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Miguel Figueiredo.
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AutorArtigos
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27/07/2011 às 10:42 #216933
Há killies no exame, embora num texto sobre guppies.
http://cdn.gave.min-edu.pt/files/388/BG702_V1_F2_11.pdf
Cumps,
João28/07/2011 às 14:06 #228101Resta saber qual era o killie predador de guppies… talvez um Profundulus.
Encontro nesse exame um problema que é transversal ao nosso ensino:
É apresentado numa linguagem ultratécnica, propositadamente pouco universal e pouco intuitiva, excelente para aferir capacidades de interpretação de português mas que não avalia realmente os conhecimentos dos alunos nas matérias em questão.
As questões são criadas quase como se fossem uma equação: uma só palavra ou conceito pode mudar tudo, obrigando o aluno a estar com atenção às “fintas” e “rasteiras”.
Isto é exactamente o contrário daquilo que uma COMUNICAÇÃO deve ser: clara, simples e intuitiva.
Um aluno poderá não saber a resposta mas pelo menos deve saber qual é a pergunta.
Acho que os nossos professores perdem demasiado tempo a engendrar perguntas sofisticadas, formais e tecnicamente apuradas e menos tempo a avaliar conhecimentos reais dos alunos.
Ao que parece, espera-se que um aluno seja uma espécie de repositório de termos, definições e conceitos mas já não é importante que compreenda a relevância, o porquê e a utilidade desses termos. Possivelmente porque muitos dos professores também não o sabem.
É aquilo que eu chamo de “Conceitocracia”, um importante ramo da “Palavreadocracia” que, por sua vez é uma expressão fundamental da “Tretocracia”.
Eu diria que existe um ramo académico constantemente dedicado a inventar designações como:
- [*] Fracções Residuais magmáticas
[*] Tétrada Celular
[*] Pegmatitos
[*] Cromatídeos irmãos
[*] Quimiossintéticos e autotróficos
[*] Replicação Semiconservativa
[*] Aluminossilicatos
[/list]Espera-se um estudante qualquer do 11º ano saiba o que significam, certamente serão expressões fundamentais na sua vida…
E ai de quem não tiver na ponta da língua o que é um quimiossintético e autotrófico!
Isto lembra-me um filme português velhinho onde o cúmulo do conhecimento académico em medicina era ilustrado por saber o que significa o “Sternocleido mastoideus” (não, não é um killie).
Culturalmente não evoluimos nada.
Continuamos a fazer perguntas idiotas aos nossos alunos e a achar que são o máximo 🙂
O ensino em Portugal está a um milhão de anos luz da realidade.
É um perfeito desperdiço de recursos.
Eu, se fosse ministro da educação, criava antes disciplinas do género:
- [*] Como ter acesso ao subsidio de desemprego
[*] Como emigrar para o estrangeiro
[*] Como viver sem os bancos
[*] Como aceder à net sem gastar dinheiro
[*] Como evitar a burocracia
[/list]Pelo menos a segunda: saber como se pôr a andar para o estrangeiro será FUNDAMENTAL nas próximas gerações e deveriamos ensiná-lo quanto antes.
Miguel
28/07/2011 às 14:29 #228102Como emigrar para o estrangeiro
Essa eu já aprendi. Mas também sei o que são pegmatitos e aluminossilicatos. E uma vaga ideia do que são fracções residuais magmáticas ;D.
Abraços.
28/07/2011 às 14:36 #228103Como emigrar para o estrangeiro
Essa eu já aprendi. Mas também sei o que são pegmatitos e aluminossilicatos. E uma vaga ideia do que são fracções residuais magmáticas ;D.
Abraços.
