à data composto apenas por duas espécies: o Valencia hispanica, com distribuição restrita à costa mediterrânica de Espanha, e o Valencia letourneuxi, com distribuição entre a Albânia e a Grécia. Aqui deixo alguns artigos relacionados com o tema:
    http://www.seriouslyfish.com/new-killifish-from-greece/
    http://www.pfeil-verlag.de/04biol/pdf/ief24_4_01.pdf

    Agora digam lá se os killis endémicos da Europa além de terem uma biologia interessantíssima também não são duma beleza notável? 😉

    Abraço
    Nuno

    #238086
    Francisco Agapito Redondo
    Francisco Redondo
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    • ★★★

    Obrigado Nuno por partilhares

    Abraço

    Francisco Redondo

    #238087
    Luís Oliveira
    Luis Oliveira
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    • ★★★★

    Olá,

    Obrigado Nuno pela informação.

    Muito interessante para quem se interessa pelas espécies europeias. Curioso descobrir-se uma nova espécie na Grécia.

    Abraço,

    Luis Oliveira

    #238088
    Duarte Gonçalves Frade
    DuarteFrade
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    Interessante também é que todos os espécimes analisados na descrição foram peixes de cativeiro descendentes de uma colecta inicial nos anos 90.

    #238089
    Paulo Alves
    Paulo José Alves
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    Olá

    Claro que esta como muitas das novas especies europeias, e nos ultimos 40 anos foram descritas mais de 300(!?), são na minha modesta opinião de validade duvidosa mas vivemos numa epoca de splitismo delirante.

    Abraço
    Paulo José

    #238090

    Nuno Janardo
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    Olá

    Claro que esta como muitas das novas especies europeias, e nos ultimos 40 anos foram descritas mais de 300(!?), são na minha modesta opinião de validade duvidosa mas vivemos numa epoca de splitismo delirante.

    Abraço
    Paulo José

    Olá

    Paulo, nesse aspeto concordo contigo houve um boom de descrição de espécies novas no continente europeu, contudo acho que quando são feitas análises de carácter genético aí sim se podem considerar realmente espécies novas sem grande margem de dúvida. Outro fenómeno que também não deixo de achar curioso é o facto de se partir automaticamente para a criação de uma espécie inteiramente nova e não a criação de uma subespécie, contudo não me posso pronunciar muito sobre isso pois não possuo conhecimentos de taxonomia suficientes para saber quais os critérios necessários para que se catalogue um ser como pertencente a uma subespécie e não a um a uma espécie distinta.
    Neste caso, efetivamente vejo algumas diferenças de coloração e de formato de barbatanas das populações classificadas como Valencia robertae em comparação com as Valencia letouneuxi, contudo sei que o aspeto per si não deve ser um elemento de peso na catalogação de uma espécie inteiramente nova.

    Abraço
    Nuno

    #238091
    Paulo Alves
    Paulo José Alves
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    Nuno

    Por alguma razão na classificação de peixes poucas vezes é usada a figura da subespecie, avançam logo para especie. Uma das razões sem duvida é que aparecer como autor de uma nova especie é outra coisa… Sobre as diferenças geneticas para mim a questão é partir de que ponto é que as diferenças geneticas justificam o eregir de especies. O meu vizinho tem algumas diferenças geneticas comigo, se comparar com alguem de Espanha ainda mais, com alguem da Turquia muito mais e se chegar à China ou ao Congo consideravelmente mais, no entanto eles não são de especies diferentes, para um taxonomista actual de peixes concerteza que seriam. No futuro todo o conceito de especie Lineano terá que ser revisto.

    Abraço
    Paulo José

    #238092

    Nuno Janardo
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    Nuno

    Por alguma razão na classificação de peixes poucas vezes é usada a figura da subespecie, avançam logo para especie. Uma das razões sem duvida é que aparecer como autor de uma nova especie é outra coisa… Sobre as diferenças geneticas para mim a questão é partir de que ponto é que as diferenças geneticas justificam o eregir de especies. O meu vizinho tem algumas diferenças geneticas comigo, se comparar com alguem de Espanha ainda mais, com alguem da Turquia muito mais e se chegar à China ou ao Congo consideravelmente mais, no entanto eles não são de especies diferentes, para um taxonomista actual de peixes concerteza que seriam. No futuro todo o conceito de especie Lineano terá que ser revisto.

    Abraço
    Paulo José

    Paulo,

    É verdade, há sempre variações genéticas dentro de uma mesma espécie e sobretudo nós (killiófilos) podemos constata-lo na variação de coloração ou de formato das barbatanas entre diferentes populações de uma mesma espécie ou inclusive dentro de uma mesma população (o aparecimento de exemplares a que chamamos “gold” e melaníticos dentro de certas populações de uma dada espécie). Contudo quando falo em termos genéticos reporto-me mais ao genoma em si da espécie, um bom exemplo somos nós (Homo sapiens) e os neandertais  (Homo neanderthalensis) em que 99,5-99,9% do nosso genoma é partilhado embora os 0,1 a 0,5% de variação no genoma tenha repercussão suficiente em termos anatómicos e biológicos que nos distingam o suficiente para sermos considerados espécies ou subespécies distintas (há ainda quem considere que somos Homo sapiens sapiens e eles Homo sapiens neanderthalensis, contudo permanece o conceito de separação). Embora no fundo concorde contigo, o conceito Lineano de espécie tem de ser revisto pois hoje temos acesso a mais informação que lhe coloca questões do que as respostas que o conceito em si nos oferece.

    Abraço,
    Nuno

    #238093

    Miguel Figueiredo
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    O tema é ainda mais complexo dada a enorme facilidade que existe hoje em dia de se realizarem análises genéticas. Foi graças a essas análises que as últimas espécies de ciprinideos portugueses foram descritas… é que acusavam uma diferenciação maior do que entre um humano e um chipanzé e vários milhões de anos de separação.

    O máximo tempo de separação encontrado entre estirpes humanas é de 200 mil anos: a idade do nosso ancestral comum mais antigo. Portanto peixes visualmente quase iguais podem estar muito afastados.

    Por outro lado, podem  morfologicamente ser bem distintos e estarem muito próximos… como acontece com os peixes de Niassa.

    Definir o que é espécie ou nem por isso tem um certo grau de subjetividade e atualmente parece-me que a estratégia splitter está a ganhar: na dúvida separa-se. É que isto permite avaliar a biodiversidade de uma região e, com sorte, conservá-la. Ninquem quer saber se existem 4 ou 5 variedades ou subespécies de escalo em perigo pela construção de uma barragem mas dizer que 4 ou 5 espécies podem ser extintas já pode ter um peso diferente…

    Miguel

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