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Paulo José Alves.
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AutorArtigos
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05/12/2008 às 12:25 #215843
Pretendi introduzir este tópico para que se possa debater as várias correntes de opinião acerca da reprodução de killies.
Deve haver ou não a preocupação em seleccionar as espécies?
Devem existir ou não as “variedades Gold”?
Deve um criador procurar desenvolver um padrão cromático mais intenso do que aquilo que se observa na natureza ou procurar manter os seus killies como quando foram colectados?Pessoalmente, já duvido do gosto de algumas variedades encontradas na aquariofilia, fruto da selecção de criadores ao longo dos anos. Mas aí, até posso compreender já por trás está muitas vezes o intuito comercial de ter algo diferente.
Já em killifilia a minha opinião é clara, alias fundamentada pelos nossos estatutos e referenciada logo no 1.º capitulo, “A Associação Portuguesa de Killifilia tem por objectivo estimular a manutenção, propagação e preservação de Ciprinodontídeos”.
Criamos killies em que muitas espécies estão em vias de extinção ou a viver em habitats que cremos que nos próximos anos estarão igualmente em perigo.
Entendo que a killifilia poderá funcionar como um banco de espécies e o seu papel poderá, no futuro, ser fundamental.
Daí a importância dos “códigos de colecta”, daí a importância da “população”.
Por tudo isto, não posso concordar com selecção de linhagens nem com matrizes de A, B ou C.
Mas isto é, apenas, a minha opinião.
Luis Oliveira
APK0605/12/2008 às 19:23 #219994Viva.
Se me é permitida a minha opinião:
SIM – Quem de nós não guardou com o máximo de cuidado um casal de determinada espécie que aos nossos olhos se destaca dos seus irmãos num dos nossos aquários? Ao guardá-lo para servir de reprodutor não estaremos nós inconscientemente a tentar “aperfeiçoar” uma determinada fisionomia, padrão de cores, etc? Não queremos nós ter qualidade nos peixes que temos?
Neste caso é perfeitamente lógico que o façamos!!!NÃO – Quando para se apurar uma determinada “espécie” se utiliza elementos de outra população !!!
Já me aconteceu que um macho de determinada espécie não contente com a sua vida sexual decidiu “mudar de casa”. Como se tratava de um aquário de 60 litros com vários mops e plantas só ao fim de algum tempo descobri o “meliante”.
Vários ovos tinham já entretanto sido recolhidos (por sinal bastantes) e ao fim de cerca de 2 meses os machos daí nascidos apresentavam-se com cores muito bonitas e bem desenvolvidos. (curiosamente cresceram e sexaram mais depressa que qualquer um das respectivas espécies que nasceram na mesma altura). No entanto não eram parecidos com qualquer macho das populações dos reprodutores!!!
Um a nova espécie??? Não!!!
O resultado? Cerca de 30 juvenis foram nadar no rio Tejo!Cruzar populações? Apurar espécies? Mas afinal estamos na killifilia para manter espécies raras e por vezes em vias de extinção ou para “fazermos de Deus” e criar em casa aquilo que não existe na Natureza???
Não querendo por em causa nada nem ninguem e já indo longo este desabafo chamo-vos á atenção para isto: vão ao Aquabid e vejam se anda por lá a vender um Sr. Japonês (Ton2003) mestre em “apuramento de espécies” ???. Vejam as fotos dos seus peixes…
Curiosamente vende quase tudo o que põe á venda…Nem vou falar dos Aphyosemion Bualanum porque aí… :'( :'( :'(
Daí a importância dos “códigos de colecta”, daí a importância da “população”.
Por tudo isto, não posso concordar com selecção de linhagens nem com matrizes de A, B ou C.
Mas isto é, apenas, a minha opinião.
Sem dúvida Luis!!! Isto assim é killifilia!!!
Um abraço,
Vitor Vieira06/12/2008 às 10:30 #219995Olá
Quando se cria qualquer especie de ser vivo em grandes numeros inevitavelmente vão aparecer especimes com mutações de caracter cromatico e morfologico. Na Natureza estes exemplares não costumam viver muito tempo porque atrem a tenção de predadores ou sentem mais dificuldades em sobreviver perante a pressão do meio ambiente. Em cativeiro este tipo de especimes atrai imediatamente a atenção de criadores que muitas vezes tentam perpetuar e até seleccionar as tais caracteristicas anomalas. Isto não me choca e aprecio muitas dessas variedades(matriz é do Brasil, cá temos variedade ou estirpe para usar…) e em algumas especies já quase nem se vêm peixes com a coloração original, o que para mim não é um problema mas que contraria muitos criadores.
A questão é uma de ser purista ou não ser, os primeiros tendem a ser probicionistas e essa posição é muito respeitavel mas não é a minha, eu ponho o limite nos hibridos e nas mutações morfologicas excluindo-os mas mantendo as variações de cor. No aspecto morfologico tudo o que vá alem das barbatanas hi fin, que têm muitos apreciadores nos escalares por exemplo, é um exagero sobretudo coisas como os “ballon” ou coisas como os ciclideos papagaio etc que são autênticas aberrações.
Nos Killies as variedades de cor são muito pouco numerosas, os exemplos evidentes são os A. australe gold os F. gardneri gold que são muito apreciados e que deles nenhum mal vem ao mundo. A unica excepção a esta paz são os Jordanella floridae “ballon”, autêntica deformação que nenhum apreciador de Killies pode gostar.
Creio que a atitude mais equilibrada é aceitar as poucas variedades que temos nos Killies, e mais algumas que apareçam, mas excluindo os hibridos e aberrações morfologicas. Senão, o que sentiriam os muitos criadores dos A. australe gold quando lhes fosse proibido expor os seus especimes na convenção porque tinham sido “amaldiçoados”? Creio que ninguem tem essa intenção.Abraço
Paulo José -
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