E nem precisaste de estudar pra te pirares! ;D
Um abraço!28/07/2011 às 14:39 #228104Ola,
Com carago, tantas palavras dificeis nun sitio so 😀 😀 😀 😀
E a mim so me falta estas:
Como ter acesso ao subsidio de desemprego
Como viver sem os bancos
Como aceder à net sem gastar dinheiro
Como evitar a burocraciaNao vou morrer sem aprender 8) 8) 8)
abj
Luis Pontes28/07/2011 às 16:51 #228105Eu, se fosse ministro da educação, criava antes disciplinas do género:
- [*] Como ter acesso ao subsidio de desemprego
[*] Como emigrar para o estrangeiro
[*] Como viver sem os bancos
[*] Como aceder à net sem gastar dinheiro
[*] Como evitar a burocracia
[/list]Pelo menos a segunda: saber como se pôr a andar para o estrangeiro será FUNDAMENTAL nas próximas gerações e deveriamos ensiná-lo quanto antes.
Miguel
Passei nessa cadeira em Dezembro de 2009…
28/07/2011 às 21:27 #228106Viva Miguel
Vais-me desculpar mas aqui vou meter a minha colherada… ;D Até porque andei lá uns anitos a ensinar esses palavrões que falaste… e os quais nunca esqueci, apesar de ter deixado o ensino de miúdos do secundário (para tristeza minha :'() há mais de 5 anos.
É aquilo que eu chamo de “Conceitocracia”, um importante ramo da “Palavreadocracia” que, por sua vez é uma expressão fundamental da “Tretocracia”.
Eu diria que existe um ramo académico constantemente dedicado a inventar designações como:
- [*] Fracções Residuais magmáticas
[*] Tétrada Celular
[*] Pegmatitos
[*] Cromatídeos irmãos
[*] Quimiossintéticos e autotróficos
[*] Replicação Semiconservativa
[*] Aluminossilicatos
[/list]Espera-se um estudante qualquer do 11º ano saiba o que significam, certamente serão expressões fundamentais na sua vida…
E ai de quem não tiver na ponta da língua o que é um quimiossintético e autotrófico!
É um perfeito desperdiço de recursos.
Miguel… é um exame de Biologia e Geologia… espera-se que qualquer estudante do 11º ano saiba os significados pedidos… sem pegar na geologia (pois mais de 5 anos deu mesmo para esquecer muito dessa área) não se pode esperar que um aluno que provavelmente vai para o ensino superior não saiba o significado desses “palavrões”…
Um aluno destes chega à faculdade e não pode esperar que lhe estejam a explicar lá o que é a replicação semiconservativa ou cromatídeos irmãos… já para não falar em seres autotróficos quimiosintéticos! É óbvio que depende da área que vão seguir, mas por essa ordem de ideias também posso dizer que não preciso de aprender análise matemática se for para medicina, uma vez que vou ter é de tratar doentes e estou-me borrifando para uma derivada ou para uma primitiva!
Estás a ver o que é dois médicos a falarem um com o outro:
– O meu doente tem um enrijecimento do músculo da região anterolateral do pescoço palpável em toda a sua extensão desde a origem no esterno até à inserção na apófise mastóide do temporal.
– Ah! No esternocleidomastóideo!
(é claro que o comum dos mortais diria “está com um torcicolo” ;D ;D ;D) – mas a tal criação de “palavrões” será sempre necessária… até para um melhor entendimento entre os pares.
Em relação ao texto, acho que peca por não dar as espécies correctas, uma vez que deu o do Guppie.
Eu, se fosse ministro da educação, criava antes disciplinas do género:
- [*] Como ter acesso ao subsidio de desemprego
[*] Como emigrar para o estrangeiro
[*] Como viver sem os bancos
[*] Como aceder à net sem gastar dinheiro
[*] Como evitar a burocracia
[/list]Pelo menos a segunda: saber como se pôr a andar para o estrangeiro será FUNDAMENTAL nas próximas gerações e deveriamos ensiná-lo quanto antes.
Miguel
Eu na segunda também já vou avançado.. ainda não de uma forma oficial, mas qualquer um destes dias… 🙂
Um abraço!
Ricardo Nuno Santos
29/07/2011 às 00:25 #228107Viva Miguel
Vais-me desculpar mas aqui vou meter a minha colherada… ;D Até porque andei lá uns anitos a ensinar esses palavrões que falaste… e os quais nunca esqueci, apesar de ter deixado o ensino de miúdos do secundário (para tristeza minha :'() há mais de 5 anos.
É aquilo que eu chamo de “Conceitocracia”, um importante ramo da “Palavreadocracia” que, por sua vez é uma expressão fundamental da “Tretocracia”.
Eu diria que existe um ramo académico constantemente dedicado a inventar designações como:
- [*] Fracções Residuais magmáticas
[*] Tétrada Celular
[*] Pegmatitos
[*] Cromatídeos irmãos
[*] Quimiossintéticos e autotróficos
[*] Replicação Semiconservativa
[*] Aluminossilicatos
[/list]Espera-se um estudante qualquer do 11º ano saiba o que significam, certamente serão expressões fundamentais na sua vida…
E ai de quem não tiver na ponta da língua o que é um quimiossintético e autotrófico!
É um perfeito desperdiço de recursos.
Miguel… é um exame de Biologia e Geologia… espera-se que qualquer estudante do 11º ano saiba os significados pedidos… sem pegar na geologia (pois mais de 5 anos deu mesmo para esquecer muito dessa área) não se pode esperar que um aluno que provavelmente vai para o ensino superior não saiba o significado desses “palavrões”…
Um aluno destes chega à faculdade e não pode esperar que lhe estejam a explicar lá o que é a replicação semiconservativa ou cromatídeos irmãos… já para não falar em seres autotróficos quimiosintéticos! É óbvio que depende da área que vão seguir, mas por essa ordem de ideias também posso dizer que não preciso de aprender análise matemática se for para medicina, uma vez que vou ter é de tratar doentes e estou-me borrifando para uma derivada ou para uma primitiva!
Estás a ver o que é dois médicos a falarem um com o outro:
– O meu doente tem um enrijecimento do músculo da região anterolateral do pescoço palpável em toda a sua extensão desde a origem no esterno até à inserção na apófise mastóide do temporal.
– Ah! No esternocleidomastóideo!
(é claro que o comum dos mortais diria “está com um torcicolo” ;D ;D ;D) – mas a tal criação de “palavrões” será sempre necessária… até para um melhor entendimento entre os pares.
Em relação ao texto, acho que peca por não dar as espécies correctas, uma vez que deu o do Guppie.
Eu, se fosse ministro da educação, criava antes disciplinas do género:
- [*] Como ter acesso ao subsidio de desemprego
[*] Como emigrar para o estrangeiro
[*] Como viver sem os bancos
[*] Como aceder à net sem gastar dinheiro
[*] Como evitar a burocracia
[/list]Pelo menos a segunda: saber como se pôr a andar para o estrangeiro será FUNDAMENTAL nas próximas gerações e deveriamos ensiná-lo quanto antes.
Miguel
Eu na segunda também já vou avançado.. ainda não de uma forma oficial, mas qualquer um destes dias… 🙂
Um abraço!
Ricardo Nuno Santos
Só para acrescentar que concordo com tudo o que foi dito.Eu também tive essas cadeiras e em muitas tive pena de não ter dado mais coisas e “palavrões”, que na realidade têm um conceito e significado por trás, e que actualmente me vão dando algum jeito quer na Universidade quer noutras coisas. Até neste e noutros hobbies.
E até penso um pouco o oposto do que o Miguel Figueiredo disse. Existe é muita simplificação de muita coisa, na generalidade dos casos. E isso sim parece-me um problema.
Cumprimentos,
Sérgio
29/07/2011 às 07:57 #228108Pois, é evidente que o texto do Miguel peca por algum exagero anti-científico, algo estranho num tipo que deve saber umas centenas de nomes como Simpsonichthys papilliferus ou Scriptaphyosemion geryi :). É evidente que as coisas e conceitos têm de ter nomes e nem tudo se pode chamar José e Maria.
Onde o Miguel tem muitíssima razão é nisto:
As questões são criadas quase como se fossem uma equação: uma só palavra ou conceito pode mudar tudo, obrigando o aluno a estar com atenção às “fintas” e “rasteiras”.
Isto é exactamente o contrário daquilo que uma COMUNICAÇÃO deve ser: clara, simples e intuitiva.
Um aluno poderá não saber a resposta mas pelo menos deve saber qual é a pergunta.
Ao que parece, espera-se que um aluno seja uma espécie de repositório de termos, definições e conceitos mas já não é importante que compreenda a relevância, o porquê e a utilidade desses termos. Possivelmente porque muitos dos professores também não o sabem.
Aviso desde já que tenho em muito má conta a generalidade da classe docente portuguesa. Os que não são preguiçosos, impreparados, sem vocação ou incompetentes (são a maioria, devido ao facto de o Ministério da Educação ser há muitos anos o destino de quem terminou um curso e não arranjou um emprego “a sério”, ou seja, a sarjeta do ensino universitário português), os restantes, dizia, têm muitas vezes a mania de quanto mais alunos chumbarem melhor. Isso, do ponto de vista deles, demonstra como são “bons” professores, como o que ensinam “é muito difícil” e como só eles é que “conseguem dominar essas matérias”. Para isso recorrem aos truques a que o Miguel se referiu e outros. Em Portugal os verdadeiros professores, os que foram para a profissão por gosto e vocação, são muito poucos, sobretudo no ensino secundário. Diga-se em abono da verdade que tive alguns dos bons. Mas apanhei, realmente, muita m…a.
E não querem eles uma avaliação de desempenho. Pudera!!
Eu tive a sorte de iniciar os meus estudos universitários num curso formatado segundo o ensino americano, em lingua inglesa. Não sei com estão as coisas na actualidade, isto já foi há uns anitos, mas convido a quem puder que compare os livros de Análise Matemática (I, II e III) editados por americanos e as sebentas disponibilizadas pelos professores do Instituto Superior Técnico. A diferença quanto à objectividade do ensino é chocante.
Abraços.
P.S. É claro que tenho a certeza de que o Ricardo se encontra(va) naquela rara categoria dos professores “à seria”. E já agora, todos os outros professores frenquentadores deste fórum também ;D
29/07/2011 às 09:11 #228109Olá,
Sei que não sou o moderador deste forum, sei que sou o velho resingão, mas também sei que estamos no forum oficial da APK e que nitidamente se está a abusar.
E mais não digo para não alimentar polémicas.
Cumps,
Luis Oliveira
29/07/2011 às 09:33 #228110Olá!
Eu quis apenas mostrar que os peixinhos tinham sido finalmente contemplados, é costume serem os mamíferos. Este texto já é antigo, no original penso que refira as várias espécies, que agora eram apenas predadores diferentes.
Polémicas sobre o ensino não entro aqui. Estou mais do lado do Sérgio. E Miguel F. estás a esquecer o Programa Erasmus.
Cumps,
João29/07/2011 às 09:55 #228111João, e fizeste muito bem em iniciar o tópico, a intenção foi boa e afinal a tua contribuição foi a única relacionada com killies. Certamente que o Luis Oliveira não se estava a referir a ti, o destinatário do raspanete era eu :). De qualquer modo estamos na secção “outros assuntos” e não vejo que venha grande mal ao mundo da killifilia se de vez em quando partilharmos umas ideias sobre … “outros assuntos”.
Mas enfim, temos de respeitar a opinião dos outros (onde é que eu já li isto?) e se o meu velho, rezingão e bom amigo Oliveira não gosta que se abordem aqui esses assuntos então eu paro de abordar ;).
Abraços.
29/07/2011 às 10:41 #228112Olá Vasco,
Também não acho que fosse para mim, também não vejo mal em discutir-se “outros assuntos” de vez em quando, mas este é tão complexo e importante (e querido para mim) que acho melhor não discutir nem aqui nem em pequenas intervenções escritas.Cumps,
João29/07/2011 às 13:47 #228113Viva,
É claro que as pessosas devem saber algums termos, hiperbolizei (bastante) a questão.
Na minha área profissional também há uma quantidade de nomes esquisitos e sim, em termos de hobby, conheço o nome latino de um ou outro peixe, embora certamente nem um centéssimo daqueles que o Paulo Alves sabe. Frequentemente dou por mim a lembrar-me apenas da música: “era um Aphyosemion choted.. qualquer coisa”.
O que me irrita, é o ensino se fazer sobretudo a descarregar termos e definições (a tal Tetrocracia) em vez se basear em conteúdos.
Estudar passa a ser empinar. Ninguém explica o fundamental das coisas.
Os termos só têm significado quando, depois de nos debruçarmos num determinado campo, precisarmos deles por uma questão de facilidade linguística. NUNCA deve ser a primeira coisa a ensinar!
Lembro-me que, neste ano lectivo, no apoio que dei ao estudo da minha filha mais nova, constava a democracia ateniense.
Em que é que se baseava a matéria? Em montanhas de definições! Por exemplo: A Eclésia era a Assembleia dos Cidadãos, os Metecos eram os estrangeiros residentes, a Bulé era constituida por…., os Arcondes eram…, os Estrategos eram… a Helieia era…, o Areópago era…, etc.
As questões dos testes sobre a democracia de Atenas eram do género: Descreva o papel da Helieia e do Areópago.
Chapa 5 para quem tivesse empinado a definição. E é este tipo de avaliação que existe para perceber se um aluno sabe a matéria…
O que vai pensar uma miuda de 12 anos? “Tenho que fixar a definição de Areópago, tenho que saber quantos gajos compõem a Bulé, tenho que saber o que são Metecos!”.
Mas, depois disso, continua a não saber absolutamente nada sobre o que é realmente importante na Democracia Grega nem porque é que raio a está a estudar!
Tenho eu que lhe tentar explicar o que é que faz a diferença – e então ela diz que “mas o meu professor não falou nada disso e não sai no teste!”.
Imaginemos alguém, muito bem intencionado (existe um local que está cheio dessas intenções) e que considera – e bem – que a democracia ateniense é relevante nos dias de hoje, devendo ser estudada pelos alunos.
E depois o que fazem os CAMELOS que elaboram os programas? Decidem que estudar é Democracia Ateniense é saber o significado de “Areópago”… Que grandas mertecos!
A ÚLTIMA COISA que interessa na democracia de Atenas é que a assembleia se chamava Éclesia! Até se podia chamar de Ermengarda – e isso não interessaria para nada.
Ser um bom aluno não é empinar quandos elementos compóem a Bulé ou as regras, mais ou menos complexas, da sucessão dos magistrados.
Ser um bom aluno é compreender o que é um sistema governativo, em que medida isso afecta as pessoas no seu dia a dia e qual o impacto, na comunidade e nos seus habitantes, de uma inovação como o sistema de Atenas.
Se eu fosse professor e à pergunta “Descreva a Democracia Ateniense” um aluno meu me respondesse que era composta pela Elésia, cuja constituição era bla bla bla.. , pelos Magistrados, bla bla, pela Bulé, bla bla, pelo Areópago, bla bla bla … eu provavelmente chumbá-lo-ia: Toda a gente sabe ler a wikipédia!
Este tipo de ensino e de estudo é continuar, activamente, a não perceber peva das coisas.
Nestes casos, mais vale esquecer as BOAS INTENÇÕES e ensinar coisas realmente úteis, como separar a roupa a colocar na máquina de lavar ou como passar uma camisa a ferro.
Alguém aprendeu a passar uma camisa a ferro na escola?
Pois… mas todos aprenderam o que era a Helieia, aposto! Está nos programas de História desde os anos 70.
Alguém sabe, hoje em dia, o que é a Helieia?
Mas se vos ensinassem a passar uma camisa a ferro ainda hoje o saberiam.
Quando penso na quantidade de camisas que queimei…
Provavelmente é graças a isso que ainda temos um sector textil próspero.
Portanto, nem tudo é mau: talvez faça sentido continuarmos a gastar milhares de horas por ano a ensinar e a decorar o que é a Helieia.
Miguel
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